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Soja mantém alta em Chicago, mas ritmo é mais moderado

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Nesta terça-feira (23), os contratos futuros de soja negociados na Bolsa de Chicago continuam em alta, embora de maneira mais moderada em comparação ao forte avanço da sessão anterior. Às 7h40 (horário de Brasília), as cotações subiam entre 2,25 e 3,50 pontos nos contratos mais negociados, com o contrato de agosto cotado a US$ 11,20 e o de novembro a US$ 10,72 por bushel.

O mercado se mantém positivo, mas com um ritmo mais tranquilo após a intensa movimentação da sessão anterior. Os traders permanecem atentos às condições políticas e fundamentais, ainda processando a desistência de Joe Biden da corrida presidencial nos EUA, com a possibilidade crescente de Kamala Harris ser a candidata do partido Democrata, e ao desenvolvimento da nova safra americana.

No relatório divulgado no final do dia de ontem, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) manteve inalterado o índice de lavouras de soja em boas ou excelentes condições, enquanto registrou uma ligeira baixa nas condições do milho. As previsões climáticas desfavoráveis para os próximos dias no Corn Belt também estão no radar do mercado.

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Ainda nesta terça-feira, os futuros do milho também registram alta na Bolsa de Chicago, enquanto os preços do trigo voltam a cair e os derivados de soja operam de forma estável.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expansão de área e liderança na exportação sustentam safra de 770 mil toneladas de banana

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A produção catarinense de banana deve atingir 770 mil toneladas no ciclo 2025/2026, consolidando o Estado na liderança das exportações nacionais da fruta. O resultado representa um crescimento de 0,3% em comparação com o ciclo anterior, impulsionado por um avanço de 3,2% na área cultivada. Por outro lado, a produtividade média na lavoura aponta uma retração de 1,9%, estimada em 26.490 quilos por hectare. O desempenho da safra atua como indutor econômico no Norte do Estado e no Vale do Itajaí, regiões que concentram 84,7% do volume total colhido.

A dinâmica do mercado local permanece dividida entre o volume produtivo e o valor agregado da fruta na ponta da venda. A banana-caturra, conhecida como nanica, mantém o predomínio absoluto nos plantios, ocupando 72,6% da área e respondendo por 82,4% da colheita estimada. A variedade prata, embora represente uma fatia menor — 27,4% da área e 17,6% do volume —, ganha relevância pelo preço superior pago ao produtor no mercado físico. No recorte regional, o Sul de Santa Catarina apresenta menor eficiência técnica se comparado ao Norte: a região detém 24,4% da área destinada à cultura, mas participa com apenas 15,3% do volume final.

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No front externo, Santa Catarina responde por cerca de metade de toda a banana exportada pelo Brasil, tendo como principais destinos os parceiros comerciais do Mercosul, especialmente a Argentina e o Uruguai. Internamente, o município de Corupá lidera a engrenagem econômica do setor no Norte catarinense, ocupando o posto de terceiro maior produtor nacional.

Com um volume de 153,1 mil toneladas registrado no balanço de 2024, a atividade movimenta R$ 324 milhões anuais na economia local. O município partilha, junto com Jaraguá do Sul, Schroeder e São Bento do Sul, o selo de Indicação Geográfica na modalidade Denominação de Origem, certificado que atesta o amadurecimento mais lento e o maior teor de açúcar natural da fruta devido às condições climáticas de relevo da região.

O resultado projetado para a safra atual ocorre após períodos de estresse nos pomares causados por eventos climáticos extremos nos últimos anos, como ciclones, ventos de grande intensidade e geadas recorrentes. A estabilização das lavouras foi garantida pela introdução de manejo especializado e ferramentas de monitoramento da Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri).

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O suporte técnico foca no controle fitossanitário da sigatoca-amarela, principal doença fúngica que atinge os bananais, e na previsão de perdas. A perspectiva para o encerramento do ciclo aponta para a manutenção da qualidade comercial da fruta diante de um clima mais ameno, sustentando o fluxo de caixa das pequenas propriedades rurais que formam a base social da atividade no campo.

Fonte: Pensar Agro

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