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USDA: Vendas Semanais de Milho dos EUA Ficam Abaixo do Esperado; Soja Apresenta Melhor Desempenho

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O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgou nesta quinta-feira (18) os dados das vendas semanais de milho e soja. As vendas de milho ficaram abaixo das expectativas do mercado, enquanto a soja teve um desempenho mais positivo na semana encerrada em 11 de julho.

Vendas de Milho Abaixo do Esperado

Durante a semana, os EUA venderam 437,8 mil toneladas de milho da safra 2023/24, abaixo das expectativas do mercado, que variavam entre 500 mil e 800 mil toneladas. O Japão foi o principal destino do milho americano. No acumulado do ano comercial, as vendas totalizam 54,711,4 milhões de toneladas, superando o mesmo período do ano passado, quando o volume era pouco superior a 39 milhões de toneladas. A estimativa do USDA para toda a temporada é de 56,52 milhões de toneladas.

Para a safra 2024/25, as vendas de milho atingiram 485,7 mil toneladas, superando as projeções do mercado que iam de 25 mil a 400 mil toneladas. A maior parte dessas vendas foi destinada a destinos não revelados.

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Soja Tem Desempenho Melhor

Nas vendas de soja, os EUA comercializaram 228,1 mil toneladas da safra 2023/24, dentro do intervalo esperado de 150 mil a 600 mil toneladas. O principal comprador foi o Egito. Com o volume da última semana, o total de soja comprometido para a safra 2023/24 chega a 45,224,9 milhões de toneladas, uma redução em comparação aos mais de 52 milhões de toneladas no mesmo período do ano anterior. O USDA estima que as exportações totais de soja atinjam 46,27 milhões de toneladas nesta temporada.

Para a safra 2024/25, as vendas foram de 375 mil toneladas, dentro das projeções que variavam entre 50 mil e 400 mil toneladas, com a maior parte sendo destinada a destinos não revelados.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Nova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento

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A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) projeta ampliar de 299 para 330 o número de integrantes na Câmara dos Deputados na legislatura que começa em 2027. A estimativa, apresentada pelo presidente da frente, deputado Pedro Lupion, representa crescimento de 10,4%. A agenda para o novo mandato terá como prioridades ampliar o acesso ao crédito rural e dar previsibilidade ao financiamento da produção.

A composição reúne experiência nas duas Casas. Dos atuais 299 integrantes da FPA na Câmara dos Deputados, 176 foram reeleitos. Outros 17 deputados conquistaram vagas no Senado. Entre os senadores ligados à frente, seis obtiveram novo mandato e um foi eleito deputado federal. A entidade também informa que 17 senadores estão em meio de mandato.

O total de 200 corresponde aos integrantes da atual frente que obtiveram novos mandatos no Congresso. A composição definitiva da FPA na próxima legislatura dependerá também da adesão de outros parlamentares. O balanço eleitoral, portanto, indica a continuidade de sua atuação, sem estabelecer o número final de participantes.

A expectativa para o novo período legislativo é transformar essas propostas em instrumentos que cheguem às propriedades. O avanço dependerá da construção de acordos no Congresso e da articulação com o Executivo, os agentes financeiros e as organizações de produtores.

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Para Isan Rezende (foto), presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT), com a ampliação da força política há uma oportunidade de se construir uma agenda de longo prazo para o campo. “A presença de mais parlamentares que conhecem a produção rural pode ajudar a transformar as necessidades das propriedades em soluções concretas. Esperamos um diálogo aberto, com decisões técnicas e atenção aos produtores de todos os portes”.

“Um crédito que chega no momento certo, acompanhado de seguro e de regras estáveis, dá ao produtor condições para investir. Podemos avançar em armazenagem, irrigação e tecnologia quando existe segurança para planejar. Um Plano Safra com horizonte de vários anos pode contribuir para esse ambiente e melhorar a aplicação dos recursos”, diz Isan.

“Também vejo com otimismo a possibilidade de aproximar o Congresso das cooperativas, das entidades e dos profissionais que acompanham o trabalho nas propriedades. Essa troca permite identificar prioridades e construir soluções viáveis. O objetivo comum deve ser ampliar a produtividade, fortalecer a renda no campo e gerar oportunidades nas regiões produtoras”, concluiu o presidente do IA.

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Para o produtor, a agenda anunciada concentra-se em condições para financiar a safra e preservar a capacidade de investimento. O presidente da FPA, deputado Pedro Lupion, apontou a renegociação de dívidas e os obstáculos à contratação de crédito como temas que permanecerão nas negociações com o próximo governo.

Uma das propostas é dar ao Plano Safra um horizonte de vários anos. O planejamento plurianual permitiria sinalizar recursos e prioridades com antecedência, aproximando a política agrícola do tempo necessário para investir em máquinas, armazenagem e irrigação. A mudança ainda depende de discussão e aprovação; não constitui uma regra já definida para 2027.

Essa orientação também integra as propostas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que defende previsibilidade orçamentária, fortalecimento do seguro rural e instrumentos de apoio à saúde financeira do produtor. A entidade propõe ampliar o financiamento privado e melhorar as condições de acesso aos recursos, incluindo garantias e redução da burocracia.

Fonte: Pensar Agro

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