BRASIL

Mais de 4,6 mil nomeações em seis meses reforçam serviços públicos do DF

Publicado em

Mais de 4,6 mil nomeações em seis meses reforçam serviços públicos do DF
Agência Brasília

Mais de 4,6 mil nomeações em seis meses reforçam serviços públicos do DF

Entre abril e julho deste ano, o Governo do Distrito Federal nomeou 4.604 servidores públicos. A lista contempla áreas essenciais, como Saúde e Educação , que ganharam reforço de médicos, enfermeiros e professores. A nomeação de docentes foi a maior da história do DF, com 3,1 mil profissionais em um único chamamento. As convocações incluem, ainda, quadros que aguardavam recomposição havia décadas.

Avançar nas nomeações de novos servidores públicos tem sido uma prioridade do GDF e ganhou ainda mais força nos últimos meses. “Nós temos feito as nomeações sempre que possível e com muita responsabilidade com o nosso orçamento. Reforçamos a Saúde com médicos e enfermeiros e também a Educação com o chamamento de professores efetivos, além de outras áreas que necessitavam de uma recomposição do quadro. Esses chamamentos são para que a população tenha um melhor atendimento na ponta”, afirma o governador Ibaneis Rocha.

O secretário de Economia, Ney Ferraz, reforçou a importância do trabalho do governo em disponibilizar recursos para que os servidores possam ser convocados: “Estamos comprometidos no fortalecimento dos quadros de servidores para atender a determinação do governador Ibaneis, que é ampliar e melhorar a prestação dos serviços, mas, absolutamente, tudo tem sido feito com responsabilidade, cuidado e controle das finanças. Estamos fazendo mais com o mesmo orçamento, e isso significa gastar bem os recursos públicos para construir um DF melhor para todos”.

Leia Também:  Confira o que abre e o que fecha nos órgãos públicos estaduais; expediente retorna na quarta (14)

Com a missão de fortalecer a área educacional, foram nomeados nos últimos dias 3,4 mil servidores. Grande parte dos profissionais convocados assumirá funções nas 800 unidades escolares de ensino do Distrito Federal. São os 3.106 professores da educação básica. A nomeação contemplou também outros cargos como gestores em políticas públicas e gestão educacional (259) e pedagogos (80). O novo contingente se junta aos quase 12 mil servidores nomeados na área desde 1º de janeiro de 2019.

A Saúde é uma das áreas para as quais o GDF fez nomeações recentemente | Foto: Arquivo/ Agência Brasília
A Saúde é uma das áreas para as quais o GDF fez nomeações recentemente | Foto: Arquivo/ Agência Brasília

Na Saúde, os novos servidores estão reforçando as equipes dos hospitais, das unidades básicas de saúde (UBSs) e das unidades de pronto atendimento (UPAs) que foram ampliados nos últimos cinco anos, quando o GDF investiu mais de R$ 48 bilhões na área. De abril a junho, foram nomeados 423 médicos, 223 técnicos em enfermagem, 20 enfermeiros e oito médicos do trabalho.

Após 20 anos sem recomposição, a carreira de analista e gestor em Políticas Públicas e Gestão Governamental (PPGG) foi uma das beneficiadas. Foram contemplados 150 analistas e 70 gestores, um total de 220 servidores alocados em administrações regionais, em secretarias e na Fundação Jardim Zoológico de Brasília. Multifuncionais, os profissionais dão suporte a vários setores, auxiliando a rotina da administração pública.

Também houve a primeira nomeação de servidores concursados da história da Companhia de Desenvolvimento Habitacional (Codhab). Os profissionais vão atuar nas mais diversas áreas, desde engenharia e arquitetura até administrativa e jurídica, fortalecendo a estruturação da empresa pública.

Leia Também:  Sema-MT reforça equipe para fiscalização contra desmatamento ilegal no mês de julho

Além disso, foi feita a recomposição dos quadros da Secretaria da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal (Seagri) com servidores de diferentes especialidades para cargos de desenvolvimento e fiscalização agropecuária e a do Departamento de Trânsito do DF (Detran-DF) para atuar em atividades administrativas.

Nomeações – abril a julho de 2024

Agente de vigilância ambiental em saúde: 8
Analista: 24
Analista de desenvolvimento e fiscalização agropecuária: 34
Analista de apoio à assistência judiciária: 13
Analista em atividades de trânsito: 25
Analista em políticas públicas e gestão governamental: 150
Analista previdenciário: 7
Assistente: 35
Defensor público: 1
Enfermeiro (20h): 20
Especialista em assistência social: 2
Gestor em políticas públicas e gestão educacional: 259
Gestor em políticas públicas e gestão governamental: 70
Médico (20h): 423
Médico do trabalho (Subsaúde): 8
Pedagogo: 80
Procurador do DF: 4
Professor de educação básica (40h): 3.106
Regulador de serviços públicos: 2
Técnico de desenvolvimento e fiscalização agropecuária: 64
Técnico de regulação de serviços públicos: 2
Técnico em assistência social: 11
Técnico em atividades de trânsito: 33
Técnico em enfermagem: 223
Total: 4.604

The post Mais de 4,6 mil nomeações em seis meses reforçam serviços públicos do DF first appeared on GPS Brasília – Portal de Notícias do DF .

Fonte: Nacional

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

BRASIL

Credores aprovam plano do Grupo HPAR e fortalecem recuperação judicial da companhia

Assembleia com 80% de adesão consolida continuidade do conglomerado e reforça confiança do mercado

Published

on

O Grupo HPAR teve o plano de recuperação judicial aprovado nesta quarta-feira (13/05), durante Assembleia Geral de Credores realizada no processo que tramita na 1ª Vara Cível de Cuiabá (MT). A decisão representa uma das etapas mais relevantes da reestruturação financeira do Grupo.

O plano recebeu apoio maciço dos credores, alcançando adesão de 80,58% do valor total dos créditos presentes à assembleia. Instituições financeiras como Daycoval e Bradesco deram voto favorável às condições previstas no plano e no termo aditivo apresentado pelas recuperandas.

A aprovação consolida a continuidade operacional do Grupo HPAR, que atua nos setores de tecnologia, telecomunicações, infraestrutura de redes e serviços corporativos, reunindo as empresas Globaltask, SPE Piauí Conectado, H.Tell Telecom e Bao Bing Infraestrutura.

Internamente, o grupo trata a aprovação como um marco estratégico para preservação das atividades empresariais diante da crise provocada pelo descumprimento do contrato envolvendo a PPP-Piauí Conectado, considerada uma das maiores iniciativas de infraestrutura digital do país. O projeto implantou aproximadamente 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

O grupo sustenta que houve encampamento ilegal da infraestrutura implantada sem a correspondente indenização pelos investimentos realizados.

O plano aprovado prevê que os recursos financeiros advindos (1) do procedimento de arbitragem que sujeita o Estado do Piauí, (2) da ação judicial de execução que tem contra o Banco do Brasil, garantidor do investimento realizado ou (3) da decisão que determina o pagamento da garantia na recuperação judicial — classificados como “Eventos de Liquidez” — sejam destinados ao cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e ao pagamento dos credores.

Leia Também:  Enem 2023: saiba o que levar e o que é proibido no dia da prova

Entre os principais pontos de tensão está o litígio envolvendo garantias financeiras relacionadas à PPP. Segundo o grupo, o Banco do Brasil teria se recusado a liberar o dinheiro depositado e vinculado ao investimento realizado, esgotando financeiramente a empresa para levá-la à quebra para posterior tomada dos investimentos efetuados. Um recurso de agravo de instrumento, que vai decidir a liberação do valor para a empresa está pautado para ser julgado dia 20/05 no TJMT.

Para o advogado especialista em recuperação judicial do Grupo ERS, Euclides Ribeiro, a aprovação do plano demonstra maturidade do ambiente negocial e reforça a viabilidade econômica do grupo.

“Essa aprovação representa um importante sinal de confiança dos credores na capacidade de recuperação da companhia e principalmente na tese de que o Banco do Brasil deve sim liberar o dinheiro bloqueado pois é garantidor e caucionante dos recursos que estão na conta corrente do projeto. O processo demonstrou que, mesmo em cenários de forte complexidade institucional e financeira, é possível construir soluções jurídicas voltadas à manutenção da operação, proteção dos empregos e satisfação coletiva dos credores”, afirmou.

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado é acompanhada com atenção por investidores, operadores de PPPs e agentes do mercado financeiro, diante dos possíveis impactos sobre a segurança jurídica de projetos públicos de infraestrutura no Brasil.

Entenda o caso

A crise envolvendo a SPE Piauí Conectado transformou-se em uma das maiores disputas jurídico-empresariais já registradas no setor de infraestrutura digital brasileiro. A concessionária foi responsável pela implantação do projeto Piauí Conectado, considerado um dos maiores projetos públicos de conectividade do país, com cerca de 7.500 quilômetros de fibra óptica interligando os 224 municípios do Estado do Piauí.

Leia Também:  Dia Rock no Rock in Rio: conheça as atrações e veja onde comprar

O modelo foi estruturado como uma Parceria Público-Privada (PPP), na qual a iniciativa privada realizou os investimentos necessários para construção, operação e manutenção da infraestrutura tecnológica estadual, enquanto o Estado se comprometeu contratualmente a remunerar a concessionária ao longo dos 30 anos da concessão.

Segundo as recuperandas, aproximadamente R$ 650 milhões foram investidos diretamente na implantação da rede óptica, datacenter, centros operacionais e infraestrutura de telecomunicações. A empresa sustenta que o projeto contribuiu para elevar o Piauí aos primeiros lugares nacionais em indicadores de conectividade entre 2022 e 2024.

A partir de 2023, com a posse do governador Rafael Fonteles, a relação entre a concessionária e o Governo do Piauí sofreu uma mudança abrupta e o conflito escalou rapidamente.

Segundo a concessionária, apesar de o contrato ter sido integralmente executado e a rede ter permanecido plenamente operacional durante toda a execução da concessão, o Estado passou a promover retenções massivas das contraprestações mensais previstas contratualmente, comprometendo severamente o fluxo financeiro da operação, tudo arquitetado para tomada da empresa pelo Estado sem pagamento dos investimentos.

Na sequência, sucederam-se auditorias técnicas, instauração de processos sancionatórios, decretação de intervenção estatal e, posteriormente, a caducidade da concessão. Além do conflito com o Governo do Piauí, o Grupo HPAR obteve a negativa do Banco do Brasil em pagar a garantia prestada, em que pese já ter ganho a arbitragem na Câmara Brasil Canadá. Segundo as recuperandas, a não liberação dessas garantias agravou significativamente o cenário de crise financeira das empresas.

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA