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Mercados Europeus Mantêm Estabilidade em Meio à Divulgação de Resultados Corporativos

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As ações europeias mostravam-se estáveis nesta terça-feira, após atingirem os menores níveis em seis meses na sessão anterior. O mercado global dava sinais de recuperação enquanto investidores analisavam os balanços corporativos divulgados.

Às 7h35 (horário de Brasília), o índice pan-europeu STOXX 600 registrava leve alta de 0,02%, após ter sofrido sua queda mais acentuada em três dias desde junho de 2022, fechando abaixo da marca simbólica de 500 pontos pelo segundo dia consecutivo na segunda-feira.

Na Ásia, o índice Nikkei do Japão encerrou o dia em alta superior a 10%, recuperando-se da pior queda diária desde 1987. Outros mercados asiáticos também apresentaram desempenho positivo. Nos Estados Unidos, Wall Street mostrou-se mais estável, com os futuros do S&P 500 e do Nasdaq em alta.

Os investidores globais demonstravam maior calma após declarações de dirigentes do Federal Reserve, aliviando temores de uma recessão. A presidente do Fed de San Francisco, Mary Daly, afirmou estar “mais confiante” de que a inflação nos EUA está se aproximando da meta de 2% estabelecida pelo banco central.

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Contudo, os operadores permaneciam cautelosos, evitando grandes movimentações enquanto aguardavam novos catalisadores para impulsionar o mercado. “Há uma falta de impulso e apetite na sessão de hoje para tentar levar isso adiante e subir mais, embora tenhamos visto algumas condições favoráveis para que o viés entre”, afirmou Daniela Hathorn, analista sênior de mercado da Capital.com.

Com poucos dados econômicos previstos para a semana na Europa, os investidores voltarão sua atenção para novos pronunciamentos das autoridades do Banco Central Europeu e do Federal Reserve, esperando obter pistas sobre as futuras políticas monetárias.

“Será um pouco de ‘vamos ver o que acontece, porque não há nada definido em pedra nesta semana'”, comentou Hathorn.

Nos principais mercados europeus, os índices operavam da seguinte forma:

  • LONDRES: O índice Financial Times recuava 0,11%, a 7.999 pontos.
  • FRANKFURT: O índice DAX caía 0,06%, a 17.328 pontos.
  • PARIS: O índice CAC-40 perdia 0,47%, a 7.115 pontos.
  • MILÃO: O índice Ftse/Mib desvalorizava-se 0,51%, a 31.134 pontos.
  • MADRI: O índice Ibex-35 registrava baixa de 0,5%, a 10.371 pontos.
  • LISBOA: O índice PSI20 caía 0,56%, a 6.431 pontos.
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café dispara nas bolsas com clima, atraso na colheita e atuação dos fundos; mercado volta a ganhar força

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O mercado internacional do café iniciou esta terça-feira (30) em forte recuperação, com expressivas altas nas bolsas de Nova York e Londres. Após as perdas registradas no fim da última semana, as cotações voltaram a subir impulsionadas por uma combinação de fatores que inclui o atraso da colheita brasileira, preocupações com a qualidade dos grãos, redução dos estoques certificados e a retomada das compras por parte dos fundos de investimento.

Na ICE Futures US, o café arábica registrava ganhos expressivos nas primeiras negociações do dia. O contrato com vencimento em setembro de 2026 avançava 1.075 pontos, sendo negociado a 288,55 cents de dólar por libra-peso. O vencimento julho/26 subia 435 pontos, para 291,10 cents/lbp, enquanto dezembro/26 apresentava valorização de 1.050 pontos, cotado a 273,90 cents/lbp.

Já na ICE Europe, em Londres, o café robusta também operava em território positivo. O contrato setembro/26 avançava 84 pontos, alcançando US$ 3.648 por tonelada. O vencimento novembro/26 subia 87 pontos, para US$ 3.597 por tonelada, enquanto apenas o contrato julho/26 registrava leve recuo, cotado a US$ 3.761 por tonelada.

Chuvas atrasam colheita e elevam preocupação com a qualidade

O principal fator de sustentação dos preços continua sendo o clima nas regiões produtoras do Brasil. As chuvas frequentes vêm dificultando o avanço da colheita da safra 2026/27, atrasando a retirada dos frutos das lavouras e comprometendo as etapas de secagem, beneficiamento e comercialização.

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Além do atraso operacional, o excesso de umidade também aumenta as preocupações quanto à qualidade dos grãos, uma variável que pode reduzir a disponibilidade de café de padrão superior no mercado internacional.

Embora as previsões indiquem melhora das condições climáticas ao longo de julho, permitindo maior ritmo na colheita, o mercado segue precificando os impactos imediatos provocados pelas precipitações nas principais regiões cafeeiras brasileiras.

Fundos de investimento ampliam volatilidade

Outro fator que voltou ao radar dos investidores é a atuação dos fundos de investimento, que vêm recompondo posições compradas após reduzirem significativamente sua exposição nas últimas semanas.

Segundo análise de mercado, o recente movimento de recuperação das cotações não pode ser explicado apenas pelas condições climáticas. A volta dos fundos às compras intensifica a volatilidade das negociações e amplia os movimentos de alta registrados nas bolsas internacionais.

Esse fluxo financeiro tem sido determinante para acelerar as oscilações diárias dos contratos futuros, principalmente em um cenário de oferta ainda cercado de incertezas.

Estoques certificados seguem em queda

O mercado também encontra suporte na redução contínua dos estoques certificados da ICE, indicador que reforça a percepção de menor disponibilidade imediata de café para entrega.

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A combinação entre estoques menores, dificuldades temporárias na colheita brasileira e maior participação dos investidores financeiros fortalece o viés altista no curto prazo.

Mercado mantém expectativa de grande safra brasileira

Apesar da recuperação das cotações, os analistas seguem avaliando que o cenário de médio prazo poderá ser mais equilibrado.

A expectativa permanece de que o Brasil confirme uma safra volumosa em 2026/27, o que tende a ampliar a oferta global nos próximos meses. Dessa forma, embora os fatores climáticos sustentem os preços no curto prazo, a evolução da colheita e a chegada efetiva do café ao mercado continuarão determinando o comportamento das cotações nas próximas semanas.

Na sessão anterior, encerrada na segunda-feira (29), o contrato setembro/2026 do café arábica fechou cotado a 277,80 cents de dólar por libra-peso, com alta de 4,60 centavos, equivalente a 1,7%. Já o vencimento dezembro/2026 encerrou a 263,40 cents/lbp, acumulando valorização de 0,9%, reforçando o movimento positivo que ganhou intensidade na abertura desta terça-feira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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