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StoneX Revisa para Cima Previsão de Consumo de Diesel B no Brasil em 2024

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A consultoria StoneX revisou suas projeções para o consumo de diesel B (misturado com biodiesel) no Brasil, prevendo que o total alcance 67,1 bilhões de litros em 2024. A nova estimativa representa um aumento de aproximadamente 500 milhões de litros em relação à previsão anterior, impulsionada por vendas superiores ao esperado no primeiro semestre deste ano.

Com essa atualização, espera-se um crescimento de 2,46% no consumo de diesel no Brasil em 2024, em comparação com 2023. Segundo dados oficiais, as vendas de óleo diesel pelas distribuidoras no país registraram um aumento de 4,2% nos primeiros seis meses do ano, totalizando 34,6 bilhões de litros, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

“O expressivo avanço no primeiro semestre é resultado do aumento na demanda por fretes rodoviários e ferroviários, estimulada pelo excelente desempenho das exportações de bens e produtos dos setores agropecuário, extrativista e de transformação”, destacou a consultoria em seu relatório.

Para o segundo semestre, tradicionalmente marcado por um crescimento sazonal nas vendas de diesel, a tendência é de um consumo ainda mais robusto em relação ao mesmo período de 2023. Essa perspectiva é reforçada pelas expectativas de boas safras agrícolas, especialmente de soja e milho, conforme apontado pela StoneX.

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Quanto ao diesel A (puro), a previsão é de uma leve queda de 0,3% em relação ao ano anterior, totalizando 57,9 bilhões de litros. Esse leve recuo é atribuído principalmente ao aumento da mistura de biodiesel no diesel B comercializado nos postos de combustíveis a partir de março de 2024, que passou de 12% para 14%, reduzindo a participação do diesel A nas vendas ao consumidor final.

Do lado da oferta, a StoneX observou um crescimento de 3,9% na produção doméstica de diesel nas refinarias brasileiras durante o primeiro semestre de 2024, alcançando 23,45 bilhões de litros em comparação ao mesmo período do ano anterior. Além disso, houve um aumento nas importações de diesel pelo Brasil, que somaram 8,27 bilhões de litros entre janeiro e julho, representando um crescimento de 3,4% em relação ao mesmo período de 2023.

Com essas revisões, a consultoria também ajustou suas previsões para a demanda por biodiesel, elevando a estimativa de 8,9 bilhões para 9 bilhões de litros, o que representa um crescimento anual de 21,2%.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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