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Expectativa de Aquecimento nas Negociações do Mercado de Café no Brasil

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O mercado físico brasileiro de café se prepara para uma quinta-feira de negociações mais intensas, impulsionado por um avanço superior a 1% na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Esse movimento favorece a valorização dos preços domésticos, criando um ambiente propício para as exportações, especialmente com o dólar também em alta frente ao real. Com essa conjuntura, os produtores tendem a aproveitar o cenário favorável para ampliar suas transações.

Na quarta-feira (7), o mercado brasileiro de café já apresentou maior movimentação, principalmente pela manhã, impulsionado por uma nova alta no referencial externo, que trouxe otimismo aos produtores. De acordo com a Consultoria Safras & Mercado, os compradores ainda enfrentam dificuldades para acompanhar as elevações solicitadas pelos produtores, o que resultou em uma desaceleração das atividades durante a tarde. Paralelamente, alguns produtores preferem adotar uma postura de espera, apostando em possíveis novos aumentos de preços.

No sul de Minas Gerais, o café arábica de bebida boa com 15% de catação foi negociado entre R$ 1.450,00 e R$ 1.455,00 por saca, uma alta em relação aos R$ 1.440,00 e R$ 1.445,00 observados na terça-feira. No cerrado mineiro, o arábica de bebida dura com 15% de catação alcançou valores de R$ 1.455,00 a R$ 1.460,00, comparado aos R$ 1.445,00 a R$ 1.450,00 anteriores.

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Na Zona da Mata de Minas Gerais, o café arábica “rio” tipo 7, com 20% de catação, manteve-se estável, com preços entre R$ 1.210,00 e R$ 1.215,00 por saca. Já o conilon tipo 7, em Vitória, Espírito Santo, apresentou valorização, sendo negociado entre R$ 1.305,00 e R$ 1.310,00 por saca, em comparação aos R$ 1.290,00 e R$ 1.295,00 do dia anterior. O tipo 7/8, também em Vitória, subiu para R$ 1.300,00 a R$ 1.305,00, ante os R$ 1.285,00 a R$ 1.290,00 registrados anteriormente.

Estoques Certificados

Os estoques certificados de café nos armazéns credenciados pela Bolsa de Mercadorias de Nova York (ICE Futures), na posição de 7 de agosto de 2024, somam 826.444 sacas de 60 quilos, uma alta de 1.860 sacas em relação ao dia anterior, segundo informações da ICE Futures.

Nova York

Os contratos futuros para setembro/2024 na Bolsa de Nova York (ICE) registram um aumento de 1,72%, sendo cotados a 250,55 centavos de dólar por libra-peso. Na quarta-feira, a posição de setembro/2024 fechou em 246,30 centavos de dólar por libra-peso, uma elevação de 10,35 centavos, ou 4,38%.

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Câmbio

O dólar comercial apresenta uma alta de 0,12%, sendo cotado a R$ 5,6301. O índice Dollar Index também registra alta, de 0,13%, atingindo 103,06 pontos.

Indicadores Financeiros

As principais bolsas da Ásia fecharam de forma mista, com Xangai em feriado e o Japão em queda de 0,74%. As bolsas europeias operam em baixa, com Paris registrando -0,96%, Frankfurt -0,48%, e Londres -1,12%. O petróleo, por sua vez, opera em alta, com o contrato de setembro do WTI em Nova York cotado a US$ 75,33 por barril, um aumento de 0,11%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra recorde mantém frete agrícola em alta e fortalece demanda por transporte de grãos no Brasil

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A expectativa de uma safra recorde de grãos continua impulsionando o mercado de transporte agrícola no Brasil. Mesmo após o encerramento do pico de escoamento da soja, os valores dos fretes rodoviários permanecem próximos dos níveis registrados entre fevereiro e março, período tradicionalmente marcado pela maior demanda logística.

Os dados constam na edição de junho do Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que aponta um cenário de aquecimento contínuo no transporte de produtos agrícolas, sustentado principalmente pela produção recorde de soja e pelo forte ritmo das exportações.

Produção histórica de soja sustenta demanda por transporte

De acordo com a Conab, o comportamento do mercado surpreende, já que o período pós-colheita normalmente é acompanhado por redução nas cotações do frete devido à menor necessidade de transporte.

Segundo o superintendente de Logística Operacional da Companhia, Thomé Guth, a oferta recorde da oleaginosa alterou essa dinâmica.

