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La Niña Aumenta Risco de Plantas Daninhas nos Canaviais Brasileiros

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O Instituto para Clima e Sociedade (IRI) projeta que o fenômeno climático La Niña deve entrar em atividade entre julho e setembro, trazendo resfriamento anormal das águas do Oceano Pacífico. Este fenômeno provoca fortes chuvas no Norte e Nordeste do Brasil e secas no Sul. Na região Centro-Sul, principal produtora de cana-de-açúcar do país, com produção estimada em 592 milhões de toneladas para a safra 2024/25, segundo a Consultoria Datagro, o La Niña deve elevar as temperaturas e reduzir as chuvas, criando condições favoráveis para o aumento da incidência de plantas daninhas nos canaviais.

De acordo com Lucas Perim, engenheiro agrônomo e Gerente de Marketing de Campo da Linha Cana da Corteva Agriscience, a previsão climática indica uma alta possibilidade de infestação de plantas daninhas, incluindo espécies de folhas largas e de difícil controle. Isso ocorre devido ao crescimento mais lento da cana em condições de seca, proporcionando espaço para a proliferação dessas invasoras. “As plantas daninhas podem surgir e causar prejuízos de até 80% na produtividade da cultura, principalmente pela competição por nutrientes, água e luz, além de afetar a qualidade da matéria-prima, a colheita e a longevidade do canavial. Portanto, o controle eficaz dessas plantas é crucial para a produtividade”, alerta Perim.

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Aumento das Infestações

A presença de plantas daninhas de folhas largas e de difícil controle nos canaviais tem aumentado nos últimos anos, preocupando os produtores. Segundo a Consultoria Kynetec, em 2020, 1,34 milhão de hectares de cana-de-açúcar no país estavam infestados com mamona (Ricinus communis) e mucuna (Mucuna pruriens). Em 2023, esse índice subiu para 1,92 milhão de hectares.

A mamona, além de interferir na produtividade, impacta na colheita ao se transformar em arbusto. Suas sementes podem ser lançadas a longas distâncias, facilitando sua disseminação. Já a mucuna, com seu hábito de entrelaçar nas plantas, atrapalha o desenvolvimento da cana e muitas vezes impede a colheita.

Para enfrentar esse desafio, os produtores devem planejar o manejo do canavial de forma eficiente. A Corteva Agriscience, por meio da Linha Cana, oferece um portfólio de herbicidas, incluindo o lançamento Linear®, um herbicida pré-emergente inovador e altamente eficaz, que pode ser utilizado durante todo o ano em cana planta e soca.

Soluções Inovadoras

Desenvolvido para auxiliar no controle das plantas daninhas que impactam a produtividade e rentabilidade do canavial, Linear® é altamente seletivo e flexível, podendo ser aplicado em todas as fases da cultura. Sua formulação inclui três moléculas, uma delas inédita na cana-de-açúcar, e proporciona controle de pós-emergência caso a planta daninha já tenha se desenvolvido. O herbicida pode ser aplicado via trator, drone ou aeronave.

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A aplicação de Linear® pode ser combinada com outros herbicidas da Linha Cana, como Coact® e Combine® 500 SC. Coact® é eficaz no controle de plantas infestantes de folhas largas e estreitas e pode ser aplicado em pré e pós-emergência. Combine® 500 SC é um herbicida sistêmico, seletivo e recomendado para o controle de plantas monocotiledôneas e dicotiledôneas em pré-emergência.

Resultados em Campo

Em testes de pré-emergência, o manejo de Linear® associado ao Coact® atingiu 95% de controle de mamona após 30 dias da aplicação em Santo Antônio da Barra (GO). Em Ribeirão Preto (SP), o mesmo tratamento atingiu 99% de eficiência contra mucuna. Esses estudos foram conduzidos pela equipe da Corteva em parceria com consultores e professores especialistas.

Além dos herbicidas, a Linha Cana da Corteva oferece um portfólio em constante evolução, incluindo inseticidas, fungicidas, maturadores, soluções biológicas e inibidores de florescimento e isoporização, apoiando os produtores nos desafios diários do canavial.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Expocitros encerra debates sobre greening, clima e sustentabilidade

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Responsável por liderar a produção e as exportações globais de suco de laranja, a citricultura brasileira encerrou na última semana um de seus principais fóruns de discussão em meio a desafios que vão do avanço do greening às mudanças climáticas e à necessidade de ampliar a sustentabilidade da produção.

Realizadas entre os dias 26 e 29 de maio, em Cordeirópolis (376 km da capital, São Paulo), a 51ª Expocitros e a 47ª Semana da Citricultura reuniram cerca de 12 mil participantes entre produtores, pesquisadores, consultores, empresas, cooperativas, estudantes e lideranças do agronegócio.

O encontro ocorreu em um momento estratégico para o setor. Apesar de manter a posição de maior produtor e exportador mundial de suco de laranja, a citricultura brasileira convive com pressões sanitárias e climáticas que têm impactado diretamente a produtividade dos pomares.

A safra 2025/26 do cinturão citrícola de São Paulo e do Triângulo/Sudoeste Mineiro foi encerrada em 292,9 milhões de caixas, volume 26,9% superior ao ciclo anterior, mas ainda afetado pelos efeitos do déficit hídrico e da elevada incidência de greening.

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Considerada atualmente a principal ameaça à citricultura mundial, a doença já atinge 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola brasileiro, segundo levantamento do Fundecitrus. Embora o ritmo de crescimento tenha desacelerado nos últimos dois anos, pesquisadores alertam que o avanço do greening continua pressionando a produção e elevando os custos de manejo das propriedades.

Foi justamente diante desse cenário que a programação técnica da Semana da Citricultura concentrou debates sobre sanidade vegetal, irrigação, fertilidade do solo, bioinsumos, manejo fitossanitário, sustentabilidade, mercado internacional e novas tecnologias voltadas ao aumento da eficiência produtiva. O objetivo foi discutir estratégias capazes de aumentar a resiliência dos pomares diante dos desafios sanitários e climáticos que afetam a atividade.

Segundo avaliação do Centro de Citricultura Sylvio Moreira/IAC, a edição de 2026 reforçou a importância da integração entre pesquisa, empresas e produtores para garantir a competitividade do setor nos próximos anos. “Encerramos esta edição com a certeza de que a citricultura brasileira segue forte, conectada à pesquisa, à inovação e às demandas globais”, afirmou.

Outro destaque da edição foi a manutenção do selo de Evento Carbono Neutro, refletindo uma tendência cada vez mais presente na cadeia citrícola. A agenda ambiental ganhou espaço entre produtores e empresas diante das exigências dos mercados internacionais e da crescente demanda por sistemas produtivos alinhados a critérios de sustentabilidade.

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Com mais de cinco décadas de história, a Expocitros e a Semana da Citricultura seguem como os principais espaços de discussão técnica e estratégica da cadeia citrícola brasileira. Em um cenário de transformações sanitárias, climáticas e econômicas, os eventos reforçaram a necessidade de inovação, pesquisa e planejamento como pilares para sustentar a liderança do Brasil no mercado global de citros.

Fonte: Pensar Agro

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