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Casa do Candango oferece cursos de musicalização para trabalho com crianças autistas

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Casa do Candango oferece cursos de musicalização para trabalho com crianças autistas
Redação GPS

Casa do Candango oferece cursos de musicalização para trabalho com crianças autistas

A Casa do Candango, em parceria com a professora e musicoterapeuta Ana Carolina Steinkopf, lançou em 2023 um projeto que utiliza a música como ferramenta de interação e desenvolvimento para crianças autistas. O projeto, denominado “Uma Sinfonia Diferente – Música e Autismo”, foi inspirado pela apresentação de Ana Carolina na creche da Casa do Candango, onde seu método demonstrou resultados com crianças autistas que não falavam mas conseguiram cantar.

“O projeto surgiu a partir de uma participação do projeto “Uma Sinfonia Diferente”, o qual eu sou diretora, na Casa do Candango. Conversamos bastante sobre a necessidade dos professores e fizemos a proposta do curso de capacitação e do uso da música dentro da sala de aula para crianças e jovens”, destaca Ana Carolina.

O projeto prevê quatro cursos ministrados por diferentes professores, cada um com duração de um dia (8 horas) e certificado ao final. Os cursos, que começaram em 10 de junho e vão até 10 de agosto, ainda estão com inscrições abertas. As aulas são realizadas na Casa do Candango e abordam temas como música e autismo, percussão corporal, criatividade e desenvolvimento de materiais musicais.

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O curso é voltado para professores, pais e terapeutas interessados em utilizar a música como meio de interação, conexão e desenvolvimento das crianças autistas.

Ana Carolina Steinkopf

Ana Carolina Steinkopf, nascida em Curitiba e residente em Brasília desde 2020, é musicoterapeuta graduada pela Universidade Federal de Goiás e violinista formada pela Escola de Música de Brasília. Especialista em autismo, Ana Carolina desenvolveu interesse pela musicoterapia para crianças autistas durante seus atendimentos clínicos, observando o intenso envolvimento e desenvolvimento proporcionados pela atividade.

Ana Carolina Steinkopf (Foto: Reprodução/Instagram – @ivoleao.fotografia)

Além de ser a idealizadora do projeto “Uma Sinfonia Diferente”, Ana Carolina é pesquisadora e idealizadora do Mapa Autismo Brasil (MAB), o primeiro levantamento de dados sociodemográficos não governamental sobre o perfil das pessoas diagnosticadas com autismo no País.

Ela também preside o Instituto Steinkopf, um centro dedicado ao atendimento, pesquisa e inovação no campo do Transtorno do Espectro Autista (TEA), com o objetivo de melhorar a qualidade de vida das pessoas autistas e de suas famílias, promovendo inclusão por meio de uma abordagem humanizada.

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Serviço

Os interessados em participar dos cursos oferecidos pelo projeto “Uma Sinfonia Diferente – Música e Autismo” podem realizar suas inscrições. O formulário está disponível no Instagram “Projeto Música para Criança Infantojuvenil” .

Formulário de inscrição

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Fonte: Nacional

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Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

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O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

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Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

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O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

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