AGRONEGÓCIO

Avanço das Colheitas de Café no Brasil: Fazendas Investem em Grãos Especiais e Qualidade Superior

Publicado em

O café, segunda bebida mais consumida mundialmente, continua a expandir seu mercado, especialmente no segmento de grãos especiais. A demanda crescente por produtos com alta qualidade e rastreabilidade está moldando o cenário atual, destacando a importância da origem e do processo de cultivo.

No Brasil, as colheitas de café avançam com vigor, e as fazendas se preparam para abastecer cafeterias, torrefações e o varejo com grãos frescos. O setor, que é perene e de safra anual, tem atraído a atenção de novos consumidores interessados nos sabores únicos dos grãos colhidos e processados com cuidados específicos.

Entre os destaques desse cenário está a Fazenda Boa Vista do Anil, localizada na Mantiqueira de Minas, próximo a Carmo de Minas. Esta propriedade, uma verdadeira vitrine para técnicas aprimoradas de cultivo em altitudes que variam entre 1.150 e 1.480 metros, investe fortemente em cafés especiais e processos refinados desenvolvidos ao longo dos anos.

História do Café: Da Tradição à Inovação

A trajetória da Fazenda Boa Vista do Anil teve início em 1972 com Fernando Cruz Neto, um nome influente na cafeicultura brasileira. Fernando, ao lado de sua esposa Eneida Carvalho Ferraz e seu sogro Pedro Carlos Junqueira Ferraz, iniciou o cultivo de café em escala comercial no município de Dom Viçoso.

Leia Também:  Seguros rurais ganham protagonismo no agro brasileiro diante de desafios climáticos e de mercado

Em 1976, Fernando ingressou no Instituto Brasileiro do Café (IBC) em Belo Horizonte, onde participou do Plano de Renovação e Revigoramento da Cafeicultura (PRRC). Esse envolvimento com o IBC, seguido pelo surgimento do Programa Integrado de Apoio à Tecnologia Cafeeira (Procafé) e da Fundação Procafé, consolidou sua reputação como especialista em café.

Fernando Cruz Neto destaca: “Se hoje temos pesquisas e técnicas avançadas na cafeicultura mundial, é porque houve um intenso trabalho de melhoria da produtividade, competitividade e qualidade do café.”

A experiência acumulada por Fernando foi passada para seus filhos, Emília e Cícero Ferraz Cruz, que agora comandam a propriedade e renovam a abordagem comercial da fazenda.

Novos Rumos na Produção de Café

A entrada dos filhos na gestão da Fazenda Boa Vista do Anil trouxe inovações na comercialização dos cafés, incluindo a venda de grãos torrados além do cru. A fazenda seleciona lotes específicos para criar perfis de café diferenciados, ajustando-se a cada ano às condições de colheita e maturação.

Emília Ferraz Cruz ressalta: “O grande desafio é acompanhar as mudanças anuais na colheita e separar os melhores cafés para lotes especiais.” A colheita deste ano foi antecipada e apresentou maturação desuniforme devido a fatores climáticos, como chuvas irregulares e temperaturas elevadas.

Leia Também:  Brasil revisará protocolo sanitário para importação de tilápia, informa o MAPA

Os grãos da fazenda são predominantemente de processo natural, onde a casca seca junto com o grão. Cícero Ferraz Cruz explica: “Oferecemos ao público o que a natureza nos dá em cada safra. Após a colheita, provamos todos os microlotes e definimos os perfis sensoriais para a torra.”

Compromisso com a Qualidade e a Procedência

A Fazenda Boa Vista do Anil busca sempre oferecer o melhor resultado do terroir da Mantiqueira de Minas, selecionando processos pós-colheita que garantam a qualidade do café entregue às torrefações, cafeterias e consumidores.

Emília conclui: “O consumidor busca cafés especiais com rastreabilidade, procedência e história. Nossa missão é entregar esses cafés diretamente da fazenda para os apreciadores, seguindo a tradição de nossa família.”

Sobre a Fazenda Boa Vista do Anil

Situada em uma das mais renomadas regiões produtoras de café do Brasil, a Mantiqueira de Minas, a Fazenda Boa Vista do Anil é conhecida por sua colheita tardia, finalizada entre outubro e novembro, devido à sua altitude elevada. O nome da fazenda reflete a beleza da paisagem e a presença da planta anil (Indigofera suffruticosa) na região.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Festival da Pamonha mantém grande público e impulsiona economia na comunidade Rio dos Peixes

Published

on

O penúltimo dia do 7º Festival da Pamonha da comunidade de Rio dos Peixes confirmou o impacto que o evento vem gerando na economia local e na valorização da cultura regional, reunindo milhares de visitantes e mantendo aquecida a cadeia produtiva do milho, principal base da festa. Com estimativa de até 5 mil pessoas por dia e o processamento de cerca de 40 toneladas ao longo da programação, o festival segue consolidado como uma vitrine para pequenos produtores e trabalhadores da região.

Neste terceiro dia, o movimento nas barracas reforçou o papel do evento como fonte de renda para dezenas de famílias. A estrutura ampliada e mais organizada foi percebida tanto por comerciantes quanto pelo público. A divisão dos espaços, separando pamonhas, lanches e doces, facilitou a circulação e melhorou a experiência de quem visita.

O secretário municipal de Agricultura, Vicente Falcão, avaliou o momento como positivo e destacou que o festival vem superando as expectativas em público e consumo. Segundo ele, o evento já ultrapassa o caráter local e ganha relevância estadual e até nacional, atraindo visitantes de diferentes regiões. “Os participantes são 100% moradores e pequenos produtores da comunidade, o que reforça o impacto direto na geração de renda”, pontuou.

O secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Trabalho, Turismo e Agricultura, Fellipe Correa, destacou o papel estratégico do festival para o fortalecimento da economia local. “Além de gerar renda e valorizar a tradição, o Festival da Pamonha reforça a dimensão territorial e turística de Cuiabá, que se estende pela Estrada da Chapada até o Portão do Inferno. Toda essa região, incluindo os balneários e a comunidade de Rio dos Peixes, integra um circuito importante para o turismo da capital. Nesse contexto, o festival se consolida como uma referência do turismo gastronômico cuiabano”, afirmou.

Leia Também:  Seguros rurais ganham protagonismo no agro brasileiro diante de desafios climáticos e de mercado

Entre os expositores, a percepção também é de crescimento. O comerciante Rudnei dos Santos, que participa há quatro edições, classificou o dia como produtivo e destacou a organização como um dos diferenciais deste ano. Ele acredita que o fluxo ainda aumenta ao longo do dia e reforça que o festival é resultado de um trabalho coletivo. “A gente percebe que o público chega já sabendo onde encontrar o que quer, isso facilita muito”, afirmou. Experiente, ele também participa do concurso da melhor pamonha e atribui o sucesso ao cuidado com o preparo: “O segredo é fazer com amor”.

Para o público, a experiência vai além da gastronomia. O advogado Lucas Veloso, morador de Várzea Grande, retornou ao festival pela segunda vez e notou avanços na estrutura. “Eu já esperava algo bom, mas vi melhorias, principalmente na organização e na estrutura para comerciantes e visitantes. Isso incentiva a gente a voltar”, disse. Ele destacou ainda o interesse pelas apresentações culturais e a diversidade de sabores disponíveis.

A variedade, aliás, é um dos pontos mais comentados. De receitas tradicionais a versões mais criativas, como pamonha de pizza ou combinações com jiló e linguiça, o cardápio chama a atenção de quem chega. O professor Cláudio Vaz de Araújo, que conheceu o evento pela primeira vez durante uma viagem, elogiou tanto o sabor quanto a organização. “É fácil circular, escolher e experimentar. Dá vontade de voltar”, afirmou.

Leia Também:  Alerta de Calor: Brasil enfrentará temperaturas atípicas esta semana

Apesar da avaliação positiva, algumas observações surgem como sugestões para as próximas edições. A conectividade foi um dos pontos citados por visitantes e comerciantes. A dificuldade de acesso à internet no local impacta principalmente pagamentos via Pix e a divulgação em tempo real nas redes sociais. O próprio secretário reconheceu a limitação, explicando que a alta demanda, com mais de 700 acessos simultâneos, sobrecarregou o sistema disponível. A prefeitura, segundo ele, já estuda melhorias para o próximo ano.

Outras sugestões envolvem aspectos pontuais da experiência gastronômica, como a manutenção da temperatura e frescor das pamonhas em determinados momentos de maior fluxo, sem comprometer a avaliação geral, que segue positiva.

Além da alimentação, o festival também conta com suporte na área da saúde. Equipes da Unidade de Saúde de Rio dos Peixes oferecem vacinação, atendimento odontológico, aferição de pressão arterial e testes de glicemia, sob coordenação da gerente Magda Oliveira. Paralelamente, socorristas e profissionais de enfermagem, coordenados pelo bombeiro civil Anderjan Santana, atuam com atendimentos emergenciais e serviços básicos, garantindo mais segurança ao público.

A programação segue até esta terça-feira (21), feriado de Tiradentes, quando será anunciado o resultado do Concurso da Melhor Pamonha. A expectativa é de que o último dia mantenha o alto fluxo de visitantes, encerrando mais uma edição marcada pela integração entre cultura, produção local e geração de renda.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA