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Exportações do Agronegócio Brasileiro Crescem em Junho de 2024

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Em junho de 2024, as exportações do agronegócio brasileiro atingiram USD 15,23 bilhões, valor 1,0% superior ao registrado em maio, mas 1,3% abaixo de junho de 2023, conforme dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No acumulado do primeiro semestre, o total exportado foi de USD 82,5 bilhões, uma ligeira queda de 0,4% em relação ao mesmo período do ano passado, embora este seja o segundo melhor semestre da história do agronegócio brasileiro.

Aumento nas Exportações de Soft Commodities

O relatório da Consultoria Agro do Itaú BBA revelou um significativo aumento no volume exportado de soft commodities no primeiro semestre de 2024, com destaque para algodão, açúcar e café. As exportações de pluma de algodão cresceram impressionantes 211% em comparação com o mesmo período de 2023. O açúcar refinado registrou um aumento de 70%, enquanto as exportações de café verde subiram 55%.

Participação da Soja e Outros Produtos

A soja representou 38,8% do valor total exportado no semestre, uma queda em relação aos 46% do primeiro semestre de 2023. Embora tenha havido um aumento de 2,2% no volume embarcado, a queda de 18,1% nos preços afetou sua participação em termos de valor. A celulose destacou-se com um aumento de 3,1% em volume e 15,9% em preços comparado ao primeiro semestre de 2023. Por outro lado, o milho e o óleo de soja tiveram quedas significativas no volume exportado, com reduções de 55% e 28%, respectivamente.

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Principais Destinos e Diversificação

A China continua sendo o principal destino dos produtos agropecuários brasileiros, absorvendo 34,5% do total exportado no primeiro semestre de 2024. No entanto, essa participação é menor que a de 37,1% registrada no mesmo período de 2023. Outros destinos, como países emergentes asiáticos e nações do Oriente Médio, mostraram crescimento, indicando uma diversificação maior nos mercados.

Produtos Agrícolas Comprados pela China

Analisando os principais produtos agrícolas exportados para a China, observa-se que, devido à queda nos preços da soja, a participação da oleaginosa, em termos de valor, foi a menor dos últimos anos, mas ainda representa quase 75% do total exportado pelo agronegócio brasileiro. As exportações de carne bovina para a China tiveram um leve aumento, passando de 8,6% no primeiro semestre de 2023 para 8,9% em 2024. A celulose e o algodão também apresentaram avanços significativos, com aumentos de 1,2 e 3,7 pontos percentuais, respectivamente, em comparação com o primeiro semestre do ano passado.

Esses dados demonstram um panorama de crescimento e diversificação nas exportações do agronegócio brasileiro, refletindo a dinâmica e resiliência do setor em meio às variações de mercado.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Exportações de algodão do Brasil batem recorde em junho com embarques de 217 mil toneladas

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As exportações brasileiras de algodão registraram desempenho histórico em junho de 2026, alcançando o maior volume já embarcado para o mês. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), o Brasil exportou 217 mil toneladas da fibra, avanço de 63,4% em relação a junho de 2025.

Em receita, os embarques movimentaram US$ 350,6 milhões, crescimento de 64,1% na comparação anual, reforçando a competitividade do algodão brasileiro e a expansão da presença nacional em mercados estratégicos.

De acordo com a Associação Nacional dos Exportadores de Algodão (Anea), o resultado confirma o ritmo elevado das vendas externas e fortalece a posição do Brasil como um dos principais fornecedores globais da fibra.

Algodão brasileiro encerra safra 2025/26 com desempenho histórico

O recorde registrado em junho encerra um ciclo comercial marcado por forte desempenho exportador. A temporada 2025/26, considerada pelo setor entre julho de 2025 e junho de 2026, apresentou volumes expressivos mesmo diante de um início de safra mais lento.

Segundo a Anea, o Brasil registrou recordes mensais de exportação em sete dos 12 meses da temporada, incluindo:

  • outubro;
  • novembro;
  • dezembro;
  • março;
  • abril;
  • maio;
  • junho.

