AGRONEGÓCIO
WASDE: Confira as principais tendências para Soja, Milho e Trigo; Análise Hedgepoint
Publicado em
16 de agosto de 2024por
Da RedaçãoSoja: USDA confirma pequena correção nos Estoques Finais dos EUA
Neste mês, o USDA trouxe algumas atualizações interessantes em relação aos números dos EUA. A Hedgepoint Global Markets analisa os resultados em relatório.
“O USDA elevou o número da safra 24/25 dos EUA de soja para um recorde de 124.9 M mt, superando as expectativas dos analistas e a previsão do mês passado. A mesma situação aconteceu com os Estoques Finais, que é projetado em 12.5 Mt/ ha, bem superior aos 12.6 Mt/ ha esperados e ao número do mês anterior. Finalmente, o rendimento por acre chegou a 1.44 Mt/ha, 0.03 Mt/ha acima do relatório anterior”, diz Ignacio Espinola, analista de Grãos da Hedgepoint.
Agosto é o mês mais importante para o desenvolvimento da safra de soja, e os traders monitorarão de perto o clima no Centro-Oeste dos EUA, que até agora se espera que seja amplamente benéfico.
“Do lado sul-americano, não há tantas coisas que valham a pena ser mencionadas. Em relação à safra 23/24, o número da Argentina foi reduzido mais uma vez em 0,5 M mt, deixando um número final em 49 M mt, o que concordamos, e o número de produção do Brasil permaneceu inalterado, em 153 M mt”, pontua.
Milho: produção de milho dos EUA está em linha com as expectativas do mercado
Do lado dos EUA, houve um aumento na produtividade do milho para 183,1 bu/acre (4,65 Mt/ha) seguido de uma redução na área plantada que não afetou muito os estoques finais e o número total de produção.
“Ainda assim, uma produção de 384.7 M mt representa a terceira maior safra de milho da história dos Estados Unidos”, destaca o analista.
“Na América do Sul, e como dito no nosso relatório Pré-WASDE, esperávamos algum ajuste na produção argentina. O relatório reduziu a leitura da Argentina em 2 M mt, deixando uma produção total em 50 M mt, ainda achamos que há espaço para redução até 46,5 M mt que, em nossa opinião, é o número mais realista”, afirma.
Parece que o USDA está demorando algum tempo e ajustará o número final lentamente nos próximos relatórios, já que tem cortado entre 2-1 M mt a cada mês.
“Do lado do Brasil, o relatório veio inalterado. Lembremos que o número da CONAB estava mais próximo de 116 M mt e o nosso número permanece em 119 M mt para a produção 23/24 de milho do Brasil”, aponta Ignacio.
E conclui: “Resumindo, devemos ver um mercado neutro a ligeiramente altista, considerando os ajustes observados neste relatório. Os fundos ainda estão em baixa e parece que o mercado tem muita atuação no lado do milho”.
Trigo: sem atualizações da Europa, tom ainda é baixista trazendo oportunidade para a demanda
Como esperado, o USDA não trouxe muitas novidades para o trigo. Do lado dos EUA, há uma redução nos estoques finais de 0.8 M Mt deixando um número final em 22.5 M Mt. Do lado da produção, também houve um ajuste deixando a safra dos EUA em 53.9 M mt versus 54.7 M mt.
“A preocupação com a produção europeia e especialmente com a francesa (potencialmente, a pior colheita em 41 anos) é o que o mercado está monitorando. Além disso, as boas notícias sobre o último leilão GASC, em que o governo egípcio lançou o seu maior leilão da história para 3,8 M mt em posições diferidas (outubro de 2024 a abril de 2025) podem trazer algumas ideias sobre a curva futura dos preços”, acredita.
Para concluir, este foi um relatório neutro a ligeiramente otimista para o trigo, enquanto aguardamos a confirmação das estimativas de colheita da Europa.
Fonte: Hedgepoint Global Markets
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Guerra no Oriente Médio pode elevar custos no campo e pressionar inflação dos alimentos no Brasil
Published
4 horas agoon
3 de junho de 2026By
Da Redação
As tensões geopolíticas no Oriente Médio voltaram a acender um alerta para o agronegócio global. Um estudo divulgado pelo Rabobank aponta que o prolongamento do conflito na região, aliado ao fechamento do Estreito de Ormuz — uma das principais rotas mundiais de transporte de petróleo — pode provocar aumento dos custos de produção agropecuária e pressionar a inflação dos alimentos no Brasil ao longo de 2026 e 2027.
