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Construção de Fossas Tevap em Caranaíba Visa Proteger Cursos D’Água e Garantir Saúde

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A ausência de saneamento rural pode comprometer a qualidade do solo e da água, representando riscos significativos à saúde das famílias. Em Caranaíba, localizado no Campo das Vertentes, a Emater-MG e a prefeitura estão empenhadas na instalação de Tanques de Evapotranspiração (Tevap) na comunidade de Vargem da Roseira. O projeto de construção dessas fossas teve início em junho de 2024.

Um levantamento realizado pela Emater-MG identificou que efluentes domésticos estavam sendo lançados em cursos d’água na comunidade. Para mitigar esse problema, estão previstas a construção de 40 fossas Tevap, cada uma destinada a uma família. Até o momento, dez dessas fossas estão em fase final de construção.

Elisabeth Duarte, coordenadora regional da Emater-MG, explica que a função da empresa é auxiliar na construção das fossas Tevap, acompanhando o processo de perto e fornecendo orientações às famílias sobre a importância de um destino adequado para os dejetos.

Sistema Tevap

As fossas Tevap representam uma alternativa mais eficaz em comparação às fossas rudimentares, que são apenas buracos no chão sem impermeabilização, permitindo que os efluentes domésticos contaminem o solo e a água. O sistema Tevap é composto por um tanque retangular escavado no solo, com paredes e fundo impermeabilizados, impedindo a infiltração dos efluentes. Dentro do tanque, uma câmara de fermentação é formada com pneus usados, crucial para a decomposição dos dejetos humanos.

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O preenchimento do Tevap é feito em camadas: pedras maiores, cacos de tijolos e telhas, brita e areia, com a camada superior composta por solo enriquecido, onde são cultivadas plantas ornamentais que possuem alta demanda hídrica. Jane Terezinha Leal, coordenadora técnica estadual de Saneamento Ambiental Rural da Emater-MG, explica que essas plantas são essenciais para a evapotranspiração, processo que trata e elimina os efluentes. “Na câmara de fermentação, a matéria orgânica é decomposta anaerobicamente por bactérias, favorecendo a mineralização, o que permite a absorção de nutrientes e água pelas raízes das plantas”, detalha Leal. “Os nutrientes são incorporados à biomassa das plantas, e a água é eliminada através da transpiração das folhas e evaporação do solo.”

Esse método biológico não apenas trata os efluentes de maneira eficiente, mas também promove o crescimento de plantas ornamentais, que podem embelezar os jardins residenciais e contribuir para um ambiente mais sustentável e saudável.

Os recursos para o projeto são oriundos da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM) e do Fundo Especial de Petróleo (FEP). A Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Meio Ambiente tem oferecido apoio logístico e técnico, disponibilizando máquinas, caminhões e profissionais para a construção das fossas. As famílias são responsáveis pela contratação da mão-de-obra para impermeabilização e preenchimento das fossas Tevap. Natália Patrícia, secretária municipal de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Meio Ambiente, ressalta que “a intenção é expandir o atendimento a mais comunidades no futuro próximo”.

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Lucas Rafael Bigardi, extensionista do escritório local da Emater-MG, destaca que a implementação das fossas Tevap traz benefícios significativos para a comunidade de Vargem da Roseira. “O tratamento do esgoto doméstico no meio rural reduz a contaminação dos cursos d’água, melhora a qualidade ambiental e diminui os riscos à saúde humana, proporcionando uma melhor qualidade de vida para as famílias beneficiárias e a população local como um todo”, afirma Bigardi.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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