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Pressão no Mercado de Feijão: Expectativas e Desafios para Preços e Vendas

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Na última semana, o mercado de feijão carioca apresentou um volume de transações dentro da normalidade no início da semana, com uma presença razoável de compradores. De acordo com o analista da Safras & Mercado, Evandro Oliveira, houve um aumento gradual na oferta de lotes de melhor qualidade, com nota 8,5 ou superior, à medida que as colheitas da terceira safra avançaram. Produtos com notas 7,5 e 8, disponíveis principalmente como remanescentes do Paraná, também estão sendo comercializados, com a maior parte das ofertas provenientes de Minas Gerais, São Paulo e Paraná.

No entanto, ao longo da semana, a demanda enfraqueceu, refletindo a calmaria nas regiões produtoras e a continuidade das colheitas. Corretores perceberam que os compradores estão dispostos a negociar preços ainda menores, com propostas abaixo de R$ 280,00 para cultivares Agronorte/Dama extra (nota 9,5 ou superior), evidenciando uma pressão baixista significativa no mercado. Como resultado, os produtores estão optando por armazenar o produto, na expectativa de melhores condições até o final do ano, e aguardam uma possível recuperação futura, que dependerá de uma reação positiva no consumo, conforme destacou Oliveira.

Na zona cerealista de São Paulo, especialmente na Bolsa do Brás, o cenário é de vendas estagnadas, com estoques enfrentando dificuldades para serem escoados. A demanda enfraquecida mantém um cenário baixista, com negócios ocorrendo na faixa de R$ 210,00 por saca no Noroeste de Minas Gerais e Goiás. “Vendedores estão comercializando apenas quando há necessidade imediata de liquidez, enquanto outros aguardam condições mais favoráveis. Parte dos estoques está sendo direcionada para os armazéns dos produtores na expectativa de oportunidades de venda mais vantajosas. Espera-se uma recuperação nas vendas nos próximos meses, especialmente no último quadrimestre do ano, quando tradicionalmente há um aumento na demanda no varejo, o que pode ajudar a recuperar as cotações”, analisou Oliveira.

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Feijão Preto: Cenário de Estagnação e Necessidade de Reação na Demanda

O mercado de feijão preto também enfrenta desafios. No início da semana, havia a expectativa de que novos negócios surgissem, mas os grandes compradores, bem abastecidos, demonstraram pouco interesse em novas aquisições com os preços atuais. Assim como no feijão carioca, a manutenção dos níveis de preço depende urgentemente de uma reação positiva na demanda dos consumidores, evitando uma queda mais acentuada nos preços, conforme observou Oliveira.

Embora não tenha havido transações significativas, houve alguma movimentação no mercado, com alguns compradores recolhendo amostras, o que pode indicar potenciais negociações futuras. Em Primavera do Leste, Mato Grosso, as indicações de preços estão na faixa de R$ 260,00 por saca, enquanto em Campo Mourão, Paraná, as cotações giram em torno de R$ 250,00 por saca. Apesar da pressão baixista, os valores ainda são incertos, pois as comercializações têm ocorrido de forma pontual. As cotações na bolsa permanecem bem acima dos preços praticados nas principais regiões produtoras.

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Na zona cerealista de São Paulo, especificamente na Bolsa do Brás, a situação é de vendas travadas e estoques em dificuldade para escoamento. Esse cenário de baixa liquidez e incerteza nos preços reflete um mercado em ajuste, onde a oferta supera significativamente a demanda. A semana foi marcada por uma paralisação quase total das operações, com preços sob forte pressão baixista devido ao elevado excedente de produção deste ano. A desvalorização do real frente ao dólar americano continua a atuar como fator de sustentação, incentivando a demanda externa e reduzindo as importações. Além disso, o mercado enfrenta um longo período de entressafra até o final do ano, o que cria uma dependência dos estoques paranaenses e argentinos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura de Cuiabá dá início à linha de cuidado bariátrico e amplia atendimento de alta complexidade

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A Prefeitura de Cuiabá iniciou, na última sexta-feira (9), os atendimentos ambulatoriais voltados à cirurgia bariátrica na rede municipal de saúde. A ação é coordenada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS), por meio da Secretaria Adjunta de Atenção Hospitalar e Complexo Regulador, em parceria com o Hospital Santa Helena, unidade credenciada ao município.

A implantação da linha de cuidado bariátrico representa um avanço na assistência de alta complexidade ofertada pelo município, garantindo aos pacientes cuiabanos acesso ao tratamento especializado diretamente pela rede pública municipal. Até então, os moradores dependiam exclusivamente da fila estadual para tentar realizar o procedimento.

Nesta primeira etapa, dez pacientes passaram por avaliação especializada no ambulatório do Hospital Santa Helena. A previsão é de cerca de 40 consultas mensais, com média de dez atendimentos por semana.

A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que a iniciativa fortalece a rede pública e amplia o acesso da população aos atendimentos especializados.

“Estamos estruturando uma rede de saúde mais eficiente e humanizada, ampliando os atendimentos de alta complexidade para garantir mais dignidade e qualidade de vida à população. A cirurgia bariátrica representa saúde, retomada da autoestima e novas oportunidades para pacientes que aguardavam há anos por esse atendimento”, afirmou.

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O diretor do Hospital Santa Helena, Marcelo Sandrin, ressaltou que o tratamento envolve acompanhamento contínuo e avaliação criteriosa de cada paciente.

Entre os primeiros pacientes atendidos está Miguel de Oliveira, morador do bairro Jardim Novo Horizonte. “Esperei por esse momento e hoje renasce em mim a esperança de ter mais saúde e qualidade de vida. Quero voltar a fazer o que amo, brincar e acompanhar meu filho com disposição, voltar a jogar bola e recuperar minha autoestima. Essa cirurgia representa a chance de mudar a minha história”, relatou um dos pacientes atendidos.

O acesso ao serviço será realizado exclusivamente por meio das Unidades Básicas de Saúde (UBSs). Após avaliação médica e análise dos critérios clínicos, incluindo Índice de Massa Corporal (IMC) e doenças associadas, o paciente poderá ser encaminhado para regulação via SISREG.

Além da consulta especializada, os pacientes terão acesso a exames laboratoriais, endoscopia, colonoscopia, ultrassonografia de abdômen completo e acompanhamento multiprofissional com endocrinologista, psiquiatra e psicólogo.

Atualmente, 54 pacientes de Cuiabá aguardam atendimento para cirurgia bariátrica. A ampliação da assistência integra o fortalecimento da alta complexidade no município, que também contempla as áreas ortopédica, urológica, ginecológica, cardiológica e de cirurgia geral.

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Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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