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Atenção! Evento adiado! Prefeitura de Cuiabá implanta totens que ‘conversam’ com mulheres sozinhas em pontos de ônibus; Projeto Abrigo Amigo será lançado dia 19, às 19h

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Atualização em 19/12, às 13h50:

Atenção! O evento será transferido para a próxima semana em razão de adversidades de ordem técnicas. A nova data será divulgada em breve.

Nesta quinta-feira (19), às 19h, a Prefeitura de Cuiabá realizará o lançamento do projeto Abrigo Amigo, uma iniciativa pioneira no Centro-Oeste, desenvolvida em parceria entre a Secretaria de Mobilidade Urbana e a Secretaria da Mulher. O evento contará com a presença do prefeito Emanuel Pinheiro e da primeira-dama Márcia Pinheiro.

O Abrigo Amigo, projetado pela empresa Eletromídia, incorpora tecnologia avançada e visa oferecer maior segurança às mulheres nos pontos de ônibus. Além de exibir campanhas educativas e de conscientização criadas pela Secretaria da Mulher, os abrigos contam com totens equipados com uma central de atendimento remoto. Esse recurso permite que mulheres, ao se sentirem vulneráveis, acionem o serviço para obter suporte imediato. O atendimento é realizado por profissionais especializados, localizados em São Paulo, e funciona das 20h às 5h.

A primeira unidade do projeto será instalada na Avenida Getúlio Vargas, nas proximidades da Praça Santos Dumont. Ao acionar o totem, qualquer pessoa em situação de insegurança poderá se conectar automaticamente com uma atendente capacitada, que oferecerá apoio e orientação até o embarque no transporte público. Os dispositivos também são equipados com sensores e câmeras para monitoramento em tempo real, permitindo o acionamento imediato das forças de segurança em casos de emergência.

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Caso uma situação de risco ou violência seja identificada, a atendente poderá acionar diretamente o Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), garantindo uma resposta rápida e eficaz. O projeto é viabilizado por meio de um termo de parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Estado.

Essa iniciativa integra o programa de Parceria Público-Privada (PPP) com o Consórcio CS Mobi, que inclui a modernização do mobiliário urbano, requalificação de vias e o estacionamento rotativo. Ao todo, serão licenciados 20 abrigos do tipo na capital, ampliando a rede de proteção às mulheres e combatendo a importunação sexual no transporte público.

Legislação

A gestão de Emanuel Pinheiro tem se destacado pelo fortalecimento de políticas públicas em defesa das mulheres. Em 2021, foi sancionada a Lei nº 6.643/2021, que institui ações de combate a delitos sexuais no transporte público. Essa legislação busca conscientizar as vítimas e a população sobre a gravidade do problema, além de incentivar a denúncia.
Outro marco importante é a Lei da Parada Segura, que permite o desembarque de mulheres em locais mais próximos de seus destinos, a partir das 21h, em áreas de risco.

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Números relevantes

Diariamente, cerca de 320 coletivos atendem 220 mil pessoas em Cuiabá, sendo 60% do público composto por mulheres. A cidade possui 2,2 mil pontos de embarque e desembarque, incluindo três estações climatizadas: Bispo Dom José, Alencastro e Ipiranga.

Serviço:

Qual a pauta? Instalação do Abrigo Amigo

Onde? Avenida Getúlio Vargas (pouco antes da Praça Santos Dumont)

Data? 19/12 (Quinta-feira)

Horário? 18h30

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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Produção recorde de leite impulsiona digitalização e novas estratégias no setor de laticínios

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O setor de laticínios brasileiro atravessa um novo ciclo de expansão, impulsionado pelo avanço da produção de leite e pela crescente demanda por alimentos frescos. Dados do IBGE apontam que a aquisição de leite cru alcançou 27,51 bilhões de litros em 2025, volume recorde da série histórica e 8,5% superior ao registrado no ano anterior. Apenas no quarto trimestre, foram captados 7,36 bilhões de litros, alta anual de 8,6%.

O crescimento reforça o potencial competitivo da cadeia leiteira nacional, mas também amplia os desafios logísticos e operacionais do setor. Com um produto altamente perecível, a eficiência na distribuição se torna fator decisivo para evitar perdas, garantir qualidade e equilibrar produção e consumo.

