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Pablo Marçal revela vice ao lançar candidatura à Prefeitura de São Paulo

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Pablo Marçal revela vice ao lançar candidatura à Prefeitura de São Paulo
Redação GPS

Pablo Marçal revela vice ao lançar candidatura à Prefeitura de São Paulo

O influenciador Pablo Marçal (PRTB) oficializou, neste domingo (4), sua candidatura à Prefeitura de São Paulo durante um “chá revelação” para anunciar sua vice, a policial Antônia de Jesus. Durante a cerimônia, Marçal fez duras críticas aos adversários e prometeu levar a capital paulista rumo ao futuro.

“Já tivemos três governos do PSDB, três governos do PT e essa cidade não decolou. Vamos levar São Paulo para 2050”, discursou.

Além disso, o influenciador atacou diretamente o prefeito Ricardo Nunes (MDB) e o deputado federal Guilherme Boulos (PSOL), seus principais adversários na disputa.

“Esse governo atual [do Nunes] é do [João] Doria, que passou para o [Bruno] Covas, que morreu e deu de herança para o Ricardo Nunes. A gestão é de um falecido. Ele [Nunes] não tem pujança, estado de espírito e nem de presença para se manter na Prefeitura”, declarou Marçal.

Sobre Boulos, ele comentou: “Boulos tem mais energia do que Nunes para vencer a eleição. Isso foi uma preocupação minha e, por isso, me coloquei à disposição”.

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Marçal tem se posicionado como o candidato legítimo do bolsonarismo, apesar do apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a Nunes. Ele desafiou o prefeito: “O próprio Nunes me mandou uma mensagem dizendo que eu sou uma piada. Inclusive, Nunes, se você for homem, me desbloqueia no Instagram”.

O evento de lançamento da candidatura ocorreu em uma arena tecnológica na Mooca, zona leste de São Paulo. O local, que reflete a visão futurista das propostas de Marçal, contou com dez cadeiras do tipo gamer para acomodar a cúpula do partido, incluindo o presidente nacional do PRTB, Leonardo Avalanche, e o presidente municipal da sigla, Levy Fidelix Filho.

A vice de Marçal, Antônia de Jesus, foi anunciada em um chá revelação com serpentinas cor-de-rosa. Marçal a apresentou como “policial, católica, negra e nordestina”.

“Nós não temos cargo no governo. Agora sim temos um representante da classe baixa, uma mulher, daquela que sofre quietinha mas não fala”, disse Antônia.

O PRTB decidiu lançar uma chapa puro-sangue, apesar de acenos a partidos como o União Brasil, que mantém apoio a Nunes.

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“Ainda bem que eu não dei minha alma. Estou muito feliz que somos nós contra eles”, afirmou Marçal.

O presidente do PRTB, Leonardo Avalanche, reforçou que o partido representa a direita conservadora e moderada, utilizando o lema “Deus, pátria e família”.

A convenção contou com a presença de candidatos a vereador do partido, dirigentes do PRTB e o coordenador do plano de governo, Filipe Sabará, ex-aliado do ex-governador João Doria.

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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