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Futuros do Milho Iniciam Sexta-Feira com Leve Alta na B3 e em Chicago

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A sexta-feira (24) começou com os preços futuros do milho registrando leves altas na Bolsa Brasileira (B3) e na Bolsa de Chicago (CBOT). Na B3, as principais cotações variavam entre R$ 59,25 e R$ 66,03 por volta das 10h14, horário de Brasília.

Cotações no Mercado Interno

O contrato para vencimento em julho de 2024 era negociado a R$ 59,25, representando um aumento de 0,08%. Para setembro de 2024, a cotação subiu para R$ 62,89, com uma elevação de 0,27%. Já o contrato de novembro de 2024 estava cotado a R$ 66,03, registrando um ganho de 0,05%.

Cenário Internacional

No mercado externo, os preços futuros do milho na Bolsa de Chicago também abriram a sexta-feira próximos da estabilidade, mas com leves elevações. Às 09h44, horário de Brasília, o contrato para julho de 2024 estava cotado a US$ 4,64, com um ganho de 0,75 pontos. O contrato de setembro de 2024 valia US$ 4,73, com alta de 0,25 pontos, enquanto o de dezembro de 2024 era negociado a US$ 4,87, com um incremento de 0,50 pontos. O contrato para março de 2024 tinha seu valor em US$ 4,99, apresentando uma elevação de 0,25 pontos.

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De acordo com o site internacional Farm Futures, os preços do milho permaneceram majoritariamente estáveis na manhã desta sexta-feira. Jacqueline Holland, analista da Farm Futures, explicou que “os mercados estão descansando um pouco esta manhã, após os mercados de trigo subirem durante a semana devido às preocupações com as condições climáticas no Hemisfério Norte. Menos trigo disponível significa que mais produtores de gado ao redor do mundo podem preferir milho mais barato para as rações, o que favorece o consumo dos grandes estoques de milho nos EUA antes da colheita de 2024”.

Essas movimentações refletem um cenário de cautela e ajustes, onde as condições climáticas e a demanda por rações influenciam diretamente os preços e as decisões dos investidores.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

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Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

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Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

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