Cadeia do leite enfrenta desafios com aumento da oferta

Ao contrário de outras categorias alimentícias, o leite exige uma operação logística extremamente sincronizada. Oscilações entre oferta e demanda podem gerar desperdícios significativos, seja pela falta de produtos em períodos de maior consumo ou pelo descarte causado pelo excesso de produção.

Além disso, o comportamento do consumidor brasileiro também vem mudando. A busca por produtos mais naturais, frescos e com origem conhecida impulsiona modelos de comercialização mais diretos.

Pesquisa “Do prato ao copo”, realizada pela MindMiners, mostra que 33% dos brasileiros afirmam consumir mais alimentos naturais ou in natura, enquanto 53% alternam entre produtos naturais e industrializados. Entre as bebidas não alcoólicas, 38% priorizam opções consideradas mais naturais.

Nesse cenário, a tradicional entrega de leite em domicílio volta a ganhar espaço, agora impulsionada pela tecnologia.

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Modelo de entrega domiciliar ganha nova força com digitalização

Durante décadas, o sistema de entrega de leite na porta de casa operou com base em rotas fixas, pedidos recorrentes e relacionamento direto entre distribuidores e consumidores. Embora eficiente, o modelo tinha limitações operacionais e baixa integração de dados.

Com a digitalização da cadeia, empresas do setor começam a transformar essa dinâmica, integrando pedidos, pagamentos, logística e gestão em plataformas unificadas.

Segundo a CEO da Food2C, Einat Eisler Carasso, o avanço tecnológico permite modernizar um formato tradicional sem alterar sua essência.

“A digitalização traz previsibilidade, organização e controle para uma operação que historicamente dependia de processos manuais. Em uma cadeia como a de lácteos, na qual perecibilidade e margem caminham juntas, reduzir ineficiências é fundamental”, afirma.

Compra recorrente melhora previsibilidade e reduz desperdícios

Entre os principais avanços proporcionados pela digitalização está a adoção de modelos de compra recorrente e assinaturas. Com entregas programadas, as empresas conseguem prever melhor a demanda e ajustar a produção com mais precisão.

A estratégia reduz desperdícios, melhora o abastecimento e fortalece a fidelização dos consumidores.

“A recorrência muda completamente a operação. Quando existe previsibilidade de consumo, toda a cadeia consegue atuar com mais eficiência, desde a produção até a entrega final. Isso também melhora a experiência do consumidor, que recebe produtos mais frescos e com regularidade”, destaca Einat.

Além da previsibilidade, o modelo aumenta a segurança de abastecimento para o consumidor, reduzindo o risco de falta de produtos no dia a dia.

Digitalização transforma operação de empresas tradicionais

O movimento já começa a ganhar força entre empresas consolidadas do setor. A Fazenda Bela Vista, que atua há mais de 30 anos com entrega domiciliar de leite e produtos frescos, modernizou recentemente sua operação ao substituir processos descentralizados por uma plataforma integrada.

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Com a mudança, pedidos, pagamentos e informações passaram a ser gerenciados em um único ambiente digital, conectando distribuidores, consumidores e indústria.

Segundo o diretor comercial da empresa, Paulo Passarini, a digitalização elevou o nível de eficiência operacional sem comprometer a proximidade com o cliente.

“A entrega domiciliar sempre fez parte da nossa história, mas a tecnologia trouxe mais organização, controle e capacidade de planejamento. Hoje conseguimos operar com mais eficiência e oferecer uma experiência mais consistente ao consumidor”, explica.

Dados e tecnologia fortalecem eficiência na cadeia de lácteos

Outro benefício da transformação digital está no acesso a informações mais precisas sobre hábitos de consumo, comportamento dos clientes e demanda regionalizada.

Com dados centralizados, as empresas conseguem ajustar ofertas, otimizar estoques e estruturar rotas de entrega de forma mais inteligente, reduzindo custos logísticos e desperdícios ao longo da cadeia.

Para especialistas do setor, a tecnologia tende a se consolidar como um dos principais vetores de competitividade da cadeia leiteira brasileira nos próximos anos.

Com a produção em crescimento e o consumo cada vez mais conectado à conveniência e à qualidade, modelos digitais devem ganhar relevância tanto na indústria quanto na distribuição.

“Existe uma grande oportunidade de modernizar a distribuição de alimentos no Brasil sem romper com modelos já consolidados. A tecnologia atua justamente como ponte entre produção, logística e consumidor final”, conclui Einat.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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