A produção de soja aumentou 8,8 milhões de toneladas em relação à safra anterior, mantendo elevada a necessidade de caminhões para o escoamento da produção e impedindo uma queda mais significativa nos preços do transporte rodoviário.

Mato Grosso lidera estabilidade em patamar elevado

Em Mato Grosso, maior produtor de grãos do país, as tarifas de frete apresentaram apenas pequenas oscilações em relação ao mês anterior.

Apesar da estabilidade, os preços continuam elevados e próximos aos registrados durante o auge da colheita, refletindo o intenso fluxo logístico para atender o escoamento da produção agrícola.

Mato Grosso do Sul e Distrito Federal registram pressão logística

No Mato Grosso do Sul, a demanda por transporte permaneceu firme mesmo após o encerramento da safra de verão.

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A continuidade das exportações e o elevado volume de cargas destinadas aos mercados interno e externo sustentaram os preços do frete durante maio.

No Distrito Federal, a alta moderada dos valores foi impulsionada principalmente pelo custo do óleo diesel e pela sequência do transporte das safras de soja e milho produzidas na região Centro-Oeste.

Maranhão registra aumento dos fretes com avanço da colheita

No Maranhão, a Conab identificou elevação nos preços do transporte, impulsionada pelo avanço da colheita e pelo aumento da movimentação de cargas.

Em maio, a colheita da soja atingiu 92% da área cultivada, enquanto o milho alcançou 27% da área plantada.

A intensa movimentação rodoviária e ferroviária em direção ao Porto do Itaqui, tanto para abastecimento interno quanto para exportação, elevou os custos logísticos em aproximadamente 1,2% na comparação entre abril e maio.

Paraná mantém custos elevados nas principais rotas

No Paraná, os fretes apresentaram apenas variações pontuais, mas continuaram pressionados pelos custos operacionais.

Entre os principais fatores está o preço médio do diesel S-10, cotado em R$ 6,38 por litro, além da elevada concentração de cargas na malha rodoviária estadual.

Goiás, Bahia, Piauí e São Paulo registram desaceleração

Em sentido oposto, Goiás e Bahia apresentaram redução temporária da demanda por transporte.

O cenário reflete a conclusão da colheita da soja e o intervalo até o início da comercialização do milho de segunda safra, reduzindo momentaneamente a necessidade de fretes.

No Piauí, a queda das exportações de soja, que recuaram 22% em relação ao mês anterior, também contribuiu para a redução dos preços praticados.

Em São Paulo, os fretes seguiram em trajetória de queda após as altas registradas no início do ano. A redução foi favorecida pelo recuo no custo do diesel e pela menor demanda da indústria, mesmo com o agronegócio mantendo ritmo aquecido.

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Exportações de milho e soja seguem em alta

O Boletim Logístico também destaca o desempenho das exportações brasileiras.

Entre janeiro e maio de 2026, o Brasil embarcou 7,5 milhões de toneladas de milho, volume superior às 6,1 milhões de toneladas registradas no mesmo período do ano anterior.

Os portos do Arco Norte responderam por 33,5% das exportações de milho, seguidos por Santos (26,5%), Rio Grande (19,5%) e Paranaguá (9,6%).

Já as exportações de soja somaram 55,1 milhões de toneladas no acumulado do ano.

O Arco Norte concentrou 38,5% dos embarques da oleaginosa, enquanto o Porto de Santos respondeu por 36,8%. Paranaguá participou com 14,2% e São Francisco do Sul movimentou 4,5% do volume exportado.

Importações de fertilizantes recuam e preocupam mercado

O levantamento da Conab também aponta desaceleração nas importações brasileiras de fertilizantes.

Entre janeiro e maio deste ano, o país internalizou 15,05 milhões de toneladas, abaixo das 15,27 milhões registradas no mesmo intervalo de 2025.

Segundo a Companhia, o mercado continua atento aos elevados preços dos fertilizantes, às incertezas geopolíticas envolvendo o Oriente Médio e aos possíveis impactos climáticos do fenômeno El Niño, que pode intensificar temperaturas e alterar o regime de chuvas no segundo semestre, aumentando os riscos para a produção agrícola mundial.

Além da análise dos fretes, o Boletim Logístico reúne informações sobre exportações, importações de insumos e a movimentação dos estoques públicos administrados pela Conab por meio de transportadoras contratadas em leilões eletrônicos.

Boletim Logístico – Junho/2026

Fonte: Portal do Agronegócio

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