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Mercado de Trigo no Brasil Enfrenta Incertezas com Plantio no Foco

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O mercado brasileiro de trigo enfrenta um momento de lentidão nas negociações. De acordo com Elcio Bento, analista da Safras & Mercado, a combinação de preços internacionais mais fracos e um dólar buscando estabilidade abaixo de R$ 5,50 fez com que os compradores recalculassem a paridade de importação e diminuíssem suas ofertas.

“As indicações estão abaixo da média de preços esperada pelos produtores. Com pouco trigo disponível da safra antiga e incertezas sobre as lavouras do norte do estado, que colhem mais cedo, os produtores estão relutantes em reduzir suas exigências de preço”, explicou Bento.

Situação no Paraná

No Paraná, o Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, informou em seu relatório semanal que o plantio da safra 2023/24 de trigo atingiu 99% da área estimada de 1,153 milhão de hectares, um número 19% menor que os 1,415 milhão de hectares cultivados em 2023.

Segundo

o Deral, 67% das lavouras apresentam boas condições, 23% estão em situação média e 10% em condições ruins. As fases do desenvolvimento do trigo no estado incluem germinação (3%), crescimento vegetativo (65%), floração (25%) e frutificação (7%). Comparado com o dia 24 de junho, o plantio estava em 96% da área, com 67% das lavouras em boas condições, 24% em situação média e 9% ruins, nas fases de germinação (4%), crescimento vegetativo (71%), floração (23%) e frutificação (2%).

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Condições no Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, o plantio de trigo atingiu 82% da área. Segundo a Emater/RS, na semana anterior, esse número era de 69%. Em igual período do ano passado, o plantio estava em 88%, enquanto a média das últimas cinco temporadas é de 90%. A estimativa inicial da safra 2024 é de 1,312 milhão de hectares.

Panorama na Argentina

Na Argentina, o plantio de trigo chegou a 92,9%, de acordo com a Bolsa de Buenos Aires, com a projeção de área estimada em 6,3 milhões de hectares. Na semana anterior, o plantio cobria 85,3% da superfície. No ano passado, foram plantados 5,9 milhões de hectares, enquanto até agora foram semeados 5,853 milhões de hectares.

O Ministério da Economia da Argentina, por meio da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca, divulgou que o plantio de trigo da safra 2024/25 atingiu 86% da área total prevista de 6,309 milhões de hectares. Na semana anterior, a semeadura estava em 80%. No mesmo período da safra passada, o plantio também estava em 86%, cobrindo 5,916 milhões de hectares.

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Esses dados destacam a importância de monitorar de perto as condições de plantio e colheita, além das flutuações do mercado e das políticas de importação/exportação, que impactam diretamente a dinâmica de preços e ofertas no mercado brasileiro de trigo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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