AGRONEGÓCIO

Leilões de Pecuária Gaúcha Demonstram Otimismo no Segundo Semestre

Publicado em

Os leilões de reprodutores bovinos realizados até o momento estão superando as expectativas, conforme avaliação do leiloeiro e diretor da Trajano Silva Remates, Marcelo Silva. Apesar das enchentes que afetaram o mercado pecuário em maio e geraram um impacto inicial negativo, os números recentes têm apresentado sinais de recuperação, com perspectivas animadoras para o segundo semestre, especialmente para as vendas de primavera.

Silva observa que a calamidade climática causou um impacto significativo na percepção do mercado, criando um cenário mais pessimista do que o real. “A primavera, no que diz respeito à bovinocultura, já demonstra uma previsão mais otimista do que se imaginava. Eu arriscaria afirmar que os preços dos touros podem variar entre R$ 15 mil e R$ 18 mil, enquanto as fêmeas terão valores que dependerão de suas qualidades individuais”, afirma Silva.

Ele destaca que, nas exposições das raças Brangus e Angus, realizadas em Uruguaiana (RS) em junho, fêmeas de alta qualidade alcançaram preços entre R$ 40 mil e R$ 60 mil, enquanto fêmeas de padrão mais comum foram negociadas entre R$ 6 mil e R$ 10 mil. “Resumindo, o cenário é mais positivo do que o esperado”, conclui Silva.

Leia Também:  Audiência pública apresenta prestação de contas do segundo quadrimestre de 2023

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Nova MP do frete pode elevar custo para escoar a safra e reacende debate no agronegócio

Published

on

A Câmara dos Deputados aprovou uma medida provisória que pode aumentar o custo do transporte da produção agrícola no país. O texto endurece as punições para quem contratar fretes abaixo da tabela da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), reacendendo o debate entre caminhoneiros e o agronegócio sobre os impactos da medida nos custos da próxima safra.

Embora a proposta tenha como objetivo fortalecer a política do frete mínimo criada após a greve dos caminhoneiros de 2018, produtores rurais acompanham a tramitação com preocupação. Em estados como Mato Grosso, onde praticamente toda a produção de grãos depende do transporte rodoviário para chegar aos portos e às indústrias, qualquer aumento no valor do frete tem impacto direto sobre a rentabilidade da safra.

A MP mantém a obrigatoriedade de cumprir os pisos mínimos estabelecidos pela ANTT e amplia as penalidades para transportadoras, tradings, cooperativas e empresas que contratarem serviços abaixo desses valores. Na prática, o texto reduz a margem para negociações individuais entre embarcadores e transportadores.

Leia Também:  Áreas rurais de 24 municípios nordestinos terão acesso à internet de qualidade

Para entidades ligadas ao agronegócio, a preocupação não está na remuneração dos caminhoneiros, considerada legítima, mas no efeito em cascata sobre toda a cadeia produtiva. O frete já figura entre os principais componentes do custo de produção de culturas como soja, milho, algodão e farelo, especialmente nas regiões mais distantes dos portos.

A discussão ocorre em um momento delicado para o setor. Além dos juros elevados e das dificuldades de acesso ao crédito rural, produtores enfrentam custos ainda elevados com fertilizantes, defensivos e combustíveis. Um eventual aumento nas despesas com transporte pode reduzir ainda mais as margens da próxima safra.

Os caminhoneiros autônomos defendem que a medida corrige distorções históricas e evita a contratação de fretes abaixo do custo operacional, situação que se agravou com a alta recente do diesel. Lideranças da categoria chegaram a discutir uma paralisação nacional caso o governo não avançasse na proposta.

Já representantes do setor produtivo afirmam que o transporte de cargas deve funcionar com maior liberdade de negociação e alertam que regras mais rígidas podem elevar os custos logísticos não apenas para o agronegócio, mas também para a indústria e o consumidor final.

Leia Também:  Massa e Milei vão para o segundo turno nas eleições da Argentina

A medida provisória ainda será analisada pelo Senado. Caso seja aprovada sem alterações, as novas regras passam a valer em definitivo, afetando diretamente um dos principais custos da produção agropecuária brasileira: o transporte da porteira até o destino final da safra.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA