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Mercados chineses têm leve oscilação diante de temores de desaceleração econômica

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As bolsas de valores da China apresentaram leve oscilação nesta segunda-feira, apesar do avanço observado nos mercados regionais, refletindo as preocupações em torno de uma possível desaceleração da segunda maior economia do mundo.

Enquanto os mercados acionários na Ásia, em geral, registraram alta, beneficiados pela ausência de volatilidade causada pelo feriado no Japão, os investidores permanecem atentos à divulgação de dados econômicos cruciais dos Estados Unidos e da China, que podem oferecer uma atualização importante sobre as perspectivas de crescimento global.

“A complexidade e a incerteza do ambiente externo aumentaram significativamente. Muitos problemas não podem ser resolvidos rapidamente no curto prazo; combinados com o recente declínio nos mercados estrangeiros”, destacou a Orient Securities em uma nota.

Nesta semana, investidores aguardam a divulgação dos índices de preços ao produtor e ao consumidor dos EUA, que ocorrerá na terça e quarta-feira, respectivamente, além de um encontro global de bancos centrais em Jackson Hole, no Estado de Wyoming, onde será avaliada a trajetória das taxas de juros pelo Federal Reserve.

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Na China, serão divulgados dados sobre crédito e atividade econômica, que provavelmente indicarão que a economia teve um início fraco no segundo semestre do ano.

Em Tóquio, o mercado permaneceu fechado devido a um feriado no Japão. Já em Hong Kong, o índice Hang Seng teve um leve aumento de 0,13%, fechando em 17.111 pontos. Em Xangai, o índice SSEC recuou 0,14%, encerrando o dia em 2.858 pontos. O índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, registrou queda de 0,17%, atingindo 3.325 pontos.

Por outro lado, em Seul, o índice KOSPI valorizou-se em 1,15%, alcançando 2.618 pontos. Em Taiwan, o índice TAIEX subiu 1,42%, chegando a 21.773 pontos. Já em Cingapura, o índice Straits Times recuou 0,81%, fechando em 3.235 pontos, enquanto em Sydney, o índice S&P/ASX 200 avançou 0,46%, atingindo 7.813 pontos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Uso de satélite para barrar crédito rural gera novo debate no setor

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A nova regra que condiciona o acesso ao crédito rural ao monitoramento ambiental por satélite abriu uma frente de tensão entre produtores, Congresso e governo federal. Desde 1º de abril, bancos que operam recursos do Plano Safra passaram a consultar automaticamente dados do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes) antes da liberação dos financiamentos agropecuários.

O centro da discussão está nos chamados “falsos positivos”, situações em que alterações na cobertura vegetal identificadas pelo sistema acabam sendo interpretadas como desmatamento irregular, mesmo quando decorrem de atividades produtivas permitidas ou manejos regulares dentro da propriedade.

Segundo a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), produtores vêm relatando dificuldades para acessar crédito em casos envolvendo limpeza de pastagem, manejo agrícola, renovação de áreas produtivas e até colheita de florestas plantadas, como eucalipto.

A preocupação do setor é que o sistema utilizado para monitoramento identifica mudanças na vegetação, mas não consegue, sozinho, diferenciar imediatamente uma atividade legal de um desmatamento irregular.

Com isso, o bloqueio ao crédito pode ocorrer antes mesmo de qualquer análise individualizada do caso. Isso inverte o ônus da prova e  obriga o produtor a comprovar posteriormente que a alteração apontada pelo satélite não configura infração ambiental. O processo pode envolver laudos técnicos, documentos fundiários, análises ambientais e procedimentos administrativos que levam semanas ou meses.

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O problema ganha peso porque o crédito rural continua sendo peça central do financiamento agropecuário brasileiro, especialmente em um momento de juros elevados, aumento do endividamento e custos ainda pressionados.

Dados citados pela consultoria Datagro mostram que mais de 5,4 milhões de apontamentos positivos estavam registrados no sistema Prodes até outubro de 2025. Parte dessas ocorrências, segundo o setor, pode estar associada justamente a interpretações equivocadas do monitoramento remoto.

As novas exigências estão previstas nas Resoluções nº 5.193/2024 e nº 5.268/2025, do Conselho Monetário Nacional (CMN), dentro do processo de endurecimento das regras ambientais para concessão de crédito rural.

A justificativa oficial é impedir que propriedades com irregularidades ambientais tenham acesso a recursos públicos subsidiados.

O avanço das restrições provocou reação imediata no Congresso Nacional. Parlamentares ligados à Frente Parlamentar da Agropecuária protocolaram projetos para suspender os efeitos das resoluções até que sejam criados mecanismos considerados mais precisos de validação ambiental.

As propostas também tentam impedir embargos automáticos baseados exclusivamente em imagens de satélite e estabelecer critérios técnicos mais claros para restrições ao financiamento rural.

Para o presidente do Instituto do Agronegócio (IA), Isan Rezende (foto), o principal problema está na automatização do processo sem análise técnica prévia. “O monitoramento ambiental é necessário e irreversível. O problema começa quando um apontamento preliminar feito por satélite passa a produzir efeito imediato sobre o crédito sem uma verificação individualizada da situação da propriedade”, afirma.

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Segundo Rezende, a insegurança aumenta porque o produtor depende do financiamento para manter o calendário agrícola e não consegue esperar meses por uma solução administrativa. “O crédito rural não financia apenas expansão. Ele financia custeio, compra de insumos, operação da safra e fluxo de caixa da propriedade. Quando o recurso trava por causa de um possível falso positivo, o impacto econômico acontece imediatamente dentro da porteira”, diz.

Ele avalia que o avanço das exigências ambientais tende a se intensificar nos próximos anos, principalmente pela pressão de bancos, mercados importadores e sistemas internacionais de rastreabilidade.

“A questão ambiental passou a fazer parte da análise de risco do crédito rural. Isso já não é mais uma discussão apenas regulatória. O produtor vai precisar cada vez mais de documentação organizada, regularidade ambiental e segurança jurídica para acessar financiamento e mercado”, afirma.

O episódio evidencia uma mudança estrutural no agro brasileiro. Critérios ambientais deixaram de afetar apenas fiscalização e passaram a interferir diretamente na capacidade de financiar produção, renegociar dívidas e manter competitividade no mercado internacional.

Fonte: Pensar Agro

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