BRASIL

Cidade na Europa vende terrenos a R$ 0,52; saiba como comprar

Publicado em

Pequena cidade na Europa vende terrenos a R$ 0,52
ESTADÃO CONTEÚDO

Pequena cidade na Europa vende terrenos a R$ 0,52

Götene, uma pequena cidade de pouco mais de 13 mil habitantes e distante 320 quilômetros de Estocolmo , na Suécia, anunciou no fim de junho que venderia alguns lotes por R$ 0,52 o metro quadrado para atrair mais moradores , já que sua população está envelhecendo e encolhendo. A repercussão mundial e o interesse de milhares de pessoas levou à suspensão do processo de licitação, que será retomado em agosto.

Para efeito de comparação: o metro quadrado da região metropolitana de São Paulo é de R$ 795, segundo um estudo lançado no início deste mês.

Localizada a 306 metros acima do nível do mar, a cidadezinha sueca vive da produção de alimentos, indústria manufatureira e indústrias criativas, segundo o seu site. Götene se estende por cinco quilômetros da margem do lago Vänern. “Podemos nos orgulhar de ter a viagem de trem mais bonita da Suécia”, diz o site da prefeitura.

A justificativa para a venda dos terrenos é a de aumentar a quantidade de moradias e moradores. Todas as áreas disponíveis estão em lotes que já receberam outras construções e estão prontos para receber novas edificações. Segundo a prefeitura, com mais gente e casas na cidade, haverá aumento da arrecadação tributária. Esses valores a serem arrecadados serão destinados para construção de escolas e serviços, inclusive comerciais.

Leia Também:  Data Protection ameaça acesso aos medicamentos genéricos, alerta associação

Ainda segundo o anúncio da administração municipal, estes lotes já estão disponíveis há 40 anos. “A seleção consiste simplesmente em lotes que não foram vendidos, apesar de estarem à venda há um longo período”, diz a prefeitura. Eles variam de tamanho dependendo da localização, mas têm entre 700 metros quadrados a 1.200 metros quadrados.

No total, são 29 terrenos disponíveis. Devido à grande procura, a prefeitura suspendeu o processo de licitação das áreas, que só será retomado no dia 7 de agosto, data em que serão divulgados os detalhes de como a compra poderá ser feita. Por ora, a única informação disponível é que isso será feito em forma de licitação. “Com vários milhares de interessados de todo o mundo, não temos capacidade para lidar com compras e licitações durante o verão”, diz o anúncio do adiamento.

Condições

Qualquer pessoa, sueca ou não, pode adquirir o terreno. Porém, existe uma série de condições. Uma das principais é a de abrir uma conta bancária na Suécia para participar do processo de licitação. “Esteja ciente de que obter uma conta assim pode ser um processo demorado. Portanto, é recomendável resolver isso o mais rápido possível”, recomenda a prefeitura.

Leia Também:  Paul McCartney anuncia volta ao Brasil; saiba por onde ele passará

Quem adquirir o terreno deve morar na cidade. A residência deve ser erguida em dois anos a partir da posse. Se o proprietário atrasar a obra, o terreno volta para a prefeitura e o dono será obrigado a pagar 100.000 coroas suecas de multa (aproximadamente R$ 51,6 mil). A casa não pode ser revendida enquanto não for erguida e estiver pronta.

Taxas e serviços

A prefeitura ainda alerta para os custos adicionais em taxas e serviços que o comprador do terreno terá para erguer sua casa. Eles chegam a 270 mil coroas suecas, perto de R$ 139 mil. Veja o detalhamento abaixo:

– Licença de construção: cerca de 30.000 coroas suecas (R$ R$ 15,5 mil);

– Conexão de água e esgoto: cerca de 170.000 coroas suecas (R$ 87,8 mil);

– Eletricidade: cerca de 40.000 coroas suecas (R$ 20,6 mil);

– Internet banda larga: 30.000 coroas suecas (R$ 15,5 mil).

The post Pequena cidade na Europa vende terrenos a R$ 0,52; saiba como comprar first appeared on GPS Brasília – Portal de Notícias do DF .

Fonte: Nacional

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

BRASIL

Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

Published

on

O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

Leia Também:  Dia Livre de Impostos: saiba os produtos que terão isenção no DF

Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

Leia Também:  Lançamento do CMEC-SIA reúne lideranças e celebra o empreendedorismo feminino

O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA