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Embriões Revolucionam o Melhoramento Genético de Rebanhos Leiteiros na Ásia

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A utilização de embriões tem se consolidado como uma ferramenta crucial para o aprimoramento genético dos rebanhos bovinos. Ao selecionar as melhores genética materna (doadoras) e paterna (touros), os produtores conseguem otimizar as características dos descendentes, resultando em avanços significativos no desempenho dos rebanhos. Esta tecnologia tem ganhado destaque entre os produtores de leite na China, que ocupa a terceira posição mundial na produção de leite.

Desde 2017, a ABS, uma referência global em genética bovina, tem promovido inovações através do seu Setor Global de Embriões, aprimorando a precisão e a agilidade no melhoramento genético das fazendas ao redor do mundo. No ano passado, a ABS estabeleceu um laboratório dedicado à produção de embriões no norte da China, com uma capacidade de 120 mil embriões.

Rodrigo Untura, Diretor Global de Embriões da ABS, destaca: “Se analisarmos o ranking das maiores fazendas de leite do mundo, é provável que seis delas estejam na China. Após implementarmos com sucesso nossos projetos nos Estados Unidos e na Rússia, introduzimos nossos serviços de embriões na China, acelerando o desenvolvimento do setor no país. Também temos um projeto significativo no Vietnã, onde uma grande fazenda é nossa cliente, com uma demanda de 30 mil embriões.”

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Com a recente adoção da tecnologia nos rebanhos chineses, os primeiros resultados começam a surgir. “Em breve, veremos resultados claros, semelhantes aos observados em outros países, como o Brasil. Os produtores conseguem aumentar tanto a quantidade quanto a qualidade do leite e, em alguns casos, até alterar o tipo de leite produzido. No Chile, por exemplo, várias fazendas estão convertendo o leite A1 para A2, multiplicando apenas os animais A2. Em três a quatro anos, a fazenda pode se tornar completamente A2, uma transformação que outras tecnologias não permitem em tão pouco tempo.”

A China continua avançando rapidamente, com a produção de embriões da raça Holandês Puro surpreendendo, com uma média de 3,5 embriões por doadora e até cinco embriões em alguns casos. “Embora diversos fatores influenciem o sucesso dos embriões, como tecnologia e mão de obra, observamos que os touros ABS Sexcel se destacam em comparação com outras tecnologias de sexagem para produção in vitro. Hoje, a ABS oferece um pacote tecnológico completo, posicionando-nos na vanguarda da produção global de embriões. Os produtores chineses são extremamente arrojados no aprimoramento genético e, para acelerar esse processo, a tecnologia de embriões é fundamental. Utilizando essa tecnologia, o produtor pode avançar até cinco gerações em uma só, o que é uma proposta única e inovadora para o mercado chinês”, conclui Rodrigo Untura.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Irrigação impulsiona produtividade, renda e empregos no agronegócio brasileiro, aponta estudo da ABIMAQ e USP/ESALQ

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A expansão da agricultura irrigada no Brasil pode transformar a produtividade no campo, ampliar a geração de empregos e fortalecer o desenvolvimento econômico regional. É o que revela um estudo inédito realizado pela ABIMAQ em parceria com o GPP/USP/ESALQ, que analisou polos de irrigação na Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.

O levantamento aponta que municípios com forte presença de irrigação apresentam indicadores econômicos e sociais significativamente superiores aos demais municípios rurais de seus estados, reforçando o papel estratégico da irrigação para o agronegócio brasileiro.

Polos irrigados concentram maior renda e desenvolvimento econômico

Segundo o estudo, os polos de irrigação oferecem remunerações mais elevadas em comparação às demais regiões rurais analisadas.

Na Bahia, a renda média nos municípios irrigados é 68,6% superior. Em Minas Gerais, o avanço chega a 42,85%, enquanto no Rio Grande do Sul e Mato Grosso os ganhos são de 11,96% e 8,13%, respectivamente.

Além do aumento na renda, os polos irrigados também apresentam menor vulnerabilidade social. Em Mato Grosso, por exemplo, o percentual de beneficiários de programas de transferência de renda é cerca de 50% menor do que nos demais municípios rurais.

O desempenho econômico também chama atenção. O estudo mostra que o PIB per capita nos polos irrigados pode ser até 256% maior, com destaque para Mato Grosso, onde o indicador supera R$ 182 mil, um dos maiores níveis identificados pelos pesquisadores.

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Brasil pode ampliar área irrigada em mais de cinco vezes

O potencial de crescimento da irrigação no país é considerado expressivo. Dados da ANA (Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico) indicam que o Brasil possui atualmente 8,2 milhões de hectares equipados para irrigação, mas essa área pode crescer mais de cinco vezes, com a incorporação de 55,85 milhões de hectares adicionais.

Desse total, aproximadamente 48% das áreas potenciais são ocupadas por pastagens, o que abre espaço para expansão produtiva com maior eficiência agrícola.

De acordo com Luiz Paulo Heimpel, vice-presidente da Câmara Setorial de Equipamentos de Irrigação da ABIMAQ, a irrigação tende a ganhar ainda mais relevância diante dos desafios climáticos e da necessidade de elevar a eficiência produtiva no campo.

Expansão da irrigação gera impacto direto na economia rural

As simulações realizadas pelos pesquisadores mostram que os efeitos econômicos da irrigação são imediatos e duradouros.

A cada 1.600 hectares incorporados ao sistema irrigado, o valor adicionado bruto da agropecuária pode crescer cerca de R$ 8,27 milhões no curto prazo, além da geração de empregos formais no meio rural.

No longo prazo, esse impacto econômico pode atingir quase R$ 14 milhões, consolidando a irrigação como ferramenta de fortalecimento da competitividade agrícola brasileira.

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Setor aponta quatro pilares para expansão sustentável da irrigação

Apesar do potencial, o avanço da irrigação no Brasil depende de investimentos e políticas públicas estruturadas. O estudo destaca quatro fatores considerados essenciais para ampliar a tecnologia no país:

  • Acesso à energia com custos competitivos;
  • Formação de mão de obra qualificada;
  • Gestão eficiente dos recursos hídricos;
  • Ampliação da conectividade no campo.

Na avaliação dos pesquisadores, a irrigação deve ocupar posição estratégica na política agrícola nacional e na agenda de segurança alimentar.

“A irrigação traz previsibilidade para o produtor, reduz riscos e melhora a produtividade. Os dados mostram que seus efeitos vão além da produção, com impacto direto na renda e no desenvolvimento das regiões”, afirma Luiz Paulo Heimpel.

Irrigação ganha protagonismo diante das mudanças climáticas

Com eventos climáticos cada vez mais frequentes e desafiadores para a produção agrícola, a irrigação se consolida como uma das principais ferramentas para garantir estabilidade produtiva, segurança alimentar e competitividade do agronegócio brasileiro.

O estudo completo será lançado oficialmente no fim de maio e deve servir de base para discussões sobre políticas públicas voltadas à expansão sustentável da agricultura irrigada no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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