AGRONEGÓCIO
Safra brasileira de milho 2024/25 deverá crescer, mas etanol restringe exportações, afirma adido do USDA
Publicado em
7 de agosto de 2024por
Da RedaçãoA safra brasileira de milho para 2024/25 deve alcançar 127 milhões de toneladas, um aumento de 5 milhões de toneladas em comparação com a temporada anterior, conforme apontou o adido do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) em Brasília, em relatório divulgado recentemente.
De acordo com o relatório, a previsão de crescimento é impulsionada pelo esperado fim do fenômeno climático El Niño, que impactou negativamente a produtividade da safra de 2023/24. “Com o fim do El Niño, que teve um efeito severo sobre a produção de milho, esperamos um aumento anual na safra para 127 milhões de toneladas métricas no ano comercial 2024/25”, destaca o adido.
Para o período de exportação 2024/25 (março de 2025 a fevereiro de 2026), as exportações brasileiras de milho devem totalizar 46 milhões de toneladas, de acordo com o adido. Isso é menor do que a estimativa oficial do USDA para 2023/24, que é de 50 milhões de toneladas, devido ao aumento do consumo interno, especialmente pelo setor de etanol de milho no Brasil. Em 2023/24, a previsão de exportação é de 45 milhões de toneladas, um número inferior ao estimado oficialmente pelo USDA.
O ciclo da safra 2024/25 terá início com o plantio em setembro e outubro, com a colheita prevista para o início do ano seguinte. Em 2023, o Brasil se destacou como o maior exportador mundial de milho, superando os Estados Unidos após obter acesso ao mercado chinês no final de 2022. As exportações para a China em 2023 atingiram 16,1 milhões de toneladas métricas.
No entanto, desde abril deste ano, a demanda chinesa por milho caiu significativamente, citou o adido, destacando também a competitividade dos preços do Brasil em comparação com mercados como Argentina e Estados Unidos, além da decisão da China de reduzir suas importações globais de milho. Este ano, o Brasil enfrentou uma menor disponibilidade para exportação devido a quebras na safra.
Impacto do Etanol
O adido revisou sua previsão de consumo total de milho para o ano comercial 2024/25, elevando-a para 84 milhões de toneladas, um aumento de 3% em relação à estimativa inicial. Para 2023/24 (março de 2024 a fevereiro de 2025), a previsão de consumo total foi ajustada de 80 milhões para 82 milhões de toneladas.
Esse aumento é atribuído ao crescimento esperado na indústria de etanol de milho no Brasil, que tem ganhado participação de mercado. O relatório cita dados da Confederação Nacional das Indústrias (CNI), que mostram um aumento na produção de etanol de milho, que passou de 520 milhões de litros na temporada 2017/18 para 4,5 bilhões de litros em 2022/23. A União Nacional do Etanol de Milho (Unem) projeta que o etanol à base de milho representará 19% do etanol consumido no Brasil em 2023/24 e estima que o país produzirá cerca de 4 milhões de toneladas de Grãos Secos de Destilaria (DDGs).
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
Safra de cana 2025/26 no Centro-Sul fecha com 611 milhões de toneladas e setor inicia novo ciclo priorizando etanol
Published
4 horas agoon
4 de maio de 2026By
Da Redação
A safra 2025/2026 de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil foi encerrada com moagem de 611,15 milhões de toneladas, segundo levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar e Bioenergia (UNICA). O volume representa uma redução de 10,78 milhões de toneladas frente ao ciclo anterior, impactado principalmente pelas condições climáticas adversas ao longo do desenvolvimento da lavoura.
Apesar da retração, o ciclo se consolida como a quarta maior moagem da história da região, além de registrar a segunda maior produção de açúcar e etanol.
Moagem e produtividade: clima reduz desempenho agrícola
A produtividade média agrícola ficou em 74,4 toneladas por hectare, queda de 4,1% em relação à safra anterior, conforme dados do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC).
O desempenho foi desigual entre os estados:
- Quedas: São Paulo (-4,3%), Goiás (-9,4%) e Minas Gerais (-15,9%)
- Altas: Mato Grosso (+3,2%), Mato Grosso do Sul (+6,0%) e Paraná (+15,5%)
A qualidade da matéria-prima também recuou. O ATR (Açúcares Totais Recuperáveis) ficou em 137,79 kg por tonelada, redução de 2,34% na comparação anual.
Segundo a UNICA, a menor moagem já era esperada diante das condições climáticas observadas durante o ciclo.
Produção de açúcar e etanol: estabilidade e leve recuo
A produção de açúcar totalizou 40,43 milhões de toneladas, praticamente estável frente às 40,18 milhões do ciclo anterior, mas abaixo do recorde histórico de 42,42 milhões registrado em 2023/2024.
Já a produção total de etanol somou 33,72 bilhões de litros, recuo de 3,56% na comparação anual.
O detalhamento mostra movimentos distintos:
- Etanol hidratado: 20,83 bilhões de litros (-7,82%)
- Etanol anidro: 12,89 bilhões de litros (+4,22%), segunda maior marca da série histórica
O etanol de milho ganhou ainda mais relevância, com produção de 9,19 bilhões de litros (+12,26%), representando 27,28% do total produzido no Centro-Sul.
Vendas de etanol: mercado interno segue dominante
No mês de março, as vendas de etanol totalizaram 2,79 bilhões de litros, com forte predominância do mercado doméstico.
- Mercado interno: 2,75 bilhões de litros (-0,06%)
- Exportações: 45,11 milhões de litros (-71,22%)
No consumo interno:
- Etanol hidratado: 1,66 bilhão de litros (+20,25% ante fevereiro)
- Etanol anidro: 1,09 bilhão de litros (+4,80%)
- No acumulado da safra:
- Hidratado: 20,34 bilhões de litros
- Anidro: 13,04 bilhões de litros (+7,08%)
O avanço do anidro foi impulsionado, entre outros fatores, pela implementação da mistura E30 (30% de etanol na gasolina) a partir de agosto de 2025.
Além do impacto econômico — estimado em R$ 4 bilhões de economia para proprietários de veículos flex — o consumo de etanol evitou a emissão de 50 milhões de toneladas de gases de efeito estufa, recorde histórico do setor.
Nova safra 2026/27 começa com moagem mais forte
A safra 2026/2027 já começou com ritmo acelerado. Na primeira quinzena de abril de 2026, a moagem atingiu 19,56 milhões de toneladas, crescimento de 19,67% frente ao mesmo período do ciclo anterior.
Ao todo, 195 unidades estavam em operação:
- 177 com moagem de cana
- 10 dedicadas ao etanol de milho
- 8 usinas flex
A qualidade da matéria-prima permaneceu estável, com ATR de 103,36 kg por tonelada.
Novo ciclo prioriza etanol e reduz produção de açúcar
O início da nova safra mostra uma mudança clara de estratégia industrial. Apenas 32,93% da cana foi destinada à produção de açúcar na primeira quinzena, enquanto mais de dois terços foram direcionados ao etanol.
- Como consequência:
- Produção de açúcar: 647,21 mil toneladas (-11,94%)
- Produção de etanol: 1,23 bilhão de litros (+33,32%)
- Desse total:
- Hidratado: 879,87 milhões de litros (+18,54%)
- Anidro: 350,20 milhões de litros
- Etanol de milho: 411,94 milhões de litros (+15,06%), com participação de 33,49%
O movimento reflete um cenário de mercado mais favorável ao biocombustível neste início de ciclo.
Vendas na nova safra e expectativa de alta no consumo
Na primeira quinzena da safra 2026/2027, as vendas totalizaram 1,28 bilhão de litros:
- Hidratado: 820,15 milhões de litros
- Anidro: 460,87 milhões de litros
No mercado interno, foram comercializados 1,25 bilhão de litros, enquanto as exportações somaram 28,88 milhões de litros (+18,03%).
A expectativa é de aceleração nas vendas nas próximas semanas, à medida que a queda de preços nas usinas seja repassada ao consumidor final, aumentando a competitividade do etanol frente à gasolina.
CBios: setor já avança no cumprimento das metas do RenovaBio
Dados da B3 até 29 de abril indicam a emissão de 14 milhões de Créditos de Descarbonização (CBios) em 2026.
O volume disponível para negociação já soma 25,13 milhões de créditos. Considerando os CBios emitidos e os já aposentados, o setor já disponibilizou cerca de 60% do total necessário para o cumprimento das metas do RenovaBio neste ano.
Análise: etanol ganha protagonismo em meio a incertezas globais
O início da safra 2026/2027 confirma uma tendência estratégica: maior direcionamento da cana para a produção de etanol, impulsionado por fatores como:
- demanda doméstica consistente
- políticas de descarbonização
- maior previsibilidade no mercado interno
- cenário internacional de incertezas energéticas
Com isso, o setor sucroenergético reforça seu papel na matriz energética brasileira, ao mesmo tempo em que ajusta sua produção às condições de mercado, buscando maior rentabilidade e segurança comercial.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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