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Exporta Mais Brasil Leva 15 Compradores Internacionais a Ilhéus para Impulsionar o Setor de Cacau e Chocolate

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O programa Exporta Mais Brasil, da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), chega a Ilhéus, na Bahia, nesta semana, com o objetivo de fortalecer o setor de cacau e chocolate. Nos dias 17 e 18 de julho, a cidade, reconhecida como a capital do cacau, sediará rodadas de negócios que promoverão encontros entre 15 compradores internacionais e empresas brasileiras. Esta edição do evento ocorre durante o Chocolat Festival, uma celebração da cultura chocolateira.

Para destacar o potencial e a qualidade dos produtos brasileiros, a ApexBrasil selecionou o maior número de compradores internacionais em relação às edições de 2024. Ao todo, 15 compradores de 12 países, incluindo Rússia, Países Baixos, Bélgica, Portugal, Lituânia, França, Alemanha, Islândia, Israel, Emirados Árabes Unidos, Argentina e África do Sul, participarão do evento.

Trinta empresas representarão o Brasil nas rodadas de negócios, sendo 12 delas da Bahia e as demais de oito estados diferentes. A diversidade das marcas abrange desde amêndoas de cacau até chocolates produzidos no método bean-to-bar.

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A ApexBrasil conta com o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) de Ilhéus, da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB), da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Amendoim e Balas (Abicab) e do Instituto Arapyaú.

Fonte: Portal do Agronegócio

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Embrapa desenvolve tecnologia inédita que identifica carnes de diferentes espécies em apenas 20 minutos

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Uma nova tecnologia desenvolvida por pesquisadores brasileiros promete revolucionar a rastreabilidade e o controle de qualidade da carne. Cientistas da Embrapa Gado de Corte, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) desenvolveram uma metodologia inédita capaz de identificar carnes de diferentes espécies animais utilizando a espectrometria de massas MALDI-TOF.

Além de distinguir carnes bovinas, suínas, de frango e de tilápia, o método também consegue diferenciar amostras das raças bovinas Nelore e Angus, ampliando as possibilidades de certificação de produtos premium e fortalecendo o combate às fraudes na cadeia da proteína animal.

Tecnologia inédita acelera identificação de carnes

Embora a espectrometria de massas já seja amplamente utilizada em pesquisas científicas e no diagnóstico de doenças causadas por microrganismos, esta é a primeira vez que a tecnologia é aplicada no Brasil para diferenciar tecidos de diferentes espécies animais destinados ao consumo humano.

Outro diferencial é que o sistema mantém elevada precisão mesmo quando as carnes foram congeladas ou submetidas ao preparo térmico, como a fritura, ampliando sua aplicação em processos de fiscalização e controle de qualidade.

Segundo o pesquisador da Embrapa Gado de Corte, Newton Verbisck, coordenador do estudo, cada espécie animal apresenta um perfil exclusivo de proteínas, funcionando como uma verdadeira “impressão digital molecular”.

A partir dessas informações foi possível construir um banco de dados capaz de identificar automaticamente diferentes tipos de carne, além de auxiliar na certificação de produtos e na fiscalização da autenticidade dos alimentos.

Método reduz custos e aumenta a rapidez das análises

Uma das principais vantagens da metodologia está na agilidade do processo.

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Enquanto métodos genéticos tradicionais exigem maior tempo de processamento e apresentam custos mais elevados, o protocolo desenvolvido pelos pesquisadores brasileiros realiza toda a análise em aproximadamente 20 minutos.

O sistema utiliza um protocolo simplificado de extração das proteínas, preservando a precisão dos resultados e reduzindo significativamente o tempo necessário para a identificação das amostras.

Segundo os pesquisadores, a tecnologia representa uma alternativa mais rápida, econômica e eficiente para laboratórios, frigoríficos e órgãos de fiscalização.

Ferramenta fortalece rastreabilidade e combate a fraudes

Os resultados demonstram que a espectrometria de massas pode se tornar uma importante aliada da segurança dos alimentos.

Entre as principais aplicações da nova metodologia estão:

  • identificação de fraudes por substituição de espécies;
  • certificação de carnes de maior valor agregado;
  • rastreabilidade da produção pecuária;
  • controle de qualidade industrial;
  • fiscalização sanitária;
  • combate à adulteração de produtos cárneos;
  • apoio às inspeções oficiais.

A tecnologia contribui para aumentar a transparência da cadeia produtiva e oferece maior proteção ao consumidor, especialmente em mercados que exigem elevados padrões de qualidade e rastreabilidade.

Como funciona a tecnologia MALDI-TOF

A metodologia utiliza a espectrometria de massas MALDI-TOF (Matrix-Assisted Laser Desorption/Ionization – Time of Flight), considerada uma das técnicas mais modernas para análise de moléculas biológicas.

O processo consiste em extrair proteínas presentes na carne e submetê-las à ação de um laser. As proteínas são ionizadas e aceleradas dentro do equipamento, que mede com elevada precisão o tempo necessário para que cada molécula percorra o sistema.

Como proteínas de diferentes espécies possuem massas específicas, o equipamento gera um perfil molecular exclusivo para cada carne analisada.

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Esse perfil funciona como uma assinatura biológica, permitindo identificar rapidamente a origem da amostra.

Processo completo leva cerca de 20 minutos

A identificação ocorre em cinco etapas principais:

  • Coleta da amostra: pequenos fragmentos são retirados da parte interna da carne para evitar contaminações.
  • Extração das proteínas: o material é preparado em solução específica contendo solventes de alta pureza.
  • Preparação e ionização: uma pequena quantidade do extrato é misturada à matriz química e submetida ao laser no espectrômetro.
  • Aquisição dos dados: o equipamento mede o tempo de voo dos íons e calcula instantaneamente a massa das proteínas.
  • Classificação: softwares especializados comparam os resultados ao banco de dados e identificam automaticamente a espécie ou raça da carne.
Tecnologia pode ampliar segurança alimentar no Brasil

Atualmente, o equipamento utilizado na pesquisa está operacional na Embrapa Gado de Corte, em Mato Grosso do Sul.

A expectativa é que a metodologia possa futuramente ser incorporada por laboratórios oficiais, frigoríficos, universidades e órgãos de inspeção, ampliando a capacidade de monitoramento da qualidade da carne produzida no Brasil.

Além de fortalecer a rastreabilidade e a certificação de produtos, a inovação poderá contribuir para elevar a confiança dos consumidores, reduzir fraudes comerciais e agregar valor à carne brasileira nos mercados nacional e internacional.

Com a crescente exigência por transparência na cadeia de alimentos, tecnologias como a espectrometria de massas MALDI-TOF despontam como ferramentas estratégicas para garantir autenticidade, segurança alimentar e competitividade ao agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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