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Chuvas beneficiam milho no Sealba e atrasam semeadura de trigo no Sul

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As recentes chuvas na região Nordeste do Brasil, especificamente nos estados de Sergipe, Alagoas e Bahia (conhecidos pela sigla Sealba), têm impulsionado o desenvolvimento das lavouras de terceira safra, especialmente o milho. No entanto, essas precipitações têm gerado desafios para a semeadura e o estabelecimento das lavouras de trigo em algumas áreas do Sul do país. Essas informações constam no Boletim de Monitoramento Agrícola (BMA), que abrange o período de 1 a 21 de julho, publicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

De acordo com o boletim, as baixas temperaturas têm favorecido o desenvolvimento das culturas de inverno. Nas regiões Centro-Oeste, Matopiba e parte do Sudeste, o clima seco e quente predominou, o que acelerou a maturação e colheita do algodão e do milho segunda safra. Contudo, essas condições também limitaram o plantio de trigo em algumas áreas.

A análise espectral dos dados revela uma variação nas respostas do Índice de Vegetação (IV), principalmente devido às restrições climáticas no desenvolvimento das culturas de segunda safra e de inverno, além do atraso na semeadura das mesmas. Apesar desses desafios, de maneira geral, o desenvolvimento das lavouras continua favorável.

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O BMA, publicado mensalmente, é fruto de uma colaboração entre a Conab, o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e o Grupo de Monitoramento Global da Agricultura (Glam), além de contar com dados coletados por colaboradores em campo. O boletim completo está disponível no site da Conab.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Café inicia maio com leve alta em Nova York, mas safra brasileira limita reação dos preços

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O mercado do café abriu a semana com leve recuperação nas cotações internacionais, refletindo um movimento técnico após as perdas recentes. Nesta segunda-feira (4), os contratos do arábica negociados na ICE Futures US, em Nova York, registraram alta moderada, ainda sob influência das expectativas de uma safra robusta no Brasil.

Por volta das 9h (horário de Brasília), o contrato julho/26 era cotado a 287,00 cents/lb, com avanço de 60 pontos. O setembro/26 subia 90 pontos, a 276,80 cents/lb, enquanto o dezembro/26 avançava 100 pontos, negociado a 268,50 cents/lb. Já o maio/26, em fase final e com menor liquidez, operava a 302,00 cents/lb, com ganho de 110 pontos.

Feriado em Londres reduz liquidez global

As negociações do café robusta estiveram suspensas nesta sessão devido ao feriado bancário no Reino Unido, conhecido como Early May Bank Holiday. Com a paralisação da ICE Futures Europe, a liquidez global ficou reduzida, concentrando a formação de preços na bolsa norte-americana.

Alta é pontual e não indica mudança de tendência

Apesar do movimento positivo, analistas avaliam que a alta tem caráter pontual. O mercado segue pressionado pelo avanço da safra brasileira 2026/27, cuja expectativa é de maior oferta nas próximas semanas.

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Após as quedas expressivas registradas em abril, o café encontra suporte técnico momentâneo, mas ainda enfrenta dificuldades para sustentar um movimento consistente de valorização. A entrada mais intensa da colheita tende a ampliar a disponibilidade do produto e limitar novas altas.

Colheita avança e influencia decisões no campo

No Brasil, o ritmo de colheita ainda é inicial em diversas regiões produtoras, mas o mercado já precifica o aumento da oferta. Esse cenário gera volatilidade, com oscilações técnicas frequentes nas bolsas internacionais.

Outro fator relevante é o comportamento do produtor, que tem adotado uma postura mais cautelosa nas vendas. Diante de preços menos atrativos, muitos optam por segurar negociações no mercado físico, o que pode oferecer sustentação pontual às cotações no curto prazo.

Segundo o analista de mercado Jeremias Nascimento, o setor vive um momento de equilíbrio delicado entre preços, margens e estratégia comercial. A decisão de venda, segundo ele, passa por uma análise criteriosa dos custos de produção e das oportunidades futuras.

Mercado segue volátil e dependente da safra

O mercado do café inicia maio com viés ainda pressionado, mas sujeito a oscilações técnicas. A confirmação do ritmo da colheita e do tamanho efetivo da safra brasileira será determinante para o comportamento dos preços nas próximas semanas.

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Diante desse cenário, produtores e agentes do setor seguem atentos, adotando estratégias mais cautelosas em meio à combinação de oferta crescente e incertezas no mercado internacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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