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Dólar dispara e atinge R$ 5,86 com vitória de Donald Trump nos EUA

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A vitória do candidato republicano Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos provocou forte valorização do dólar e aumentou a volatilidade nos mercados nesta quarta-feira (6). A moeda norte-americana registrou alta significativa, sendo negociada a R$ 5,8339 às 9h15, e alcançando R$ 5,8619 no pico do dia. Na véspera, o dólar havia encerrado em queda de 0,63%, cotado a R$ 5,7464.

Trump defende uma política econômica protecionista, com a proposta de aumentar a taxação de produtos importados e reduzir o comércio com países como a China. Tal política alimenta expectativas de inflação nos EUA, o que pode elevar as taxas de juros e, por consequência, valorizar o dólar em relação a outras moedas.

As incertezas fiscais nos Estados Unidos e no Brasil adicionam tensão aos mercados. Investidores aguardam sinais de ajuste fiscal no Brasil, após recente reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com a equipe econômica para discutir possíveis cortes de gastos.

Mercado de Ações e Commodities

O principal índice da bolsa brasileira (Ibovespa) fechou em alta de 0,11% na última sessão, alcançando 130.661 pontos. Com esse resultado, o Ibovespa acumula ganhos de 1,87% na semana e 0,62% no mês, mas apresenta queda de 2,74% no ano.

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A vitória de Trump também afetou o mercado de commodities e a balança comercial brasileira. Especialistas apontam que a política de Trump, com restrições comerciais mais rígidas à China, pode impactar negativamente as exportações brasileiras, especialmente em setores como o agronegócio. “Podemos ver uma pressão sobre a balança comercial brasileira, com possível queda nas exportações, o que reduziria o fluxo de dólares no país e pressionaria ainda mais a inflação”, afirma Welber Barral, consultor de comércio internacional.

Juros Futuros e Tesouro dos EUA

Nos Estados Unidos, o mercado de juros futuros reagiu rapidamente à vitória de Trump. As taxas das Treasuries, títulos da dívida americana, tiveram alta expressiva, com os rendimentos de 10 anos chegando a 4,47%, o maior nível em quatro meses. Esse movimento reflete a expectativa de que o Federal Reserve (Fed) poderá manter juros elevados por um período mais longo para conter a inflação.

Criptomoedas em Alta

A vitória de Trump também impulsionou o mercado de criptomoedas, com o bitcoin atingindo recordes históricos. Às 8h, a criptomoeda era negociada a US$ 73.863, com alta de 6,5%, ultrapassando os US$ 75 mil na máxima do dia. No Brasil, o bitcoin subiu mais de 11%, sendo vendido a aproximadamente R$ 443 mil. Outras criptomoedas, como ethereum, solana e BNB, também registraram altas expressivas.

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Trump adotou uma postura favorável ao mercado de criptoativos durante sua campanha, em contraste com sua posição anterior. Em julho deste ano, ele participou da conferência Bitcoin 2024 e prometeu medidas que beneficiariam o setor caso fosse eleito.

A nova postura de Trump em relação às criptomoedas, avaliam analistas, reflete mudanças no perfil do eleitorado, que está cada vez mais envolvido com esses ativos digitais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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