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Café Especial do Norte Pioneiro do Paraná Brilha na Expo Café Chile

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Pela primeira vez, café especial com Indicação Geográfica (IG), produzido por mulheres do norte pioneiro do Paraná, será destaque na Expo Café Chile, em Santiago, nos dias 13 e 14 de julho. Os grãos, cultivados com alta qualidade no sítio Nossa Senhora Aparecida, em Pinhalão, serão apresentados no estande da embaixada brasileira durante o evento.

Valorização e Reconhecimento Internacional

Rafaela Mazzottini Silva, motivada pela paixão pelo café especial e pelo apoio do marido Jonas Aparecido da Silva, representará o grupo de mulheres cafeicultoras do distrito de Lavrinha. “É uma grande oportunidade levar nosso café para fora do país. A IG trouxe valor significativo para nossa propriedade e mudou nossas vidas”, afirma Rafaela, destacando a valorização do produto, que hoje é vendido com reconhecimento no mercado.

Participação e Crescimento

Claudionira Inocência de Souza, coordenadora do grupo das mulheres do café de Matão, em Tomazina, também estará presente na feira. Ela enfatiza o crescimento do projeto Mulheres do Café desde sua criação em 2013, que agora conta com cerca de 150 cafeicultoras na região. A Associação de Produtores e Produtoras de Cafés Especiais do Matão (Approcem), formalizada em 2014, agregou ainda mais força ao grupo.

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Impacto da Indicação Geográfica

A participação na Expo Café Chile não só amplia oportunidades comerciais, mas também valoriza o trabalho das mulheres cafeicultoras do norte pioneiro. “Para nós, da agricultura familiar, ter esse reconhecimento é extremamente gratificante. Transforma nossas vidas e fortalece nossa região”, ressalta Claudionira.

Projeção Internacional e Expectativas Futuras

Além dos cafés do norte pioneiro do Paraná, o estande brasileiro na Expo Café Chile também apresentará grãos de São Paulo, Minas Gerais e Rondônia. Para Odemir Capello, consultor do Sebrae/PR, a participação no evento é uma oportunidade de promover os cafés com IG e atrair novos compradores tanto no Brasil quanto no exterior, impulsionando o desenvolvimento regional.

Essa participação não apenas celebra a qualidade dos cafés especiais produzidos por mulheres, mas também fortalece o reconhecimento internacional do norte pioneiro do Paraná como uma importante região produtora de café de alta qualidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Certificação da lã gaúcha avança com atualização técnica e reforço na rastreabilidade do setor ovino

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A cadeia produtiva da ovinocultura gaúcha segue investindo em qualidade, rastreabilidade e padronização para fortalecer a competitividade da lã brasileira no mercado. A Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco) promoveu uma atualização técnica com as comparsas certificadas pelo Programa de Certificação da Lã Gaúcha, reunindo equipes responsáveis pela esquila, classificação e certificação da produção.

O treinamento teve como objetivo alinhar procedimentos técnicos, reforçar os protocolos de qualidade exigidos pelo mercado e ampliar a capacitação dos profissionais que atuam diretamente no processo de certificação da lã no Rio Grande do Sul.

As comparsas são grupos especializados em esquila de ovinos e desempenham papel estratégico na manutenção da qualidade do velo, desde a propriedade rural até a comercialização final da produção.

Programa reforça auditoria permanente e controle da qualidade da lã

A atualização técnica foi conduzida pelo especialista Daniel Duarte, profissional com 25 anos de experiência na certificação da lã uruguaia e integrante do programa desde o início das atividades na Fronteira Oeste gaúcha.

Segundo o responsável pelo Programa de Certificação da Lã da Arco, Sérgio Muñoz, a escolha do instrutor considerou a experiência prática acumulada ao longo de décadas de atuação no setor.

“Trouxemos o Daniel como instrutor porque ele é uma referência em termos de trabalho e profissionalismo”, destacou.

Atualmente, 13 comparsas estão credenciadas para utilizar o selo da lã gaúcha, após validação técnica e cumprimento dos protocolos estabelecidos pela entidade. Conforme Muñoz, todas as equipes passam por auditorias permanentes para garantir a qualidade do serviço prestado.

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O sistema de certificação permite identificar cada lote produzido, assegurando rastreabilidade completa e acompanhamento contínuo da produção.

“Essas comparsas estão permanentemente sendo auditadas”, afirmou o gestor.

Compradores internacionais ajudam a validar padrão de qualidade

De acordo com a Arco, o retorno dos compradores de lã é um dos principais instrumentos de avaliação do programa de certificação. O acompanhamento da qualidade ocorre desde a origem da produção até o destino final da fibra comercializada.

“Quem nos dá principalmente o subsídio do trabalho, se está sendo bem feito ou não, são os compradores de lã”, ressaltou Muñoz.

O encontro também contou com a participação de representantes de empresas uruguaias compradoras de lã, que acompanharam de perto o modelo de certificação desenvolvido no Rio Grande do Sul.

Para a entidade, a presença internacional reforça o reconhecimento do mercado externo ao padrão de qualidade adotado pela ovinocultura gaúcha.

“As principais empresas compradoras de lã do Uruguai estiveram presentes no evento para ver a importância que estão dando ao nosso trabalho”, acrescentou.

Capacitação reforça exigências da indústria para lã limpa e rastreável

Além dos procedimentos de classificação e certificação, o treinamento abordou o correto preenchimento dos romanês — documentos que acompanham a lã certificada desde a propriedade rural até o destino final da carga.

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O objetivo foi reforçar a importância da emissão adequada das informações para garantir rastreabilidade, transparência e segurança comercial.

Segundo Daniel Duarte, a capacitação também esclareceu dúvidas técnicas relacionadas à preparação do velo dentro dos padrões exigidos pela indústria têxtil.

“Desde temas de barrigas, desbordes, velos A, velos B e velos inferiores, foram muitas perguntas a respeito, mas foi muito bom porque a indústria hoje exige tudo isso e exige o velo limpo”, explicou o instrutor.

Setor aponta necessidade de ampliar número de profissionais especializados

Durante o encontro, a Arco também alertou para a necessidade de ampliar a oferta de mão de obra especializada em algumas regiões do Estado. Áreas como a região das Missões já apresentam demanda crescente por comparsas capacitadas para atender a expansão da atividade ovina.

“Precisamos de mais comparsas. Existem regiões com bastante ovelha que estão desabastecidas”, afirmou Muñoz.

Para enfrentar o desafio, cursos de formação vêm sendo realizados em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), buscando ampliar o número de profissionais qualificados para atuar na certificação e manejo da lã gaúcha.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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