Segundo a análise, o choque nos mercados de energia já está elevando os preços internacionais do petróleo e do gás natural, criando uma cadeia de impactos que alcança combustíveis, fertilizantes, transporte e logística agrícola.
Petróleo mais caro aumenta custos da produção rural
O relatório destaca que a valorização das commodities energéticas tem efeito direto sobre a atividade agropecuária. O diesel, principal combustível utilizado nas operações agrícolas e no transporte de cargas, tende a registrar alta de preços, elevando os custos desde o plantio até a distribuição dos alimentos.
Além disso, a produção mundial de fertilizantes depende fortemente de gás natural e derivados de petróleo. Com a elevação dos preços desses insumos, a tendência é de aumento nos gastos dos produtores rurais em diversas culturas.
De acordo com as projeções do Rabobank, o Índice de Commodities do Banco Central para Energia (IC-Br Energia) deverá encerrar 2026 com avanço de 41,6% na comparação anual, refletindo a disparada dos preços energéticos observada após a escalada do conflito.
Agro sente impacto de forma gradual
Diferentemente do mercado de energia, onde os reflexos são imediatos, os efeitos sobre as commodities agrícolas costumam ocorrer de forma mais lenta.
O estudo avalia que os custos mais elevados de energia, frete, fertilizantes e logística devem ser gradualmente incorporados aos preços agrícolas. Como consequência, o Índice de Commodities Agropecuárias (IC-Br Agro) deve voltar a registrar valorização nos próximos meses.
A expectativa é que o indicador feche 2026 com crescimento de 8,8%, sinalizando um ambiente de custos mais elevados para a cadeia produtiva.
Outro fator de preocupação é a possibilidade de ocorrência de um fenômeno El Niño de forte intensidade, cenário que pode provocar alterações climáticas relevantes em importantes regiões produtoras, afetando produtividade e disponibilidade de alimentos.
Inflação dos alimentos pode ganhar força
O levantamento mostra que os alimentos in natura deverão ser os mais sensíveis aos efeitos do choque externo.
Frutas, hortaliças, legumes e outros produtos frescos costumam reagir rapidamente ao aumento dos custos de transporte, combustíveis e insumos agrícolas. Por isso, a projeção é que a inflação desse grupo alcance 9,6% ao final de 2026 e ultrapasse 10% em 2027.
Nos alimentos semielaborados e industrializados, o repasse tende a ocorrer de forma mais gradual. Estoques, contratos de fornecimento e maior diversificação de custos ajudam a amortecer os impactos iniciais da alta das commodities e da energia.
Mesmo assim, os analistas observam que o aumento dos custos deverá atingir toda a cadeia alimentícia ao longo dos próximos trimestres.
Alimentação no domicílio deve permanecer pressionada
Após um período de desaceleração observado no início de 2026, a inflação dos alimentos consumidos dentro de casa pode voltar a acelerar.
As projeções indicam que a inflação de alimentação no domicílio deverá encerrar 2026 próxima de 6,1%, permanecendo acima dos níveis considerados confortáveis para o controle inflacionário.
Embora o índice deva apresentar desaceleração em 2027, os preços continuarão refletindo os efeitos acumulados da alta dos custos energéticos, das despesas logísticas e dos insumos agrícolas.
Agronegócio acompanha cenário com atenção
Especialistas destacam que o atual cenário reforça a importância do monitoramento dos mercados internacionais pelo setor agropecuário brasileiro.
O Oriente Médio ocupa posição estratégica no abastecimento global de petróleo e fertilizantes. Qualquer interrupção prolongada nos fluxos comerciais pode gerar volatilidade nos preços e afetar diretamente a competitividade do agronegócio.
Para produtores rurais, cooperativas, tradings e indústrias de alimentos, o principal desafio será administrar o aumento dos custos de produção em um ambiente marcado por incertezas geopolíticas, oscilações climáticas e maior volatilidade dos mercados globais.
Palavras-chave para SEO: Oriente Médio, inflação dos alimentos, agronegócio brasileiro, preço do petróleo, fertilizantes, custos de produção rural, alimentos mais caros, Estreito de Ormuz, commodities agrícolas, mercado agrícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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