AGRONEGÓCIO

Parceria Brasil-China Avança na Inovação Tecnológica para Pecuária

Publicado em

A Nutripura, empresa brasileira com sede em Rondonópolis, firmou uma parceria com o Beef Cattle Research Center da Universidade de Agricultura da China, criando o Brazil-China Beef Sci&Tech Hub. Este hub tem como objetivo fomentar o desenvolvimento técnico e científico na produção de carnes, em um contexto onde a China se consolidou como o principal mercado para as exportações do agronegócio brasileiro.

Desde 2006, as exportações de carne bovina para a China vêm aumentando de forma constante, refletindo o crescimento do consumo dessa proteína no país asiático. Atualmente, mais de 50% das exportações brasileiras de carne bovina são destinadas à China, e esse percentual tende a aumentar nos próximos anos.

Durante o Simpósio realizado no dia 5 de julho, a Nutripura lançou oficialmente o Brazil-China Beef Sci&Tech Hub, com o intuito de entender melhor o mercado chinês, as preferências dos consumidores e as oportunidades para os produtores brasileiros. O hub promoverá a colaboração em pesquisas de excelência voltadas para a inovação em sistemas intensivos de produção de carne bovina, contando com o apoio de instituições e empresas renomadas em ambos os países.

Leia Também:  Mercado do trigo no Sul segue travado enquanto Chicago reage com atenção ao clima nos EUA e Rússia

“Apesar de ser a maior importadora de carne bovina do mundo, a China também é o terceiro maior produtor. As projeções indicam crescimento tanto na produção interna quanto nas importações, com o Brasil sendo apontado como parceiro preferencial”, destacou Lainer Leite, diretor de Pesquisa e Desenvolvimento da Nutripura. “As perspectivas futuras são muito promissoras, especialmente considerando o contexto geopolítico atual.”

O professor Luiz Gustavo Nussio, da Esalq-USP, atuou como mediador na aproximação entre a empresa e o setor de pesquisa e produção de carne bovina na China. Ele foi responsável pela organização da visita inicial da comitiva chinesa ao Brasil, em 2023, e do tour técnico dos representantes da Nutripura na China, realizado em maio deste ano.

Na cerimônia de assinatura dos documentos que formalizaram a parceria, Nussio participou remotamente, enquanto os professores Flávio Portela e Sila Carneiro, também da Esalq-USP, além de Reginaldo Nassar, da Universidade Federal de Goiás, e Roberto Aguiar e Luciano Resende, da Nutripura, estiveram presentes no Brasil.

“No ano em que Brasil e China celebram 50 anos de relações diplomáticas, vemos não apenas um fortalecimento das relações comerciais, mas também uma intensificação das colaborações acadêmico-científicas. Esta parceria é uma oportunidade de evolução mútua no setor de carne bovina”, concluiu Lainer Leite.

Leia Também:  Acidentes de trabalho no Brasil somam 612 mil em 2022

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Milho safrinha no Sul de Minas exige atenção redobrada com clima irregular, pragas e janela de plantio

Published

on

O milho safrinha 2025/2026 no Sul de Minas Gerais avança em um cenário de atenção máxima no campo. Produtores da região lidam com desafios simultâneos que impactam diretamente o potencial produtivo das lavouras, como instabilidade das chuvas, pressão crescente de pragas e atrasos na semeadura em função do calendário da soja.

O cenário regional acompanha as projeções nacionais da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que estima produção de 108,4 milhões de toneladas na segunda safra de milho no país. No Sul de Minas, no entanto, o desempenho das lavouras varia conforme o momento de plantio e as condições climáticas de cada área.

Plantio fora da janela ideal amplia riscos produtivos

A principal preocupação dos especialistas está relacionada ao atraso na semeadura, que em muitos casos ocorreu após a colheita da soja. Esse fator resultou em lavouras com estágios de desenvolvimento distintos, aumentando a necessidade de manejo individualizado.

Segundo o diretor comercial da Agrobom, Marco Castelli, o momento exige atenção redobrada do produtor rural.

Leia Também:  Adidos agrícolas se preparam para a presidência do Brasil no G20

“Cada produtor vive uma realidade diferente nesta safrinha. Quem conseguiu semear dentro da janela adequada tem lavouras mais uniformes e com melhor potencial produtivo. Já quem atrasou o plantio precisa redobrar o monitoramento do clima e das pragas, pois qualquer falha pode comprometer o resultado final”, afirma.

Irregularidade das chuvas preocupa fase reprodutiva do milho

De acordo com especialistas, a instabilidade das chuvas durante as fases críticas de florescimento e enchimento de grãos é um dos principais fatores de risco para a produtividade da segunda safra.

A irregularidade hídrica pode provocar redução significativa no rendimento das lavouras, especialmente nas áreas semeadas mais tardiamente, que ficam mais expostas a períodos de estresse climático.

Pressão de pragas exige monitoramento constante

Além do clima, o avanço de pragas como a lagarta-do-cartucho também preocupa os produtores. As condições de calor e umidade favorecem a proliferação, exigindo acompanhamento frequente das áreas cultivadas e resposta rápida no controle.

O manejo preventivo e a tomada de decisão ágil são apontados como fatores determinantes para evitar perdas de produtividade neste estágio do ciclo.

Leia Também:  Mercado do trigo no Sul segue travado enquanto Chicago reage com atenção ao clima nos EUA e Rússia
Planejamento e comercialização ganham importância no cenário atual

Para a Agrobom, o momento também exige atenção ao mercado de milho, que segue com forte volatilidade de preços influenciada pelo desempenho da segunda safra em nível nacional.

Segundo Castelli, o acompanhamento das cotações é essencial para o produtor que ainda avalia o melhor momento de comercialização.

“O milho é uma cultura estratégica para o Sul de Minas. O planejamento, o acompanhamento constante da lavoura e decisões rápidas no campo fazem diferença tanto na produtividade quanto na comercialização”, destaca o executivo.

Gestão técnica e mercado definem resultado da safrinha

A combinação entre manejo adequado no campo e leitura correta do mercado é apontada como fator decisivo para o desempenho da safra 2025/2026 na região.

Com lavouras em diferentes estágios de desenvolvimento e clima instável, especialistas reforçam que o monitoramento contínuo será determinante para reduzir riscos e garantir melhores resultados na segunda safra de milho no Sul de Minas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA