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Marfrig-VG cria área de pausa climatizada para colaboradores devido às altas temperaturas

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A Marfrig-VG é um exemplo de como a implementação de uma sala de pausa pode melhorar a qualidade de vida dos funcionários.
A Marfrig-VG é um exemplo de como a implementação de uma sala de pausa pode melhorar a qualidade de vida dos funcionários

As altas temperaturas em Mato Grosso, que frequentemente ultrapassam os 40°C, têm levado grandes empresas a adotarem medidas para garantir o bem-estar e a saúde de seus funcionários. Uma dessas medidas é a criação de áreas de pausas climatizadas, onde os trabalhadores possam relaxar, recarregar as energias e ter momentos de tranquilidade durante o dia.

Em Várzea Grande, conhecida como a cidade industrial, a Marfrig é um exemplo de como a implementação de uma sala de pausa pode melhorar a qualidade de vida dos funcionários. O projeto foi pensando devido as altas temperaturas no Estado, a sala de pausa, foi criada com uma climatização adequada, garantindo um ambiente agradável em todas as estações do ano, proporcionando um refúgio do ritmo intenso de trabalho.

Uma das companhias líderes em produção de carne bovina e maior produtora de hambúrguer no mundo, a
Marfrig tem na unidade de Várzea Grande as operações de abate e desossa, industrializados e graxaria, e com quadro de 4 mil funcionários adotou essa prática.

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Segundo o diretor da área de Saúde Ocupacional da Marfrig, Dr. Altamir Ferro, a criação da área de pausa foi uma resposta direta às queixas dos funcionários, por conta do calor excessivo no município. “Essa ação reafirma o compromisso que a Marfrig tem em cuidar da saúde dos seus colaboradores. A área de pausa’ não é apenas um espaço físico’, é um símbolo do valor que damos à qualidade de vida. É um lugar para recarregar as energias, socializar com os colegas de trabalho e desfrutar momentos de descanso longe das demandas”, disse.

A adoção da área de pausa tem mostrado impactos positivos não apenas na saúde dos funcionários, mas também na produtividade e no ambiente de trabalho. Funcionários mais descansados e saudáveis tendem a ser mais produtivos e menos propensos à faltas. É o que confirma o colaborador, Lauromil de Moura, 63 anos, operador de empilhadeira e, o funcionário mais antigo da Marfrig de Várzea Grande.

“Essa área de pausa, foi uma surpresa muito boa. A direção está de parabéns pelo espaço bonito e confortável. Isso mostra a preocupação da empresa com a nossa saúde e bem-estar”, contou Moura que trabalha há 43 anos na companhia.

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Exemplos como o da Marfrig, servem de inspiração para outras empresas no Estado na medida em que reconhecem a importância do bem-estar dos seus funcionários. A idéia é que mais empresas, sigam o exemplo, e a implementação de áreas de pausas se torne uma prática comum, garantindo melhores condições de trabalho e saúde para todos.

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AGRONEGÓCIO

Reforma tributária aprovada em 2023 ainda cria incertezas sobre custo do frete

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O debate em torno da reforma tributária atingiu um ponto crítico para o setor logístico que atende o campo. De um lado, transportadoras projetam um aumento expressivo na carga de impostos com as novas regras; de outro, o governo federal sustenta que o novo sistema, baseado no Imposto sobre Valor Agregado (IVA), trará equilíbrio e simplificação. O que está em jogo é o custo final do frete que chega à porteira do produtor.

A questão é que apesar da Reforma Tributária tenha sido aprovada no final de 2023, ainda não está em vigor na sua totalidade. O Brasil vive atualmente a fase de regulamentação, onde o Congresso debate as leis complementares que vão definir, na prática, como o imposto será calculado e cobrado. É exatamente por isso que o setor logístico intensificou as discussões em Brasília agora: é nesta etapa final que as ‘regras do jogo’ — como alíquotas específicas e regimes de crédito — são definidas antes da implementação definitiva do novo sistema.

O ponto de tensão surgiu após a divulgação de um estudo da consultoria Rumo Brasil, que estima uma possível alta de 414,44% na carga tributária das empresas de transporte. O número, que vem sendo utilizado pelo setor em negociações em Brasília, baseia-se na preocupação com o fim de regimes de créditos tributários que as transportadoras utilizam hoje para abater custos operacionais. Segundo as empresas, sem esses créditos, o valor do imposto sobre a operação subiria drasticamente.

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O governo, por sua vez, contesta esse cenário de “explosão de custos”. A equipe econômica argumenta que o novo sistema tributário permite o aproveitamento de créditos sobre todos os insumos e serviços utilizados na operação logística, o que, em tese, eliminaria o efeito cascata do imposto atual. Para o Executivo, o aumento projetado por consultorias ignora a nova lógica de compensação, que visa tornar a carga mais transparente e uniforme.

O impacto na ponta

Para o agricultor e o pecuarista, a disputa técnica tem um impacto direto no bolso. A logística é um dos componentes principais na formação do preço das commodities: se o custo do frete sobe, o lucro do produtor é afetado. Isso ocorre de duas formas:

  1. Vendas FOB: Quando o produtor arca com o frete, qualquer aumento na tabela das transportadoras é uma redução imediata na margem de lucro da sua produção.

  2. Insumos: O frete também incide sobre o custo dos fertilizantes, sementes e rações que chegam à fazenda. Se a logística fica mais cara para o transportador, esse custo é repassado ao longo da cadeia.

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Ainda não há um consenso sobre como essas novas regras serão aplicadas na prática. Enquanto as transportadoras pressionam o Congresso por alíquotas diferenciadas ou regimes especiais para evitar o aumento do imposto, o governo tenta manter a estrutura central da reforma para garantir a prometida simplificação.

Para o produtor rural, o cenário atual é de espera e cautela. A definição de como ficará o custo tributário do frete será fundamental para o planejamento das próximas safras e para a manutenção da competitividade do produto brasileiro, que já enfrenta os desafios históricos de uma logística rodoviária de longas distâncias.

Fonte: Pensar Agro

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