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Retração dos Produtores Mantém Mercado de Soja Lento no Brasil

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O mercado de soja no Brasil enfrenta mais um dia de lentidão, com os produtores retraídos devido à recente queda dos contratos futuros em Chicago. As primeiras indicações para esta terça-feira não mostram sinais de mudança significativa: Chicago iniciou o dia tentando recuperação, mas os ganhos permanecem limitados. O dólar opera em leve baixa, dificultando ainda mais a valorização da oleaginosa brasileira.

Na segunda-feira, o mercado brasileiro de soja ficou praticamente parado, com poucas ofertas. De acordo com a Safras Consultoria, os produtores estão apreensivos com a constante queda dos preços. Nem mesmo as eventuais altas do dólar têm sido suficientes para valorizar a soja brasileira, diante da derrocada das cotações em Chicago.

Quedas nos Preços em Diversas Regiões

Em Passo Fundo (RS), o preço da saca de 60 quilos caiu de R$ 130,00 para R$ 127,00. Na região das Missões, o valor reduziu de R$ 129,00 para R$ 126,00 a saca. No Porto de Rio Grande, a saca recuou de R$ 135,00 para R$ 132,00.

Em Cascavel (PR), a saca desvalorizou de R$ 127,00 para R$ 122,50. No Porto de Paranaguá (PR), o preço caiu de R$ 136,00 para R$ 132,00.

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Em Rondonópolis (MT), a saca reduziu de R$ 123,00 para R$ 120,00. Em Dourados (MS), o preço diminuiu de R$ 118,00 para R$ 117,00 a saca. Já em Rio Verde (GO), a saca desvalorizou de R$ 119,00 para R$ 116,00.

Situação em Chicago

Os contratos com entrega em novembro registram um ganho de 0,14%, a US$ 10,41 1/4 por bushel. O mercado esboça uma recuperação frente às recentes perdas, incentivando compras de barganha. Contudo, essa reação é limitada pelas perspectivas negativas de preços, com ampla oferta esperada nos Estados Unidos e globalmente, além das incertezas políticas com a possível reeleição de Donald Trump e dúvidas sobre a economia chinesa.

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que, até 14 de julho, 68% das lavouras de soja americanas estavam em boas ou excelentes condições, 24% em situação regular e 8% entre ruins e muito ruins. Esses índices permaneceram estáveis em relação à semana anterior.

Prêmios e Câmbio

Na segunda-feira, os preços FOB da soja caíram nos portos brasileiros. Apesar da melhoria nos prêmios – reflexo da lentidão nas vendas pelos produtores -, a queda acentuada dos contratos futuros em Chicago pressionou os preços. A atividade comercial continuou restrita.

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Os prêmios de exportação da soja para agosto estavam entre +50 e +60 centavos de dólar sobre Chicago no final da segunda-feira no Porto de Paranaguá. Para setembro de 2024, o prêmio variava de +100 a +140. Para fevereiro de 2025, os prêmios estavam entre -5 e +10 pontos, conforme dados de Safras & Mercado.

O preço FOB (flat price) para agosto variou entre US$ 414,50 e US$ 418,10 por tonelada na segunda-feira. No dia anterior, as cotações oscilaram entre US$ 424,40 e US$ 426,20.

Indicadores Financeiros

O dólar comercial opera em baixa de 0,23%, cotado a R$ 5,4318. O dollar index (DXY) sobe 0,03%, a 104,23 pontos.

As principais bolsas da Ásia fecharam mistas: Xangai (+0,08%) e Tóquio (+0,20%). Na Europa, as principais bolsas operam em baixa: Paris (-0,84%), Frankfurt (-0,66%) e Londres (-0,51%).

O petróleo registra forte baixa, com o WTI para agosto recuando 1,77%, a US$ 80,46 por barril.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

Agronegócio movimentou R$ 45,6 bilhões no primeiro semestre

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O agronegócio de Minas Gerais movimentou R$ 45,6 bilhões com as vendas ao exterior no primeiro semestre de 2026. Com 8,46 milhões de toneladas enviadas a 166 países, o estado manteve a terceira posição entre os maiores exportadores do agro brasileiro, atrás apenas de Mato Grosso e São Paulo.

