AGRONEGÓCIO

Plantio de Trigo no Rio Grande do Sul Avança 69% da Área Projetada

Publicado em

No Rio Grande do Sul, o plantio de trigo avançou nos últimos dias e já atinge 69% da área projetada, que é de 1.312.488 hectares, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (04/07). Em algumas regiões, a umidade relativa do ar e do solo tem atrasado o progresso, mas nas áreas sem chuvas, o avanço foi mais significativo. A perspectiva é de que o plantio seja concluído dentro do período definido pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc).

As baixas temperaturas atuais são benéficas para o potencial produtivo do trigo, favorecendo a sanidade das lavouras e reduzindo a incidência de pragas e doenças. Em muitas áreas, foram iniciadas aplicações preventivas contra doenças foliares, e em algumas foi necessário um segundo manejo químico para controle de plantas invasoras.

Outras Culturas em Destaque

Aveia Branca

Com uma área de cultivo estimada em 365.590 hectares para a safra 2024, o plantio da aveia branca foi concluído, apesar dos atrasos devido às chuvas. Em Frederico Westphalen, cerca de 70% das plantações estão nos estádios de germinação e desenvolvimento vegetativo, 20% em florescimento, e 10% em enchimento de grãos. A infestação de pulgões diminuiu, mas a ferrugem ainda preocupa.

Leia Também:  Dólar ganha fôlego frente ao real com expectativa por dados de emprego dos EUA
Canola

A safra de canola no RS está projetada para 134.975 hectares. Na região de Bagé, apenas 25% da área foi plantada devido às chuvas. Em Santa Maria, o plantio é incentivado pelas cooperativas e o mercado favorável, com 90% da área prevista já implantada.

Cevada

A projeção inicial de cultivo da cevada é de 34.429 hectares. Em Erechim, 80% da área de 12.460 hectares está plantada e em fases de emergência e crescimento vegetativo. A expectativa de preço é 15% superior ao do trigo, que está em torno de R$ 75,00 por saca de 60 kg.

Culturas de Verão

Soja

Com uma área cultivada de 6.681.716 hectares, a soja tem uma média estadual de produtividade de 2.923 kg/ha. Geadas recentes ajudaram na eliminação de plantas espontâneas, reduzindo a necessidade de herbicidas.

Milho

A colheita de milho está praticamente encerrada no Estado. Os produtores aguardam detalhes do Plano Safra 2024/2025 para planejar os projetos de custeio das lavouras.

Olerícolas e Frutícolas

Batata

Em Passo Fundo, 70% dos 600 hectares de batata foram colhidos, mas a qualidade está baixa devido ao excesso de chuvas, resultando em uma queda de 40% na produção.

Leia Também:  Brasil encerra safra recorde de algodão e inicia novo ciclo com custos menores e mercado pressionado
Beterraba

Em Lajeado, a safra de beterraba apresenta boa qualidade, com produção escalonada para garantir colheitas contínuas.

Cebola

O cultivo de cebola está começando, com problemas de bacteriose devido às chuvas. A expectativa é de um aumento na área de cultivo em relação ao ano passado.

Pêssego

Em Caxias do Sul, os persicultores estão finalizando a preparação para novos pomares e realizando tratamentos preventivos para podridão-parda.

Oliva

Em Bagé, os olivais estão em boas condições sanitárias devido a tratamentos preventivos com fungicidas. A aplicação de fertilizantes será retomada em agosto para estimular a brotação e a fixação de flores.

Estas culturas refletem a resiliência e a adaptação dos produtores gaúchos às condições climáticas, buscando maximizar a produtividade e a qualidade das colheitas.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

AGRONEGÓCIO

Exportações do agronegócio de Minas Gerais alcançam US$ 5,8 bilhões e mantêm estado entre líderes nacionais

Published

on

As exportações do agronegócio de Minas Gerais somaram US$ 5,8 bilhões entre janeiro e abril de 2026, consolidando o estado entre os três maiores exportadores do setor no Brasil. No período, foram embarcadas 4,8 milhões de toneladas de produtos agropecuários para mais de 160 países.

Apesar da retração de 11,9% no valor exportado e de 9,3% no volume em comparação ao mesmo período de 2025, Minas Gerais respondeu por 10,6% das exportações do agronegócio brasileiro, mantendo posição de destaque no comércio exterior nacional.

Segundo análise da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), a redução está concentrada em segmentos específicos de grande representatividade, especialmente café e complexo sucroalcooleiro, enquanto diversas outras cadeias produtivas apresentaram crescimento.

Diversificação fortalece desempenho do agro mineiro

De acordo com a assessora técnica da Seapa, Manoela Teixeira, o resultado evidencia o avanço da diversificação das exportações do estado.

