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Preços da Carne Suína Registram Alta em Julho com Atividade Intensa dos Frigoríficos

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O mês de julho observou uma significativa valorização tanto do quilo do suíno vivo quanto dos principais cortes de carne suína no atacado, comparado ao mês anterior. De acordo com Allan Maia, analista da Safras & Mercado, a atuação ativa dos frigoríficos nas negociações do animal vivo, em meio a uma oferta ajustada, contribuiu para este cenário.

Na primeira quinzena de julho, houve um avanço considerável na reposição entre o atacado e o varejo. Embora este movimento tenha perdido um pouco de força na segunda quinzena, o mercado se estabilizou de maneira favorável para as cotações. Maia ressaltou que a exportação também desempenhou um papel positivo, ajudando a ajustar a disponibilidade doméstica. O fortalecimento do dólar frente ao real tornou a carne suína brasileira mais competitiva no mercado internacional.

Preços

Segundo levantamento da Safras & Mercado, a média dos preços do quilo do suíno vivo no país subiu 7,65% em julho, passando de R$ 6,37 para R$ 6,86. Os cortes de pernil no atacado tiveram um aumento de 9,07%, de R$ 11,42 para R$ 12,46, enquanto a carcaça valorizou 10,59%, passando de R$ 10,44 para R$ 11,55.

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A análise semanal dos preços revelou que, em São Paulo, a arroba suína subiu de R$ 137,00 para R$ 148,00. No Rio Grande do Sul, os preços na integração aumentaram de R$ 5,40 para R$ 5,60, enquanto no interior do estado a alta foi de R$ 6,75 para R$ 7,25. Em Santa Catarina, o preço na integração subiu de R$ 5,40 para R$ 5,65 e no interior de R$ 6,65 para R$ 7,30. No Paraná, o preço no mercado livre avançou de R$ 6,65 para R$ 7,40, e na integração permaneceu em R$ 5,35.

No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande subiu de R$ 6,40 para R$ 6,90, enquanto na integração foi de R$ 5,35 para R$ 5,55. Em Goiânia, o preço subiu de R$ 6,90 para R$ 7,50. No interior de Minas Gerais, os preços aumentaram de R$ 7,30 para R$ 7,90, e no mercado independente, de R$ 7,50 para R$ 8,00. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis subiu de R$ 6,40 para R$ 6,95, e na integração do estado de R$ 5,30 para R$ 5,50.

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Exportações

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil em julho renderam US$ 249,562 milhões (20 dias úteis), com uma média diária de US$ 12,478 milhões. O volume total exportado foi de 103,753 mil toneladas, com uma média diária de 5,187 mil toneladas. O preço médio da carne suína exportada foi de US$ 2.405,40.

Comparado a julho de 2023, houve um aumento de 12,5% no valor médio diário, um ganho de 15,9% na quantidade média diária, e uma retração de 3% no preço médio. Esses dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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