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Mercados Asiáticos Fecham Mistos com Expectativa de Medidas do Politburo Chinês

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Os mercados asiáticos fecharam de forma mista nesta segunda-feira, com o índice de Xangai terminando praticamente estável, enquanto os investidores aguardam uma importante reunião do Politburo, prevista para esta semana. A expectativa é de que o encontro possa resultar em medidas de estímulo para impulsionar a economia chinesa.

Em Hong Kong, as ações acompanharam a alta de seus pares regionais, refletindo um clima de otimismo cauteloso. De modo geral, os mercados asiáticos se recuperaram no início de uma semana movimentada, marcada por balanços corporativos e reuniões de bancos centrais. Esses eventos podem abrir caminho para ajustes nas políticas monetárias nos Estados Unidos e Reino Unido, enquanto o Japão poderia considerar um aumento nos custos de empréstimos, em uma tentativa de normalizar sua economia.

Na China, a reunião do Politburo, o principal órgão de decisão do Partido Comunista, é aguardada com expectativa, pois deve esclarecer medidas de curto prazo após os planos de reforma apresentados na terceira plenária há duas semanas.

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Os índices principais registraram as seguintes variações no fechamento: o índice de Xangai subiu modestos 0,03%, enquanto o CSI300, que reúne as maiores empresas listadas em Xangai e Shenzhen, recuou 0,54%. O índice Hang Seng de Hong Kong teve alta de 1,28%.

Outros mercados asiáticos também apresentaram resultados variados: o índice Nikkei em Tóquio avançou 2,13%, alcançando 38.468 pontos; em Seul, o KOSPI valorizou-se em 1,23%, fechando a 2.765 pontos; em Taiwan, o TAIEX registrou um pequeno ganho de 0,20%, atingindo 22.164 pontos; em Cingapura, o índice Straits Times subiu 0,52%, encerrando a 3.444 pontos; e em Sydney, o índice S&P/ASX 200 teve um acréscimo de 0,86%, chegando a 7.989 pontos.

Os investidores agora aguardam os próximos passos do Politburo e de outros bancos centrais, que poderão influenciar significativamente o rumo dos mercados nos próximos dias.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Brasil soma 700 novos mercados e R$ 20 bilhões em negócios mesmo sob pressão de tarifas

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As novas autorizações para vender produtos do agro brasileiro no exterior já geraram mais de R$ 20 bilhões em negócios desde janeiro de 2023, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O balanço, anunciado nesta terça-feira (13.10), acompanha a marca de 700 aberturas de mercado. Para produtores e empresas, o avanço amplia as opções de compradores num momento em que tarifas e outras restrições encarecem as vendas internacionais.

O número exige uma distinção: são 700 autorizações para produtos em diferentes destinos, e não 700 países. Um mesmo país pode liberar a compra de carnes, frutas e sementes, por exemplo, e aparecer várias vezes na conta. Cada aprovação permite disputar um mercado, mas ainda é preciso encontrar comprador e acertar preço, frete e condições de entrega.

Os R$ 20 bilhões mostram que parte dessas oportunidades já virou negócio. O valor, porém, não permite calcular quanto as aberturas acrescentaram às exportações totais do Brasil. Uma venda a um novo destino pode representar produção adicional ou substituir um embarque antes enviado a outro comprador. O balanço também reúne negócios de quase quatro anos; não é o resultado apenas de 2026.

Entre as liberações recentes está a venda de pescado brasileiro aos Emirados Árabes Unidos, tanto de captura quanto de criação. Também foram autorizados o mamão fresco para o Kuwait e o milho em grãos para a Síria. São oportunidades para cadeias diferentes, cujo retorno dependerá do tamanho das encomendas e do custo de atender cada comprador.

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A busca por alternativas ganha peso porque um aumento de tarifa pode interromper pedidos mesmo quando há produto disponível. Entre os efeitos estão o adiamento de compras, a renegociação de contratos e a redução do ganho das empresas. Para quem produz, o risco é ter mercadoria pronta e encontrar condições de venda piores do que as previstas.

Ter mais compradores ajuda a reduzir esse risco e dá alternativas quando um destino restringe as compras. A concentração ainda é relevante: em 2025, a China respondeu por 32,7% das exportações do agronegócio brasileiro, quase um terço do total, segundo o Mapa.

Produtos do agro com muitos compradores internacionais tendem a encontrar alternativas com mais facilidade do que mercadorias feitas para clientes específicos. Ainda assim, trocar de destino não assegura a manutenção do preço. Um novo comprador pode pagar menos, exigir outro padrão de produto ou estar mais longe, aumentando a conta do transporte.

Embora a tarifa seja cobrada no país importador, o exportador brasileiro também pode pagar parte dessa conta. Se houver fornecedores concorrentes, o comprador pode exigir um desconto para manter o pedido. O negócio continua, mas sobra menos dinheiro para a cadeia que produziu e entregou a mercadoria.

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Por isso, o efeito sobre o campo precisa ser medido também pelo preço recebido e pelos custos, além do volume exportado. Vender mais toneladas não garante maior renda: frete caro, descontos e despesas de produção podem consumir o ganho. Os R$ 20 bilhões anunciados são negócios realizados, não lucro dos produtores.

Há despesas antes mesmo do primeiro embarque. Certificações, comprovação da origem, adaptação de embalagens e transporte precisam entrar na conta. No pescado e nas frutas, por exemplo, a conservação durante a viagem pesa na viabilidade da venda. A autorização sanitária elimina uma barreira, mas não resolve toda a operação.

Produtores, cooperativas e agroindústrias também precisam manter registros que comprovem de onde vem o produto e como foi produzido. Essas informações podem ser condição para entrar e continuar no mercado. Organizar a documentação antes de negociar ajuda a evitar que uma oportunidade seja perdida por falta de comprovação.

Para 2027, a ampliação dos destinos oferece alternativas diante de novas restrições comerciais. O resultado para o produtor dependerá de transformar essas permissões em pedidos regulares, com preços que cubram os custos. A próxima medida do avanço será quanto cada mercado compra — e quanto dessa venda chega à renda de quem produz.

Fonte: Pensar Agro

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