Segmentos como carnes, sementes, algodão, papel, animais vivos, couros, frutas e bebidas registraram desempenho positivo, contribuindo para ampliar a presença de Minas Gerais em diferentes mercados internacionais.

O estado também mantém liderança em importantes cadeias exportadoras. No primeiro quadrimestre, Minas respondeu por:

  • 71% das exportações brasileiras de café;
  • 30,5% dos produtos apícolas;
  • 20,4% dos lácteos;
  • 12,8% das rações para animais;
  • 11,9% dos produtos hortícolas, leguminosas, raízes e tubérculos.

Ao todo, mais de 500 produtos diferentes foram comercializados no mercado internacional durante o período.

Café continua liderando exportações

O café permaneceu como principal produto da pauta exportadora mineira, gerando receita de US$ 3,2 bilhões.

Foram embarcadas aproximadamente 7,4 milhões de sacas ao exterior, porém o segmento registrou retração de 17,5% em valor e de 26% em volume na comparação com o primeiro quadrimestre do ano anterior.

Leia Também:  Complexo industrial em Rio Grande dobra capacidade de produção de fertilizantes em celebração aos 50 anos de atividade

Mesmo com a queda, o produto continua sendo o principal responsável pelo desempenho do agronegócio estadual e pela forte presença mineira no comércio internacional.

Complexo soja mantém segunda posição

O complexo soja, formado por grãos, farelo e óleo, ocupou a segunda colocação entre os produtos mais exportados pelo estado.

As vendas externas totalizaram US$ 1,14 bilhão, com embarques de 2,71 milhões de toneladas.

Em relação ao mesmo período de 2025, houve redução de 2,8% na receita e de 8,9% no volume exportado.

Carnes lideram crescimento entre os principais setores

O grande destaque positivo do quadrimestre foi o segmento de carnes bovina, suína e de frango.

As exportações do setor alcançaram US$ 576,7 milhões e 160 mil toneladas, representando crescimento de 8,2% em valor e de 0,7% em volume.

A valorização da carne bovina no mercado internacional foi um dos principais fatores responsáveis pelo avanço da receita, reforçando a importância do segmento na pauta exportadora mineira.

Complexo sucroalcooleiro registra retração

As exportações do complexo sucroalcooleiro somaram US$ 268,7 milhões entre janeiro e abril.

O resultado representa queda de 22,9% na receita e recuo de 2,7% no volume embarcado em comparação ao mesmo período do ano passado.

A redução do valor médio da tonelada exportada foi um dos fatores que mais contribuíram para o desempenho negativo do setor.

União Europeia permanece principal destino

A União Europeia consolidou-se como o principal mercado para os produtos do agronegócio mineiro.

O bloco econômico importou US$ 1,7 bilhão em produtos do estado no primeiro quadrimestre, equivalente a 29,6% de toda a pauta exportadora do agro mineiro.

Leia Também:  Governo publica hoje nova MP, mas ainda não tem posição sobre descontos de dívidas do RS

Na comparação anual, houve queda moderada de 2,9% no valor e de 2,5% no volume embarcado.

O café continua dominando as vendas para o mercado europeu, representando 94,4% do valor exportado ao bloco.

Por outro lado, alguns segmentos vêm ampliando sua participação. Os produtos florestais registraram crescimento de 42,8% na receita, enquanto as exportações de carnes mais que dobraram, indicando oportunidades de diversificação e agregação de valor.

Mercosul amplia volume importado

Os países do Mercosul — Argentina, Uruguai, Paraguai e Bolívia — adquiriram US$ 82 milhões em produtos do agronegócio mineiro no período.

Embora a receita tenha recuado 2,1%, o volume exportado cresceu 10,1%, refletindo ajustes nos preços médios dos produtos comercializados.

A Argentina respondeu por 63,2% das compras do bloco, seguida por Uruguai, Paraguai e Bolívia.

Diferentemente da União Europeia, a pauta exportadora para o Mercosul apresenta maior diversidade. O café representa 38,3% das vendas, seguido por cacau e derivados, carnes, produtos vegetais, hortaliças, tubérculos, produtos florestais e alimentos processados.

Essa característica amplia as oportunidades para a indústria agroalimentar mineira, especialmente em segmentos de maior valor agregado, como bebidas, chocolates, lácteos e cafés especiais.

Perspectiva

Mesmo diante da retração observada no primeiro quadrimestre, Minas Gerais mantém posição estratégica no comércio exterior do agronegócio brasileiro. A força do café, o avanço das exportações de carnes e a crescente diversificação da pauta exportadora reforçam a competitividade do estado e ampliam as oportunidades de crescimento em mercados internacionais cada vez mais exigentes.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA