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The Yield Lab oferece prêmio de €100 mil para startups com soluções sustentáveis para o setor de laticínios

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O The Yield Lab Europe, um dos principais investidores em tecnologias sustentáveis para o setor agri-food na Europa, lançou um desafio global em parceria com a Nestlé, a GOKE e a Universidade de Wageningen, na Holanda. A competição tem como objetivo identificar startups com soluções inovadoras que possam contribuir para a sustentabilidade na indústria de laticínios, focando em áreas como a redução de emissões, o manejo de dejetos, a gestão do solo e a melhoria da qualidade da água. A startup vencedora receberá um prêmio de €100.000.

No Brasil, a The Yield Lab Latam também está engajada nesta iniciativa e convida startups brasileiras a participarem. As inscrições estão abertas até 31 de agosto de 2024. As startups selecionadas terão a oportunidade de apresentar suas propostas em inglês para o The Yield Lab. Os finalistas serão convidados para o Dairy Industry Leadership Summit, que será realizado em Amsterdã no dia 8 de outubro, onde os vencedores serão anunciados.

Além da Nestlé, o desafio conta com o apoio da GOKE e da Universidade de Wageningen. O The Yield Lab investe em startups de tecnologia no setor agri-food, com foco em tornar os sistemas globais de produção de alimentos e agricultura mais sustentáveis, eficientes e lucrativos. Seu portfólio inclui tecnologias em diversas áreas, como produção de cultivos, saúde e bem-estar animal, agricultura de precisão, cadeia de suprimentos, ingredientes alimentares, processamento e embalagem de alimentos.

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Áreas de Inovação
  • Genética e Genômica: Identificação e seleção de ruminantes que emitem menos gases de efeito estufa.
  • Manejo de Pastagens e Solo: Otimização de variedades de pastagens, crescimento e resiliência às mudanças climáticas; promoção de pastejo ao ar livre e rotacional para reduzir emissões e regenerar solos.
  • Saúde e Nutrição Animal: Melhoria da produtividade animal por meio de melhor saúde e nutrição, com foco na redução de emissões e no aumento da sustentabilidade.
  • Manejo de Dejetos: Desenvolvimento de tecnologias para processar e reaproveitar dejetos, mitigando emissões.
  • Produção e Processamento: Aperfeiçoamento da eficiência no processamento, transporte, estabilidade e vida útil dos produtos, visando a redução de desperdícios.
Processo de Avaliação

Emilie Abrams, Principal do The Yield Lab, explica que o processo de avaliação seguirá uma versão acelerada da diligência habitual da empresa, levando em consideração tração, estratégia, plano de negócios, economia unitária, equipe e impacto. “Nosso júri final contará com especialistas técnicos que avaliarão a viabilidade das tecnologias dentro da cadeia de suprimentos de laticínios”, afirma Abrams.

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Ela também ressalta a importância da abordagem global e local do desafio: “O Yield Lab é uma rede global, e o Dairy Sustainability Challenge utilizará nossa expertise para compreender tanto as necessidades globais da indústria de laticínios quanto os contextos regionais. Embora desafios como a redução de emissões e a otimização do uso da terra e da água sejam universais, as soluções muitas vezes precisam ser adaptadas localmente.”

Oportunidades de Colaboração

O desafio oferece uma oportunidade única de colaboração entre empresas do setor de laticínios e startups. “As corporações ganham acesso às inovações mais recentes em sustentabilidade, enquanto as startups se beneficiam de oportunidades de crescimento, incluindo parcerias para testes e assistência em pesquisa”, conclui Abrams. A Universidade de Wageningen terá um papel fundamental na testagem e avaliação das tecnologias participantes, assegurando a credibilidade e o rigor do processo.

Inscreva-se agora!

Para mais informações e detalhes sobre a inscrição, acesse: theyieldlab.eu/dairy.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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