AGRONEGÓCIO

Mercado de Milho no Brasil: Safra de Verão Avança, Preços se Mantêm Firmes e Exportações Enfrentam Pressão

Publicado em

O plantio da safra de milho verão 2025/26 segue avançando no Sul do Brasil, enquanto o mercado físico permanece restrito e com liquidez limitada, segundo dados da TF Agroeconômica. No Rio Grande do Sul, as indicações de compra variam entre R$ 66,00 e R$ 70,00 por saca, dependendo da região. Para o interior, os pedidos para setembro oscilam entre R$ 68,00 e R$ 70,00/saca, enquanto no porto a referência futura para fevereiro de 2026 é de R$ 69,00/saca.

Em Santa Catarina, produtores aguardam melhores preços, mantendo o mercado travado. Em Campos Novos, por exemplo, pedidos chegam a R$ 80,00, enquanto as ofertas estão em R$ 70,00. No Planalto Norte, propostas de R$ 75,00 encontram ofertas próximas de R$ 71,00.

No Paraná, a diferença entre pedidos e ofertas mantém a comercialização lenta. Produtores buscam valores próximos de R$ 73,00/saca FOB, chegando a R$ 75,00 em algumas regiões, enquanto compradores mantêm ofertas CIF abaixo de R$ 70,00. Alguns ajustes positivos foram registrados: Metropolitana de Curitiba a R$ 66,90, Oeste Paranaense a R$ 55,14, Norte Central a R$ 55,70 e Centro Oriental a R$ 57,19.

Em Mato Grosso do Sul, os negócios seguem limitados e a resistência de compradores e vendedores mantém o ritmo lento, com preços entre R$ 45,00 e R$ 52,00/saca, especialmente fora de Maracaju, onde foram registradas leves altas.

Leia Também:  USDA: Vendas Semanais de Milho dos EUA Ficam Abaixo do Esperado; Soja Apresenta Melhor Desempenho
Preços do Milho no Mercado Futuro da B3 Operam em Campo Misto

Na Bolsa Brasileira (B3), as cotações futuras do milho abriram o pregão de terça-feira (2) no campo misto, oscilando entre R$ 65,14 e R$ 73,65 por volta das 10h07. O vencimento setembro/25 valia R$ 65,14, com alta de 0,26%; novembro/25, R$ 69,60, estável; janeiro/26, R$ 72,00, com elevação de 0,06%; e março/26, R$ 73,65, com queda de 0,07%.

O mercado interno segue ditando o ritmo das cotações, com ajustes diários conforme a liquidez física e expectativas de colheita. Segundo a TF Agroeconômica, a segunda safra caminha para a reta final, enquanto o Sul do país inicia a semeadura da nova safra, mantendo os agentes em compasso de espera.

Mercado Internacional: Chicago Registra Queda nas Cotações

No exterior, a Bolsa de Chicago (CBOT) abriu o pregão desta terça-feira com recuos nas cotações futuras do milho. Às 09h44 (horário de Brasília), o vencimento setembro/25 era cotado a US$ 3,94 (-3,50 pontos); dezembro/25, US$ 4,17 (-3,25 pontos); março/26, US$ 4,35 (-2,25 pontos); e maio/26, US$ 4,45 (-2 pontos).

Leia Também:  Preço do Arroz Cai no RS em Junho, Cepea Alerta para Mercado Instável

O site Farm Futures destacou que a fraqueza do mercado durante a noite sugere uma possível correção no início da semana, com investidores atentos aos relatórios de produtividade da colheita antecipada e à atualização da produção agrícola do USDA, prevista para 12 de setembro.

Exportações Brasileiras Enfrentam Concorrência e Pressão de Custos

Mesmo com a colheita recorde da segunda safra, o Brasil deve perder espaço no mercado global de milho, alerta análise da Grão Direto. Os Estados Unidos estão prestes a colher cerca de 425 milhões de toneladas, com mais de 19 milhões já vendidas antecipadamente para Ásia e Europa. A Argentina, com a colheita praticamente concluída, também pressiona as exportações brasileiras.

