AGRONEGÓCIO

Vendas de etanol crescem 42% na primeira quinzena de fevereiro

Publicado em

Nesse mesmo período, no ano anterior, a quantidade processada foi de 73,18 mil toneladas. No acumulado da safra 2023/2024, a moagem atingiu 646,60 milhões de toneladas, ante 543,21 milhões de toneladas registradas no mesmo período no ciclo 2022/2023 – um avanço de 19,03%.

Operaram na primeira quinzena de fevereiro 15 unidades produtoras na região Centro-Sul, sendo quatro unidades com processamento de cana, oito empresas que fabricam etanol a partir do milho e três usinas flex. No mesmo período, na safra 22/23, operaram 13 unidades produtoras. Ao final da quinzena, uma unidade encerrou a moagem, enquanto no acumulado já se contabilizam 250 unidades. No ciclo anterior, até 16 de fevereiro, 253 usinas haviam terminado com seu período de processamento.

A qualidade da matéria-prima colhida acumulada desde o início da safra até a primeira metade de fevereiro, mensurada em kg de ATR por tonelada de cana-de-açúcar processada, apresentou redução de 1,13% na comparação com o mesmo período do último ciclo agrícola, atingindo 139,54 kg de ATR por tonelada nesta safra.

Produção de açúcar e etanol

A produção de açúcar na primeira metade de fevereiro foi de 27,12 mil toneladas. No acumulado desde 1º de abril, a fabricação do adoçante totaliza 42,16 milhões de toneladas, contra 33,57 milhões de toneladas do ciclo anterior (+25,59%).

Leia Também:  Preços do Etanol Sobem na Segunda Semana de Julho

Na primeira quinzena de fevereiro, 384,98 milhões de litros (+85,44%) de etanol foram fabricados pelas unidades do Centro-Sul. Do volume total produzido, o etanol hidratado alcançou 233,32 milhões de litros (+97,74%), enquanto a produção de etanol anidro totalizou 151,66 milhões de litros (+69,24%). No acumulado desde o início do atual ciclo agrícola até 16 de fevereiro, a fabricação do biocombustível totaliza 32,48 bilhões de litros (+15,53%), sendo 19,46 bilhões de etanol hidratado (+20,54%) e 13,03 bilhões de anidro (+8,78%).

Da produção total de etanol registrada na primeira metade de fevereiro, 93% foram provenientes do milho, cuja produção atingiu 356,17 milhões de litros neste ano, contra 202,67 milhões de litros no mesmo período do ciclo 22/23 – aumento de 75,74%. No acumulado desde o início da safra, a produção de etanol de milho atingiu 5,52 bilhões de litros – expressivo avanço de 43,59% na comparação com igual período do ano passado.

Vendas de etanol

Na primeira quinzena de fevereiro, as vendas de etanol totalizaram 1,30 bilhão de litros, o que representa aumento de 18,83% em relação ao mesmo período da safra 22/23. O volume comercializado de etanol anidro no período foi de 473,43 milhões de litros – retração de 7,20% – enquanto o etanol hidratado registrou venda de 826,82 milhões de litros – crescimento de 41,57%.

Leia Também:  CEPEA: Preço do etanol hidratado cai 6% no mercado paulista

No mercado doméstico, as vendas de etanol hidratado totalizaram 805,52 milhões de litros – variação positiva de 41,30% em relação ao ano passado. A comercialização de etanol anidro, por sua vez, foi de 473,20 milhões de litros – queda de 4,62%. No agregado, o volume comercializado no mercado interno foi de 1,28 bilhão de litros.

No acumulado da safra 23/24, a comercialização de etanol soma 28,24 bilhões de litros, representando um aumento de 9,75%. O hidratado compreende uma venda no volume de 17,09 bilhões de litros (+16,67%), enquanto o anidro de 11,16 bilhões (+0,62%).

Mercado de CBios

Dados da B3, até o dia 23 de fevereiro, indicam a emissão de 6,16 milhões de créditos em 2024. Em posse da parte obrigada do programa RenovaBio há 39,45 milhões de créditos de descarbonização – esse montante já é superior à meta estabelecida para o ano de 2023, de 37,47 milhões de CBios, e cujo prazo de cumprimento se encerra em 31 de março.

Fonte: Unica

Fonte: Portal do Agronegócio

Advertisement

AGRONEGÓCIO

Voto deste domingo pesa no custo e no futuro do agronegócio brasileiro

Published

on

Mais de 158 milhões de brasileiros estão aptos a votar neste domingo (04.10) para escolher os representantes que participarão das decisões sobre crédito, impostos, infraestrutura e condições de produção no País. Para o agronegócio, a eleição coincide com o avanço do plantio da safra de verão e coloca em discussão políticas que interferem diretamente no custo de produzir, na proteção contra perdas e no acesso aos mercados.

A ligação entre a urna e a propriedade rural aparece em decisões concretas. O dinheiro disponível para financiar uma lavoura depende das regras do crédito e das condições oferecidas pelas instituições financeiras. A contratação de seguro pode depender da ajuda pública para pagar a apólice. O escoamento exige estradas conservadas, armazenagem e portos eficientes. A exportação precisa de negociação comercial, defesa sanitária e comprovação de origem.

Essas relações orientam a reportagem de capa da edição de setembro da Revista Pensar Agro. A publicação examina como as escolhas políticas chegam à rotina de produtores, cooperativas, agroindústrias, transportadores e exportadores. Às vésperas da votação, a análise ajuda a avaliar propostas pelo efeito que poderão produzir sobre a atividade econômica.

O financiamento mostra a dimensão dos interesses envolvidos. O Plano Safra 2026/27 prevê R$ 525,1 bilhões para a agricultura empresarial, dos quais R$ 384,9 bilhões destinados a custeio e comercialização. São recursos programados para sustentar despesas que começam meses antes da receita da colheita. Para quem planta, tão importante quanto o montante anunciado é conseguir contratar a tempo, com juros e exigências compatíveis com sua capacidade de pagamento.

Nos dois primeiros meses do ciclo, entre julho e agosto, as contratações somaram R$ 65,7 bilhões, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). As Cédulas de Produto Rural (CPRs) responderam por 49,2% desse total. A participação desses instrumentos evidencia a importância do financiamento privado e amplia o peso das decisões sobre garantias, contratos e segurança jurídica.

O resultado da eleição também terá consequências para os investimentos que ajudam a preservar a margem do produtor. Um armazém permite organizar estoques e escolher melhor o momento da venda. Uma estrada em boas condições reduz dificuldades de transporte. Pesquisa e assistência técnica contribuem para enfrentar pragas, doenças e limitações do solo. São benefícios que exigem continuidade, orçamento e capacidade de execução.

Leia Também:  Mapa Aumenta Fiscalizações no Setor de Importação de Bebidas e Identifica 1.255 Irregularidades

Por isso, a avaliação do eleitor precisa alcançar todos os cargos em disputa. O presidente conduz a administração federal, propõe o Orçamento e define prioridades para a política agrícola e as negociações internacionais. Deputados e senadores votam leis, analisam os recursos e fiscalizam o Executivo. Governadores e assembleias estaduais participam de decisões sobre rodovias, segurança rural, defesa sanitária, tributação e serviços ambientais.

A disputa presidencial concentra atenção, mas o Congresso eleito terá influência sobre regras que podem atravessar várias safras. Toda a Câmara dos Deputados será renovada, assim como dois terços do Senado. Cada eleitor poderá escolher dois senadores, além dos representantes para os demais cargos. A composição dessas bancadas será relevante para transformar compromissos de campanha em medidas efetivas.

Na leitura das propostas, importa identificar como serão executadas. Ampliar crédito exige indicar recursos e condições de acesso. Prometer obras pressupõe planejamento, financiamento e fiscalização. Simplificar procedimentos requer preservar critérios técnicos e oferecer prazos claros. Abrir mercados depende de trabalho diplomático, qualidade dos produtos e confiança nos controles brasileiros.

A reportagem da revista acompanha essas escolhas sem reduzir o agronegócio a uma única demanda. O setor reúne atividades, regiões e produtores com necessidades diferentes. Uma medida que favoreça a indústria pode pressionar o preço da matéria-prima; outra que estimule exportações precisa considerar logística e abastecimento. Avaliar esses efeitos ajuda a separar propostas consistentes de soluções que transferem o problema de um elo para outro.

O PODER DO VOTO

Na opinião do presidente do Instituto do Agronegócio (IA) e da Federação dos Engenheiros Agrônomos de Mato Grosso (Feagro-MT) , o produtor conhece o peso de uma decisão porque trabalha com dinheiro comprometido muito antes de receber pela produção. Quando vai às urnas, precisa levar essa mesma responsabilidade.

“As decisões do poder público entram na conta da propriedade: no custo do financiamento, na disponibilidade do seguro, na estrada por onde passa a colheita e nas condições de acesso aos mercados. A importância desta eleição está também na escolha de quem terá a responsabilidade de administrar recursos, estabelecer regras e acompanhar sua execução. Tudo isso afeta a capacidade de produzir, investir e manter empregos”, explica Isan

Leia Também:  Preços do Etanol Sobem na Segunda Semana de Julho

“O agronegócio precisa de planejamento que dure mais do que uma safra. Pesquisa, armazenagem, irrigação, defesa sanitária e infraestrutura exigem investimentos contínuos, com objetivos claros e resultados acompanhados. Não adianta anunciar crédito se o recurso não chega durante a janela de plantio, nem aprovar uma obra que permanece anos sem conclusão”.

“Precisamos de instituições capazes de transformar orçamento em serviço e de regras que permitam ao produtor cumprir suas obrigações sem ficar preso à demora e à insegurança. Essa qualidade da gestão pública interessa tanto a quem produz quanto a quem depende do abastecimento”, diz o presidente do IA.

“A responsabilidade com o voto deve continuar depois da eleição. Cabe ao setor acompanhar os orçamentos, cobrar a execução das políticas e apresentar suas necessidades com dados e propostas consistentes. Uma dificuldade na propriedade pode repercutir na cooperativa, na indústria, no transporte e no comércio. Da mesma forma, uma política bem executada pode ampliar oportunidades em toda essa cadeia. O compromisso que esperamos do poder público é criar condições para que o trabalho no campo tenha continuidade, que os investimentos sejam viáveis e que o crescimento da produção gere renda e benefícios para a sociedade”, completa Tezende.

Neste domingo, a votação ocorrerá das 8 às 17 horas, pelo horário de Brasília. A ordem na urna será deputado federal, deputado estadual ou distrital, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente. São escolhas feitas em poucos minutos, com consequências que acompanharão a produção por anos.

Você lê a versão em português clicando aqui.

You can read the English version by clicking here.

Fonte: Pensar Agro

Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA