AGRONEGÓCIO

Mercados Asiáticos Enceram em Queda: Investidores Aguardam Novos Estímulos da China

Publicado em

Os principais índices acionários da China encerraram esta sexta-feira em queda, acumulando a segunda semana consecutiva de perdas. O movimento reflete a espera dos investidores por novos estímulos do governo chinês para reaquecer a economia.

Ao fim do pregão, o índice SSEC, de Xangai, recuou 0,06%, enquanto o CSI 300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, teve uma baixa mais acentuada de 0,45%. Ambos registraram perdas semanais consecutivas.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng caiu 0,16%, ampliando o declínio semanal para 1,3%.

As ações do setor de energia foram as mais impactadas, influenciadas pela declaração da estatal Sinopec, que previu o pico do consumo de petróleo na China para 2027. Outros setores também registraram perdas: bens de consumo básicos recuaram 0,99%, enquanto o subíndice de saúde caiu 0,28%.

Desafios Econômicos Persistem

Os ganhos observados após os estímulos econômicos anunciados em setembro vêm perdendo força, já que os fundamentos econômicos permanecem frágeis. Além disso, os riscos de imposição de tarifas pelos Estados Unidos adicionam incertezas ao cenário econômico chinês.

Leia Também:  Mercado Futuro de Café: Preços Iniciam Quinta-Feira em Queda nas Bolsas de Nova York e Londres

Nesta sexta-feira, a China manteve inalteradas suas taxas de empréstimo de referência, conforme esperado. No entanto, analistas apontam que a persistente pressão deflacionária e a fraca demanda por crédito demandam novos estímulos. As margens de manobra para afrouxamento monetário, contudo, estão limitadas pelo enfraquecimento do iuan e pela queda dos rendimentos.

O banco Morgan Stanley destacou, em nota, que o orçamento e o déficit fiscal previstos para 2025 são mais otimistas do que o esperado, sugerindo que Pequim pretende adotar uma meta de crescimento ambiciosa e um orçamento recorde para restaurar a confiança do mercado. Detalhes concretos, no entanto, são esperados apenas em março.

Panorama dos Mercados Asiáticos

Além da China, outros mercados asiáticos também registraram quedas nesta sexta-feira:

  • Tóquio (Nikkei): -0,29%, a 38.701 pontos
  • Hong Kong (Hang Seng): -0,16%, a 19.720 pontos
  • Xangai (SSEC): -0,06%, a 3.368 pontos
  • Seul (Kospi): -1,30%, a 2.404 pontos
  • Taiwan (Taiex): -1,84%, a 22.510 pontos
  • Cingapura (Straits Times): -1,14%, a 3.719 pontos
  • Sydney (S&P/ASX 200): -1,24%, a 8.067 pontos

As quedas refletem um ambiente de incerteza generalizada nos mercados da região, que aguardam por sinais mais claros de recuperação econômica e políticas de estímulo.

Leia Também:  Sugestão de Pauta: Primeira-dama de Cuiabá entrega certificados do Qualifica Mulher na tarde de hoje (13); 117 beneficiadas

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Crédito para silos terá juros de 8% em país com gargalo crescente

Published

on

Produtores e cooperativas que pretendem construir, ampliar ou modernizar armazéns já conhecem as condições do Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA) para o ano agrícola 2026/27. O crédito, porém, ainda não pode ser contratado: o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informa que a data de abertura dos pedidos será comunicada posteriormente às instituições financeiras.

Projetos de armazenagem de grãos com capacidade de até 12 mil toneladas terão taxa prefixada de até 8% ao ano. Nos demais empreendimentos enquadrados no programa, os juros poderão chegar a 9,5% ao ano.

O limite é de R$ 50 milhões por produtor e por ano agrícola para armazenagem de grãos. Para cooperativas de produção, o teto sobe para R$ 200 milhões. Nos projetos destinados a outros produtos financiáveis, o máximo é de R$ 25 milhões. A participação do BNDES pode alcançar 100% dos itens aprovados.

O prazo de pagamento será de até dez anos, com carência máxima de dois anos. As garantias serão negociadas entre o interessado e a instituição financeira credenciada. O programa ficará vigente até 30 de junho de 2027.

Além dos grãos, o PCA permite financiar armazéns e câmaras frias destinados a frutas, tubérculos, bulbos, hortaliças, fibras, açúcar e determinados derivados. Também podem ser apoiadas reformas, ampliações e modernizações, desde que os equipamentos atendam aos critérios estabelecidos pelo banco.

As novas condições são divulgadas em um momento de pressão crescente sobre a infraestrutura. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima a produção brasileira de grãos da safra 2025/26 em 360,8 milhões de toneladas. Já a capacidade útil de armazenagem alcançou 233,8 milhões de toneladas no segundo semestre de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Leia Também:  Mercados Globais em Alta: Bolsas Mundiais Reagem à Recuperação dos EUA e Dados Econômicos no Radar

A diferença entre os dois números, contudo, não representa automaticamente o déficit nacional. A produção ocorre ao longo de diferentes safras, e uma mesma estrutura pode receber e expedir mais de um lote durante o ano. Parte dos grãos também segue diretamente para indústrias, portos e consumidores. Ainda assim, a distância entre o crescimento das colheitas e a expansão dos armazéns revela um gargalo estrutural.

Entre 2010 e 2025, a capacidade estática brasileira cresceu, em média, 2,8% ao ano, enquanto a produção avançou 5% ao ano, segundo levantamento do Observatório Nacional de Transporte e Logística, ligado à Infra S.A. Com base na produção de 2023/24, o estudo calculou um déficit potencial de 88,5 milhões de toneladas.

A situação varia fortemente entre as regiões. Naquele levantamento, o Sudeste apresentava capacidade equivalente a 126,8% da produção regional, beneficiado principalmente pela estrutura existente em São Paulo. O Sul atingia 88,2%. No Centro-Oeste, principal região produtora do país, a proporção caía para 57,9%. Nordeste e Norte apresentavam os menores índices, de 54,2% e 45%, respectivamente.

Leia Também:  Costa do Marfim reduzirá exportações de cacau devido à menor safra prevista, indicam fontes

Mato Grosso mostra com clareza essa contradição. O Estado possui a maior capacidade instalada do Brasil, com 64,2 milhões de toneladas, segundo o dado mais recente do IBGE. Mesmo assim, por liderar a produção nacional de soja e milho, apresentou no estudo da Infra S.A. a maior necessidade absoluta de armazenagem, estimada em aproximadamente 40,9 milhões de toneladas.

Goiás aparecia com carência próxima de 13 milhões de toneladas. Bahia, Maranhão, Tocantins e Piauí também estavam entre os pontos de maior pressão, refletindo o crescimento da produção em áreas nas quais a infraestrutura não avançou na mesma velocidade. No Sul, apesar da situação comparativamente melhor, Paraná e Rio Grande do Sul ainda registravam insuficiência de capacidade.

Para o produtor, o silo próprio pode reduzir a dependência de armazéns de terceiros, evitar filas durante a colheita e permitir que a venda seja feita em um momento mais favorável. A estrutura também pode diminuir gastos com transporte emergencial e perdas de qualidade.

A decisão exige, porém, um cálculo que vá além da taxa de juros. Construção, secagem, energia, manutenção, seguro, mão de obra, licenciamento e capacidade de utilização ao longo do ano interferem no retorno do investimento. Com as condições já divulgadas, o próximo passo será a abertura efetiva das contratações pelo BNDES.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA