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Vinícolas Brasileiras Expandem Horizontes Internacionais com Projeções Promissoras

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Durante os dias 24 e 25 de junho, quatro vinícolas brasileiras marcaram presença na Vinexpo America, o principal evento de vinhos realizado em Nova York. As empresas Salton, Miolo, CRS Brands e Cata Terroirs, participantes do projeto Wines of Brazil, vislumbram promissores negócios internacionais para o próximo ano. O projeto é promovido pelo Instituto de Gestão, Planejamento e Desenvolvimento da Vitivinicultura do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS) em colaboração com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

O evento, voltado para o trade e reconhecido como uma importante vitrine para rótulos brasileiros, possibilitou às vinícolas projetarem negócios internacionais no valor de USD 105.000. Além disso, estima-se um impacto adicional de USD 730.000 nos próximos 12 meses, um aumento de 265% em relação à edição anterior da Vinexpo America.

Rafael Romagna, gerente do Wines of Brazil, destacou o significativo interesse do público pelos vinhos e espumantes brasileiros, resultando em numerosos contatos comerciais para as vinícolas participantes. Ele enfatizou a importância de manter os Estados Unidos como um mercado prioritário para as ações de promoção internacional.

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Além da Vinexpo America, o projeto Wines of Brazil promoveu um evento de degustação em Washington D.C., em parceria com a Embaixada do Brasil nos Estados Unidos. A ação ocorreu na churrascaria Fogo de Chão, estrategicamente localizada entre a Casa Branca e o Capitólio, e contou com a participação das vinícolas CRS Brands, Miolo, Salton, Cooperativa Garibaldi e Tenuta Foppa & Ambrosi. O evento incluiu uma degustação walk around e um almoço harmonizado, proporcionando aos convidados do trade a oportunidade de conhecer de perto os produtos e produtores brasileiros.

Essas iniciativas evidenciam o potencial de crescimento e a relevância crescente dos vinhos brasileiros no mercado internacional, especialmente nos Estados Unidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de café na Ásia enfrenta escassez de oferta e preocupa traders com riscos climáticos do El Niño

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O mercado de café no Sudeste Asiático segue operando com oferta restrita e baixa liquidez nas últimas semanas, em um cenário marcado pela retenção de vendas no Vietnã, atrasos na colheita da Indonésia e crescente preocupação com os impactos climáticos associados ao possível retorno do fenôeno El Niño. A avaliação é da Hedgepoint Global Markets, que monitora o comportamento do mercado global da commodity.

Segundo a análise, o Vietnã — maior produtor mundial de café robusta — registrou forte desempenho nas exportações até abril da safra 2025/26, embarcando 18,6 milhões de sacas, volume 23,9% superior ao observado no mesmo período do ciclo anterior.

Vietnã reduz disponibilidade de café após vendas aceleradas

De acordo com a Hedgepoint Global Markets, os produtores vietnamitas aproveitaram os preços elevados, a maior oferta da safra e a menor presença do Brasil nas exportações nos últimos meses para intensificar as vendas no início da temporada.

Com grande parte da produção já comercializada e o país entrando no período de entressafra, os produtores passaram a reduzir o ritmo de novos negócios, diminuindo a disponibilidade de café no mercado internacional.

Esse movimento levou compradores a buscar alternativas na Indonésia. No entanto, o país também enfrenta dificuldades de oferta.

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Chuvas atrasam colheita de café na Indonésia

As chuvas intensas registradas nas últimas semanas provocaram atrasos no início da colheita da safra 2026/27 da Indonésia, reduzindo a disponibilidade imediata do produto e limitando os volumes exportados.

“A safra 26/27 da Indonésia tinha previsão de começar em abril, com volumes maiores chegando ao mercado a partir de maio. No entanto, chuvas intensas ao longo do mês passado atrasaram o início da colheita, limitando a disponibilidade de café”, afirma Laleska Moda, analista de Inteligência de Mercado da Hedgepoint Global Markets.

Oferta restrita sustenta preços do café robusta

O cenário de menor disponibilidade na Ásia também tem sustentado os preços internacionais do café robusta, principalmente porque a entrada da safra brasileira 2026/27 ainda ocorre de forma lenta, apesar da expectativa de produção recorde.

Outro fator que contribui para o suporte das cotações é o fortalecimento do real frente ao dólar, condição que reduz o interesse de produtores brasileiros em acelerar vendas no curto prazo.

El Niño amplia preocupações para próximas safras

Além das restrições imediatas de oferta, o clima segue no radar do mercado cafeeiro global. No Vietnã, abril registrou chuvas abaixo da média após um março mais úmido, aumentando as preocupações sobre a floração e o desenvolvimento das lavouras.

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As atenções do mercado se concentram na possibilidade de formação de um novo episódio de El Niño ao longo do segundo trimestre, fenômeno que pode afetar a disponibilidade hídrica nas regiões produtoras.

“Até o momento, nenhum impacto negativo foi relatado, e chuvas adicionais são esperadas nos próximos dias, o que deve proporcionar algum alívio aos agricultores”, destaca Laleska Moda.

Segundo a analista, os maiores riscos climáticos ainda estão concentrados nas próximas temporadas.

“Os principais riscos são vistos atualmente para a safra 27/28, já que o El Niño poderia restringir a disponibilidade de água para irrigação e atrasar a floração do café”, afirma.

Mercado segue atento à oferta global de café

Com estoques reduzidos no Vietnã, atraso da colheita na Indonésia e incertezas climáticas para os próximos ciclos, o mercado internacional de café segue monitorando de perto a evolução da oferta asiática.

A combinação entre menor disponibilidade imediata e riscos climáticos futuros mantém o setor em alerta e reforça a volatilidade nas cotações globais do café robusta.

Fonte: Portal do Agronegócio

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