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Mercado de Milho no Brasil Apresenta Movimentação Lenta

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O mercado brasileiro de milho iniciou a semana com negociações moderadas, após um período de intensa atividade nos portos. A estabilização dos preços tem resultado em uma retração dos agentes comerciais. No cenário internacional, a Bolsa de Mercadorias de Chicago apresenta queda, enquanto o dólar registra uma leve alta frente ao real.

Na segunda-feira, o mercado nacional de milho experimentou uma tranquilidade. Conforme explicou o consultor da Safras & Mercado, Paulo Molinari, houve uma significativa redução nos prêmios nos portos, resultando em um ajuste nos preços e na consequente diminuição das transações internas.

Os preços nos portos refletem essa situação: em Santos, a saca foi negociada entre R$ 61,50 e R$ 65,00 (CIF), enquanto em Paranaguá, as cotações variaram de R$ 61,00 a R$ 65,00 (CIF). No mercado interno, os preços também variaram: em Cascavel (PR), entre R$ 57,00 e R$ 59,00; na Mogiana (SP), entre R$ 56,00 e R$ 59,00; e em Campinas (SP), de R$ 61,00 a R$ 62,00 (CIF).

No Rio Grande do Sul, em Erechim, os preços ficaram entre R$ 64,50 e R$ 66,00 a saca. Em Uberlândia (MG), a cotação foi de R$ 52,00 a R$ 53,00. Já em Goiás, em Rio Verde, os preços oscilaram de R$ 48,00 a R$ 50,00 (CIF). No Mato Grosso, em Rondonópolis, a saca foi negociada entre R$ 44,00 e R$ 48,00.

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Cenário Internacional e Câmbio

Os contratos futuros de milho com vencimento em dezembro registraram uma queda, sendo negociados a US$ 4,07 3/4 por bushel, uma diminuição de 4,50 centavos de dólar ou 1,09% em relação ao fechamento anterior. A pressão no mercado é atribuída às melhores condições das lavouras nos Estados Unidos e à previsão de clima temporariamente quente e seco no Meio-Oeste americano. A queda nos preços do petróleo em Nova York também contribuiu para o cenário negativo do cereal.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou que, até 28 de julho, 68% das lavouras de milho estavam em condições boas a excelentes, 23% em estado regular e 9% em condições ruins ou muito ruins. Esses números indicam uma ligeira melhora em comparação à semana anterior.

Ontem (29), os contratos de milho para entrega em setembro de 2024 encerraram o dia a US$ 3,96 1/4 por bushel, uma alta de 1,75 centavos de dólar, ou 0,44%. Já a posição dezembro de 2024 fechou a US$ 4,12 1/4 por bushel, um avanço de 2,25 centavos de dólar, ou 0,54%.

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Indicadores Financeiros e Câmbio

No mercado de câmbio, o dólar comercial apresentou uma leve alta de 0,11%, sendo cotado a R$ 5,6317. O índice do dólar (DXY) também subiu 0,10%, atingindo 104,67 pontos.

As principais bolsas asiáticas fecharam com resultados mistos, com Xangai caindo 0,43% e Tóquio subindo 0,15%. Na Europa, os índices também mostraram variação: Paris subiu 0,39%, Frankfurt 0,40%, enquanto Londres teve uma queda de 0,18%. O preço do petróleo WTI para setembro recuou 0,43%, cotado a US$ 75,48 o barril.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Agronegócio lidera crescimento da economia com alta de 2,8% no segundo trimestre

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A agropecuária voltou a ocupar o centro do crescimento da economia brasileira no segundo trimestre de 2026. Dados divulgados nesta terça-feira (1º.09) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o setor avançou 2,8% entre abril e junho, mais de cinco vezes a alta de 0,5% registrada pelo Produto Interno Bruto (PIB) do País no mesmo período.

O desempenho foi o melhor entre os três grandes setores da economia. Enquanto a agropecuária cresceu 2,8% em relação aos três primeiros meses do ano, os serviços avançaram 0,2% e a indústria ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. Em valores correntes, o PIB brasileiro alcançou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre.

A diferença também aparece na comparação com o mesmo período do ano passado. A economia brasileira cresceu 2% frente ao segundo trimestre de 2025, enquanto a agropecuária avançou 6,8%. Indústria e serviços cresceram 1,5% cada.

