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Emater-MG e Amipa se associam para levantamento de dados sobre o uso do controle biológico de pragas

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A Emater-MG e a Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa) fecharam uma parceria, nesta quinta-feira (dia 4 de julho), em Patos de Minas (Alto Paranaíba) para a divulgação de práticas agrícolas sustentáveis e a pesquisa sobre o uso do controle biológico de pragas nas lavouras mineiras. A solenidade ocorreu durante o Dia de Campo da Amipa, realizado na Fazenda Experimental da associação e considerado um dos principais eventos da cotonicultura em Minas Gerais.

O acordo foi assinado pelo diretor-presidente da Emater-MG Otávio Maia, o presidente da Amipa Daniel Bruxel e o vice-presidente da associação, Inácio Carlos Urban. O documento prevê a realização de visitas técnicas junto aos produtores de algodão para o levantamento de dados relativos a ganhos de sustentabilidade nas propriedades usuárias da técnica do controle biológico.

“A Amipa tem um trabalho muito bom na área de sustentabilidade das lavouras de algodão e possui uma biofábrica (localizada em Uberlândia), onde são produzidos insetos, que são inimigos naturais das principais pragas do algodão e de outras culturas A associação buscou o auxílio da Emater-MG para validar os benefícios dessa tecnologia, nas propriedades de algodão de Minas Gerais”, explica o diretor Técnico da Emater-MG, Gelson Soares.

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Controle biológico

A Emater-MG e a Amipa vão desenvolver uma metodologia conjunta para verificar se as propriedades que utilizam o controle biológico são mais sustentáveis e econômicas. “Hoje atingimos 80 mil hectares de área tratada com inimigos naturais, que continuarão se expandindo. E notamos que o produtor diminui muito o uso de defensivo agrícolas, principalmente inseticidas. Além disso, os plásticos deixam de ir para a lavoura; há redução do consumo de óleo diesel, pois não precisa trator, e outros benefícios secundários. Temos alguns números desse trabalho que não são creditados e por isso que nós escolhemos a Emater para verificar e aferir esses dados”, explica o diretor executivo da Amipa, Lício Sairre.

De acordo com o diretor da Amipa, a Emater-MG é uma instituição séria, com credibilidade e presença em vários municípios. “Nós percebemos que a Emater-MG tem expertise para fazer esse trabalho, pois ela faz o diagnóstico e a aferição para certificação das fazendas. Então a Emater-MG surgiu como um parceiro natural e esperamos ter bastante sucesso nesse projeto”.

Safra de algodão

A Associação Mineira dos Produtores de Algodão (Amipa) é uma entidade civil, sem fins econômicos, que se dedica há mais de duas décadas à promoção e ao fortalecimento da cotonicultura sustentável em Minas Gerais e ao apoio aos seus produtores associados na evolução dos empreendimentos algodoeiros. Em 2024, segundo a associação, a produção de algodão será de 3,5 milhões de toneladas, um aumento de 12,2% em relação à safra anterior.

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Em maio, o Brasil registrou um aumento expressivo em suas exportações de algodão, com um volume total de 229,4 mil toneladas, gerando uma receita de US$ 488 milhões. Esses números representam um crescimento de 280% em comparação com o mesmo período do ano anterior. Já o preço médio por tonelada de algodão vendida teve um incremento de 6,1%, em relação a 2023. Em Minas Gerais, a área plantada foi de 32.106 mil por hectares (24,21% maior que a área plantada em comparação com a safra anterior) e a produção total de fibra de algodão projetada é de 65 mil toneladas.

Fonte: Assessoria de Comunicação – Emater-MG

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safra de café em Minas Gerais avança com expectativa de recuperação produtiva e pressão nos preços

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A safra de café 2026 em Minas Gerais avança com perspectiva de recuperação produtiva e melhora na qualidade dos grãos, segundo novo levantamento divulgado pelo Sistema Faemg Senar. Apesar do cenário mais positivo no campo, produtores seguem cautelosos diante da volatilidade do mercado internacional, da pressão sazonal da colheita e das incertezas climáticas para os próximos meses.

De acordo com o informativo de mercado do café referente a maio de 2026, a safra mineira está na fase preparatória para a colheita, embora algumas regiões já apresentem trabalhos bastante avançados.

Colheita de café avança no Cerrado Mineiro e Matas de Minas

Segundo os relatos de campo apresentados no levantamento, regiões como Matas de Minas e Cerrado Mineiro já registram avanço significativo da colheita devido à altitude, utilização de variedades mais precoces e aplicação de maturadores.

A expectativa do setor é de uma safra maior em relação ao ciclo anterior, com recuperação da produtividade e melhora na qualidade física dos grãos.

Os técnicos apontam que os cafés apresentam peneira maior e melhor formação, cenário que pode favorecer o rendimento industrial e ampliar o potencial para produção de cafés especiais em Minas Gerais.

Mercado futuro do café oscila com expectativa de maior oferta brasileira

No mercado internacional, os contratos futuros do café arábica negociados na ICE Futures US registraram forte volatilidade durante abril.

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Segundo o relatório, o movimento refletiu ajustes técnicos provocados pela expectativa de avanço da colheita brasileira — fator considerado baixista — ao mesmo tempo em que preocupações climáticas e estoques globais ainda apertados ofereceram sustentação às cotações.

A média mensal do contrato maio/2026 ficou em US$ 3,00 por libra-peso, equivalente a aproximadamente R$ 1.996,70 por saca, retração de 3% frente ao mês anterior.

Mesmo com expectativa de safra maior no Brasil, o mercado ainda não trabalha com cenário confortável de oferta global, o que mantém a volatilidade elevada nas negociações internacionais.

Mercado físico do café em Minas Gerais registra queda nos preços

No mercado físico brasileiro, os preços também recuaram em abril, embora as negociações tenham permanecido relativamente sustentadas pela postura cautelosa dos produtores.

Segundo o levantamento, muitos cafeicultores seguem segurando parte das vendas à espera de preços mais atrativos.

O indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada para café arábica tipo 6 bebida dura registrou média mensal de R$ 1.811,90 por saca, queda de 6,3% no período.

Entre as regiões produtoras de Minas Gerais, todas encerraram abril em baixa:

  • Montanhas de Minas: queda de 7,2%, com média de R$ 1.685,50/sc;
  • Chapada de Minas: retração de 2,8%, média de R$ 1.735,00/sc;
  • Cerrado Mineiro: média de R$ 1.871,40/sc, queda de 4,5%;
  • Sul de Minas: média de R$ 1.861,60/sc, baixa de 5,6%.
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Clima e risco de geadas seguem no radar do setor cafeeiro

As condições climáticas continuam sendo um dos principais fatores de atenção para os produtores de café em Minas Gerais.

O relatório aponta que maio marca a transição entre o período úmido e o seco nas regiões cafeeiras do estado, com redução gradual das chuvas e temperaturas ainda acima da média.

No entanto, a entrada de frentes frias aumenta o risco de ocorrência de geadas, especialmente nas áreas produtoras de café arábica.

O setor acompanha de perto a evolução do clima, já que eventuais episódios de frio intenso podem afetar a produtividade e a qualidade das lavouras durante a fase de colheita e desenvolvimento final da safra.

Especialistas recomendam que os produtores monitorem simultaneamente o mercado físico, os contratos futuros e as previsões meteorológicas para melhorar a gestão comercial e reduzir riscos diante da volatilidade atual do setor cafeeiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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