Os dados foram divulgados no Informativo Conjuntural de julho, publicado pela Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG), com base nos registros do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Os valores foram convertidos pela cotação de R$ 5,09.

Minas Gerais respondeu por 10,3% das exportações brasileiras do agronegócio entre janeiro e junho. O setor também gerou 40,9% de toda a receita obtida pelo estado com as vendas internacionais, demonstrando a importância das atividades rurais para a economia mineira.

A China permaneceu como o principal destino dos produtos agropecuários do estado. Na sequência aparecem Estados Unidos, Alemanha, Itália e Japão. A presença em mercados com diferentes perfis de consumo reduz a dependência de um único comprador e amplia as possibilidades de comercialização para produtores, cooperativas e agroindústrias.

O café continuou como o principal produto da pauta. As vendas somaram R$ 22,9 bilhões e representaram 50,1% de toda a receita do agronegócio mineiro no exterior. Foram embarcadas aproximadamente 10,8 milhões de sacas de 60 quilos no semestre.

O preço médio do café exportado aumentou 4,2% na comparação com o primeiro semestre de 2025. Convertida para a moeda brasileira, a média passou de aproximadamente R$ 2.034 para R$ 2.119 por saca. Essa referência corresponde ao valor do produto embarcado e não ao preço pago diretamente ao cafeicultor.

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A valorização ajudou a sustentar a receita em um período de menor disponibilidade do grão. O volume exportado diminuiu 21,6%, depois dos elevados embarques realizados nos ciclos anteriores e dos efeitos do clima sobre a produção e os estoques.

A perspectiva para os próximos meses é favorecida pela entrada da safra de 2026. A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima que o Brasil possa colher 66,2 milhões de sacas, crescimento de 17,1% sobre o ciclo anterior.

Minas Gerais, maior produtor nacional de café, deverá ter participação decisiva nesse avanço. A bienalidade positiva do arábica, a ampliação da área em produção e a recuperação esperada da produtividade podem aumentar a disponibilidade do grão para o mercado interno e para as vendas internacionais.

A soja foi o segundo principal grupo da pauta e apresentou crescimento. As exportações de grão, farelo e óleo movimentaram R$ 10,9 bilhões, alta de 10,2%. O volume chegou a 5,01 milhões de toneladas, avanço de 2,5%.

O resultado do complexo soja mostra que Minas Gerais também amplia sua participação na comercialização de produtos processados. A produção de farelo e óleo agrega valor ao grão, movimenta as indústrias de esmagamento e atende às cadeias de ração animal e biodiesel.

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As carnes também avançaram. Os embarques renderam R$ 4,8 bilhões, crescimento de 13,4% em relação ao primeiro semestre do ano passado. O estado vendeu 247,3 mil toneladas, volume 3,7% maior.

O aumento mais expressivo da receita em relação à quantidade indica melhora no valor médio das carnes exportadas. O movimento favorece frigoríficos, cooperativas e pecuaristas integrados às cadeias que atendem ao mercado internacional.

O complexo sucroalcooleiro, formado principalmente por açúcar e etanol, movimentou R$ 2,7 bilhões, enquanto os produtos florestais renderam R$ 2,6 bilhões. Juntos, café, soja, carnes, produtos sucroalcooleiros e produtos florestais responderam por 96,2% das vendas externas do agronegócio mineiro.

Produtos tradicionais e de maior valor agregado também conquistaram espaço. Queijos, doce de leite, cachaça e doces mineiros movimentaram cerca de R$ 49,4 milhões no semestre. Embora tenham participação menor na pauta, esses produtos abrem oportunidades para pequenas e médias agroindústrias que trabalham com origem, qualidade, tradição e indicação geográfica.

Na comparação com o primeiro semestre de 2025, a receita total das exportações do agro mineiro recuou 9,6% e o volume diminuiu 3%. Ainda assim, o crescimento da soja e das carnes, a valorização média do café e a presença em 166 mercados mantiveram Minas Gerais entre as principais forças do agronegócio exportador brasileiro.

Fonte: Pensar Agro

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