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Futuros de Trigo Recuam nos EUA com Avanço da Colheita e Clima Favorável

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Os contratos futuros de trigo nos Estados Unidos registraram queda nas negociações noturnas, impulsionados pelo progresso na colheita de trigo de inverno e condições climáticas favoráveis nas principais regiões produtoras globais. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), aproximadamente 82% da safra doméstica de trigo de inverno já havia sido colhida no início da semana, superando os 76% da semana anterior e a média de cinco anos, que é de 80%.

No mesmo período, 74% do trigo de primavera dos EUA estava classificado como em condições boas ou excelentes, uma leve queda em relação aos 77% da semana anterior, mas ainda consideravelmente acima dos 42% observados no ano passado. Apenas 1% da safra de primavera havia sido colhida até o início desta semana.

Uma inspeção de três dias nos campos de trigo de primavera em Dakota do Norte, realizada na semana passada, apresentou uma perspectiva otimista para a safra. A excursão anual do Wheat Quality Council ao estado projetou rendimentos de 54,5 bushels por acre, um aumento em relação aos 47,4 bushels estimados no ano passado. Para o trigo Durum, os rendimentos foram estimados em 45,3 bushels por acre, superando os 43,9 bushels do ano anterior. A US Wheat Associates destacou que, após a análise, os participantes da excursão concordaram que os produtores de trigo de Dakota do Norte podem estar a caminho de alcançar uma das melhores safras em décadas.

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Na Chicago Board of Trade, os contratos futuros de trigo para entrega em setembro caíram 1 1/2 centavos, fechando a US$ 5,22 1/2 por bushel. Já os contratos futuros de trigo em Kansas City tiveram uma redução de 3 1/4 centavos, alcançando US$ 5,47 por bushel.

Os contratos futuros de milho para dezembro recuaram 1/4 centavos, para US$ 4,04 3/4 por bushel, enquanto os futuros de soja para novembro subiram 8 1/2 centavos, para US$ 10,29 3/4 por bushel. O farelo de soja teve um aumento de US$ 3, atingindo US$ 321 por tonelada curta, e o óleo de soja subiu 0,24 centavos, chegando a 42,14 centavos por libra. As informações são do agriculture.com.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Fertilizantes: Rabobank reduz projeção para 2026 e alerta para impacto da inadimplência recorde no agro

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Inadimplência no campo e preços elevados devem reduzir consumo de fertilizantes

O mercado brasileiro de fertilizantes deverá enfrentar uma retração mais intensa em 2026 do que a prevista anteriormente. Em relatório divulgado nesta quarta-feira, o Rabobank revisou para baixo sua estimativa de vendas de adubos no país e apontou a inadimplência recorde dos produtores rurais como um dos principais fatores de pressão sobre a demanda.

A instituição projeta que as entregas de fertilizantes aos agricultores brasileiros somem 45,1 milhões de toneladas em 2026, o que representa uma queda de 8,2% em relação ao volume recorde registrado em 2025. Caso a previsão se confirme, será o menor volume comercializado desde 2022, período marcado pelos impactos da guerra entre Rússia e Ucrânia sobre o mercado global de insumos.

A nova estimativa é mais conservadora do que a divulgada em abril, quando o banco previa consumo de aproximadamente 47,2 milhões de toneladas.

Segundo o Rabobank, além dos preços ainda elevados dos fertilizantes, a situação financeira de muitos produtores brasileiros tem limitado a capacidade de investimento e comprometido a aquisição de insumos para a próxima safra.

Guerra no Oriente Médio afetou mercado global de fertilizantes

O relatório destaca que os reflexos da guerra envolvendo o Irã contribuíram para a elevação dos custos dos fertilizantes em 2026. O fechamento temporário do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas globais de transporte de matérias-primas e insumos, provocou aumento dos preços internacionais e forte volatilidade nos mercados.

Embora haja sinais de normalização logística e avanços diplomáticos para reduzir as tensões na região, o banco avalia que os impactos sobre a demanda global já foram consolidados.

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No caso da ureia, um dos fertilizantes nitrogenados mais utilizados no mundo, os preços retornaram aos níveis observados antes do conflito. Ainda assim, o Rabobank destaca que o comportamento do mercado repetiu um padrão semelhante ao registrado em 2022.

De acordo com a análise, foram necessárias cerca de seis semanas para que os preços atingissem o pico após o início das tensões, seguidas por aproximadamente dez semanas para retornar aos patamares iniciais.

Já o fosfato monoamônico (MAP), um dos fertilizantes mais utilizados na agricultura brasileira, permanece negociado em níveis mais elevados, sustentando os custos de produção para diversas culturas.

Inadimplência recorde preocupa setor agropecuário

Outro ponto de atenção destacado pelo banco é o avanço da inadimplência no crédito rural.

Com base em dados do Banco Central referentes a abril, o Rabobank observa que a inadimplência nas operações contratadas a taxas de mercado alcançou 13,3% do volume financiado, um dos maiores níveis já registrados para o setor.

O cenário reforça as dificuldades enfrentadas por parte dos produtores rurais, especialmente em segmentos que vêm acumulando margens apertadas, custos elevados e dificuldades de acesso a novas linhas de crédito.

A combinação entre menor liquidez no campo e insumos ainda caros tende a limitar o potencial de recuperação da demanda por fertilizantes ao longo do próximo ano.

Rabobank prevê queda nas exportações de milho em 2026

Além do mercado de fertilizantes, o Rabobank revisou as perspectivas para o milho brasileiro e projetou redução nas exportações do cereal.

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A expectativa é de que os embarques nacionais atinjam 39 milhões de toneladas em 2026, volume cerca de 3 milhões de toneladas inferior ao registrado no ano anterior.

Entre os fatores que explicam a revisão estão a valorização do real frente ao dólar, que reduz a competitividade do produto brasileiro no mercado internacional, e a forte concorrência de grandes exportadores, especialmente Estados Unidos e Argentina.

Os elevados custos do transporte rodoviário também continuam sendo um desafio para o setor exportador, reduzindo a competitividade logística do cereal brasileiro.

Demanda interna por milho deve seguir aquecida

Apesar da perspectiva menos favorável para as exportações, o consumo doméstico de milho deverá continuar avançando.

O Rabobank estima crescimento de 5% na demanda interna em 2026, alcançando cerca de 97 milhões de toneladas.

O principal motor desse avanço será o aumento do consumo pelas indústrias de ração animal e pelo setor de etanol de milho, que segue ampliando sua participação na matriz de biocombustíveis brasileira.

Diante desse cenário, o mercado agrícola brasileiro entra em 2026 com desafios relacionados ao crédito rural, custos de produção e competitividade internacional, enquanto busca equilibrar a demanda interna crescente com um ambiente global ainda marcado por incertezas econômicas e geopolíticas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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