Segundo o IBGE, o resultado do campo foi favorecido pelo desempenho da pecuária e por culturas que registraram aumento da produção e ganhos de produtividade. Entre os produtos agrícolas com peso relevante no período, a estimativa para a soja aumentou 5,3% em relação a 2025 e a do café avançou 15,1%.

Nem todas as culturas acompanharam o movimento. A produção de arroz apresentou queda de 11,3% e a de algodão recuou 6,7%, enquanto o milho permaneceu praticamente estável.

Essas variações das lavouras, porém, não podem ser comparadas diretamente com os 2,8% de crescimento trimestral da agropecuária. O IBGE explica que não dispõe de séries com ajuste sazonal para cada cultura, o que impede determinar exatamente quanto soja, café ou qualquer outro produto contribuiu para o avanço entre o primeiro e o segundo trimestre.

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O resultado divulgado nesta terça-feira ganha relevância também pelo comportamento do restante da economia. O crescimento do PIB perdeu velocidade em relação aos primeiros três meses do ano, quando havia avançado 1,1%. No segundo trimestre, indústria e serviços praticamente ficaram de lado, enquanto o consumo das famílias recuou.

Na indústria, a alta de apenas 0,1% foi garantida principalmente pelas atividades extrativas, que cresceram 3,4%, favorecidas pelo aumento da produção de petróleo e gás. A indústria de transformação caiu 0,4%, mesma retração registrada pela construção. Eletricidade e gás, água, esgoto e gestão de resíduos recuaram 1,1%.

Os serviços, responsáveis pela maior parcela da economia brasileira, avançaram 0,2%. Informação e comunicação cresceu 2,1% e transporte, armazenagem e correio, atividade diretamente ligada ao escoamento da produção agropecuária, aumentou 1,1%. As atividades imobiliárias avançaram 0,2%, enquanto comércio e outras atividades de serviços ficaram estáveis.

Pelo lado da demanda, também houve sinais de perda de força da economia. O consumo das famílias caiu 0,4% em relação ao primeiro trimestre, apesar do aumento da massa salarial real e da disponibilidade de crédito. O consumo do governo avançou 0,4%.

Os investimentos apresentaram resultado melhor, com crescimento de 1,2%. Já no comércio exterior, as exportações de bens e serviços recuaram 0,8% no trimestre, enquanto as importações aumentaram 1,8%.

O desempenho da agropecuária também aparece nos números acumulados do ano. No primeiro semestre, o PIB brasileiro cresceu 1,9% em relação aos seis primeiros meses de 2025. O campo avançou 3,6%, praticamente o dobro da economia como um todo e acima dos serviços, com alta de 1,8%, e da indústria, com 1,6%.

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A comparação com 2025 mostra ainda uma mudança importante na dinâmica trimestral do setor. No segundo trimestre do ano passado, a agropecuária havia recuado 0,1% frente aos três primeiros meses. Agora, no mesmo tipo de comparação, registra expansão de 2,8%.

O crescimento ocorre depois de um 2025 excepcional para o campo. No ano passado, a agropecuária avançou 11,7%, resultado que teve peso importante para o crescimento de 2,3% do PIB brasileiro. A base elevada torna o avanço de 6,8% registrado no segundo trimestre deste ano ainda mais relevante.

Nos quatro trimestres encerrados em junho, a agropecuária acumula crescimento de 6,2%. É novamente o melhor resultado entre os grandes setores: os serviços avançam 1,7% e a indústria, 1,4%. A economia brasileira acumula alta de 1,9% nesse intervalo.

Os números divulgados pelo IBGE reforçam também uma diferença importante entre o desempenho da produção e o ambiente financeiro enfrentado pelo produtor. O crescimento ocorre em um período ainda marcado por juros elevados, crédito mais caro e pressão sobre as margens de algumas atividades.

Mesmo nesse cenário, o campo inicia a segunda metade de 2026 crescendo acima do restante da economia. O PIB perdeu velocidade entre o primeiro e o segundo trimestre, mas a agropecuária seguiu na direção contrária e apresentou a maior expansão entre os principais setores produtivos do País.

Fonte: Pensar Agro

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