No mercado interno, a demanda aquecida sustenta os preços, enquanto o programa de exportações segue em ritmo lento, com expectativa de atingir até 40 milhões de toneladas em 2025, cenário considerado improvável, mas não descartado. Os embarques continuam abaixo da média, com custos de originação elevados e vendedores ainda cautelosos. A análise projeta tendência de lateralização no mercado interno nesta semana, à espera de novos fundamentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Declaração Anual de Rebanho 2026: produtores do Rio Grande do Sul têm até 30 de junho para atualizar cadastro

Published

on

Os produtores rurais do Rio Grande do Sul têm até o dia 30 de junho para realizar a Declaração Anual de Rebanho 2026, procedimento obrigatório que atualiza as informações sobre os animais e as propriedades rurais cadastradas no sistema oficial de defesa agropecuária do Estado.

A orientação foi reforçada pela Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), que destaca a importância do cumprimento do prazo para manter a base de dados da defesa sanitária animal completa e atualizada.

Segundo o vice-presidente técnico da entidade, José Arthur Martins, a qualidade das informações fornecidas pelos produtores é fundamental para ampliar a eficiência das ações de vigilância sanitária e da gestão agropecuária.

Atualização fortalece a defesa sanitária dos rebanhos

De acordo com a Febrac, a Declaração Anual de Rebanho permite ao sistema estadual conhecer com maior precisão as características das propriedades rurais, a infraestrutura disponível, os controles sanitários adotados e a composição dos rebanhos existentes em cada região.

Essas informações são utilizadas para orientar ações de prevenção, monitoramento e resposta rápida em casos de doenças ou outras emergências sanitárias que possam afetar a pecuária gaúcha.

Leia Também:  Chuvas irregulares impactam transição de pastagens no RS

Para José Arthur Martins, manter os dados atualizados é uma medida estratégica para garantir agilidade na atuação dos órgãos de defesa agropecuária.

“A atualização dessas informações permite que o sistema de defesa sanitária responda de forma mais rápida e eficiente diante de qualquer ocorrência que possa comprometer os rebanhos do Estado”, destaca.

Procedimento é comparado à declaração do Imposto de Renda

O dirigente compara a Declaração Anual de Rebanho à entrega da declaração do Imposto de Renda, ressaltando que ambas exigem atualização periódica e fornecem informações essenciais para o funcionamento dos sistemas públicos.

Segundo ele, o cadastro atualizado possibilita aos órgãos responsáveis conhecer a realidade da pecuária em cada município e adotar medidas imediatas sempre que houver necessidade de intervenção sanitária.

Além de atender à legislação, a atualização contribui para preservar a sanidade animal, fortalecer a rastreabilidade dos rebanhos e ampliar a segurança da produção pecuária no Estado.

Declaração pode ser feita pela internet ou presencialmente

Os produtores podem realizar a Declaração Anual de Rebanho de forma digital, por meio da plataforma Produtor Online, disponível no Sistema de Defesa Agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul.

Leia Também:  Confinamento bovino em Mato Grosso deve crescer 55% em 2026 e atingir 1,44 milhão de cabeças, projeta Imea

Também é possível efetuar o procedimento presencialmente nas Inspetorias e Escritórios de Defesa Agropecuária distribuídos pelos municípios gaúchos.

Febrac orienta produtores a não deixar para a última hora

A Febrac recomenda que os pecuaristas realizem a atualização cadastral antes do encerramento do prazo, evitando filas, congestionamentos no sistema e possíveis transtornos.

A entidade reforça que o prazo termina em 30 de junho de 2026 e que o cumprimento da obrigação é indispensável para manter a eficiência da defesa sanitária animal e assegurar informações confiáveis sobre a pecuária do Rio Grande do Sul.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA