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Produção de Trigo na França Deve Encolher para 26 Milhões de Toneladas

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A safra de trigo na França, tradicionalmente uma das maiores produtoras de grãos da União Europeia, está projetada para atingir apenas 26 milhões de toneladas métricas este ano, um nível não observado desde a década de 1980. A previsão foi confirmada pelo grupo de produtores AGPB nesta terça-feira, após os resultados da colheita revelarem uma significativa redução nos rendimentos, consequência de meses de chuvas intensas.

A expectativa de uma colheita fraca já era antecipada devido ao clima úmido que prejudicou o plantio de outono e afetou o desenvolvimento das culturas. Desde que o Ministério da Agricultura divulgou uma previsão inicial de 29,7 milhões de toneladas para a safra de trigo “soft” no início de julho, analistas e comerciantes têm revisado suas projeções para baixo, com alguns sugerindo que a produção pode ficar abaixo da mínima de 29 anos registrada em 2016, de 27,6 milhões de toneladas.

“Todos os dados recebidos dos campos confirmam os alertas que fizemos nas últimas semanas. A redução na colheita é desastrosa para os produtores”, afirmou a AGPB em um comunicado. A associação destacou que a previsão de produção de 26 milhões de toneladas, em comparação com uma média de 36 milhões de toneladas nos últimos anos, aliada à queda nos preços de mercado, pode resultar em uma perda de renda de 1,6 bilhão de euros para os produtores este ano. Em resposta, a AGPB solicitou ao governo ajuda emergencial para as fazendas de grãos.

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O apelo foi feito após uma visita do ministro da Agricultura, Marc Fesneau, a uma fazenda de cultivo na segunda-feira, durante a qual ele prometeu apoio financeiro após a conclusão da colheita. Atualmente, os fazendeiros franceses estão na metade da colheita do trigo “soft”, o cereal mais cultivado no país, com o trabalho sendo atrasado pelas chuvas frequentes que têm marcado o verão.

Relatórios de campo indicam que os rendimentos continuam insatisfatórios à medida que a colheita avança para os principais cinturões de produção no norte do país. Estimativas de mercado apontam para uma safra abaixo dos níveis de 2016, com algumas previsões indicando uma produção de 25 a 26 milhões de toneladas.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho ganha força com demanda aquecida e exportações, mas clima segue no radar para a safra 2026/27

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O mercado brasileiro de milho vive um momento de sustentação dos preços, impulsionado pela demanda doméstica aquecida, pelo ritmo das exportações e pelas incertezas climáticas que cercam a próxima safra. A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um ambiente de maior atenção dos agentes do mercado diante dos desafios para o ciclo 2026/27.

Mesmo com o avanço da colheita da segunda safra, considerada uma das mais importantes para o abastecimento nacional, os preços seguem encontrando suporte na forte demanda dos setores de proteína animal, etanol de milho e exportação.

Segundo os analistas, a dinâmica do mercado indica que a disponibilidade do cereal deve aumentar nos próximos meses, mas fatores climáticos e logísticos continuarão influenciando a formação dos preços.

Demanda doméstica continua sendo principal sustentação

A indústria de carnes, especialmente os segmentos de aves e suínos, mantém elevado consumo de milho para ração. Além disso, o crescimento da produção de etanol de milho segue ampliando a participação do cereal na matriz energética brasileira.

Esse cenário contribui para absorver parte importante da oferta gerada pela safrinha, reduzindo a pressão de baixa sobre os preços mesmo em um período de maior entrada do produto no mercado.

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As exportações também permanecem como um componente relevante para o equilíbrio entre oferta e demanda, favorecidas pela competitividade do milho brasileiro no mercado internacional.

El Niño aumenta preocupação com a próxima temporada

Embora o cenário atual seja relativamente confortável para o abastecimento, o mercado já começa a monitorar os impactos do fenômeno El Niño sobre a safra 2026/27.

De acordo com o Itaú BBA, a confirmação do fenômeno climático eleva os riscos para o calendário agrícola brasileiro, especialmente em regiões do Centro-Oeste, Norte e Nordeste.

A preocupação está relacionada principalmente à possibilidade de irregularidade das chuvas e ao encurtamento da janela ideal de plantio da próxima safra, fatores que podem comprometer o potencial produtivo do cereal.

Além dos desafios climáticos, os produtores também enfrentam um ambiente de custos ainda elevados, exigindo maior planejamento e gestão de risco para a próxima temporada.

Oferta da safrinha deve ampliar disponibilidade do cereal

Com o avanço da colheita da segunda safra, a tendência é de aumento gradual da oferta física de milho no mercado interno durante os próximos meses.

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Apesar desse movimento, a expectativa é de que a demanda consistente limite quedas mais acentuadas nas cotações, especialmente em regiões com forte presença da indústria de proteína animal e das usinas de etanol de milho.

Outro fator que segue no radar é o comportamento do dólar, que influencia diretamente a competitividade das exportações brasileiras e a formação dos preços domésticos.

Mercado deve seguir atento ao clima e ao cenário global

Além das condições climáticas no Brasil, os agentes acompanham o desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos, principal produtor mundial do cereal. Alterações no potencial produtivo norte-americano podem gerar reflexos diretos nos preços internacionais e, consequentemente, no mercado brasileiro.

Para o Itaú BBA, o milho entra no segundo semestre com fundamentos relativamente positivos, mas em um ambiente que exige atenção redobrada ao clima, à evolução da demanda e ao comportamento das exportações.

Diante desse cenário, a gestão comercial e o monitoramento dos riscos climáticos serão determinantes para produtores e investidores do setor ao longo dos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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