Para o presidente da entidade, Dawid Wajs, o resultado demonstra a capacidade do país em manter a regularidade dos embarques e ampliar sua participação internacional.

“Apesar de um início de safra mais lento, o Brasil conseguiu manter volumes elevados ao longo do período e registrar recordes mensais de exportação em diversos meses”, destaca.

Ásia concentra principais compradores do algodão brasileiro

Os mercados asiáticos continuam como principais destinos da fibra nacional. Em junho, Bangladesh, Turquia, Paquistão e Vietnã responderam juntos por 71,1% dos embarques brasileiros.

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A distribuição das exportações no mês ficou concentrada nos seguintes países:

  • Bangladesh: 21,7% das compras;
  • Turquia: 17,7%;
  • Paquistão: 17,4%;
  • Vietnã: 14,3%;
  • Indonésia: 7,6%;
  • China: 6,3%;
  • Índia: 6,3%.

Também participaram da pauta compradores como Malásia, Egito, Coreia do Sul, Tailândia, Maurício e Japão.

Bangladesh e Turquia ampliam participação no algodão brasileiro

Segundo a Anea, alguns mercados apresentaram crescimento histórico durante a temporada.

Bangladesh alcançou o maior volume já importado do algodão brasileiro, consolidando-se como principal destino da fibra em junho. A Turquia também registrou avanço significativo e manteve trajetória de crescimento nas compras brasileiras.

Outro destaque foi a Índia, que mais que dobrou o maior volume histórico adquirido anteriormente, reforçando sua importância estratégica para o setor exportador.

“A Índia teve um desempenho muito expressivo, mais do que dobrando o maior volume que já havia importado do algodão brasileiro”, afirma Dawid Wajs.

Brasil amplia presença no mercado global de algodão

Com o desempenho de junho, o algodão representou 0,97% das exportações totais brasileiras no mês, ocupando a 17ª posição entre os principais produtos exportados pelo país.

Dentro do agronegócio, a fibra respondeu por 4,31% das vendas externas do setor, ficando na terceira colocação entre os produtos agropecuários mais exportados no período.

O resultado reforça o papel estratégico do algodão brasileiro na geração de divisas e na consolidação do país como fornecedor confiável para a indústria têxtil mundial.

China mantém posição estratégica para o algodão brasileiro

Embora a China não tenha registrado recorde de compras na temporada, o mercado permaneceu relevante para o Brasil.

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Segundo a Anea, o volume exportado ao país asiático foi o segundo maior da série histórica, mantendo a presença brasileira em um dos maiores consumidores mundiais da fibra.

A Indonésia também manteve estabilidade nos volumes importados, enquanto Egito, Malásia e Coreia do Sul permaneceram como compradores tradicionais.

O Vietnã apresentou redução em relação a períodos anteriores, mas ainda manteve volumes considerados elevados pelo setor.

Diversificação logística fortalece exportações de algodão

Além do crescimento da demanda internacional, o setor destaca a evolução da infraestrutura logística para o escoamento da fibra brasileira.

O Porto de Santos continua como principal rota de exportação do algodão nacional, mas outros terminais vêm ampliando participação, especialmente o Porto de Salvador, que ganhou relevância nos últimos anos.

Também tiveram participação no embarque da fibra os portos de:

  • São Francisco do Sul;
  • Paranaguá;
  • Itaguaí;
  • Itajaí;
  • Rio de Janeiro.

Segundo a Anea, a diversificação das rotas contribui para maior eficiência logística e reduz a dependência de um único corredor de exportação.

Algodão brasileiro ganha competitividade no comércio internacional

O recorde de exportações em junho reforça a evolução da cadeia produtiva do algodão no Brasil, marcada pelo aumento da produtividade, qualidade da fibra e ampliação dos mercados compradores.

Com maior presença na Ásia e no Oriente Médio, o país consolida sua posição entre os principais exportadores mundiais e demonstra capacidade de atender à demanda internacional com regularidade e escala.

O cenário positivo para os embarques também fortalece produtores, tradings, cooperativas e toda a cadeia ligada à cotonicultura brasileira.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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