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Mercados Asiáticos: Ações da China Caem, enquanto Hong Kong se Beneficia de Expectativas de Corte de Juros pelo Fed

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Nesta quinta-feira, as ações na China fecharam em baixa, pressionadas principalmente pelo setor imobiliário. Em contrapartida, o mercado de Hong Kong registrou alta, impulsionado por expectativas de cortes nas taxas de juros pelo Federal Reserve, após uma série de dados econômicos fracos dos Estados Unidos.

Os dados dos EUA, divulgados na quarta-feira, incluíram relatórios decepcionantes sobre serviços e emprego da ADP, apontando para uma desaceleração na maior economia do mundo. Isso ocorreu após um aumento nos pedidos iniciais de auxílio-desemprego na semana anterior.

No fechamento, o índice de Xangai recuou 0,83%, enquanto o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, teve uma queda de 0,51%. O subíndice que acompanha o setor imobiliário sofreu uma perda significativa de 3,08%. Em contraste, o índice Hang Seng de Hong Kong subiu 0,28%.

Sunil Tirumalai, estrategista-chefe de ações do GEM no UBS, comentou: “Acreditamos que o mercado ainda tem espaço para apresentar um desempenho superior com o apoio contínuo de medidas governamentais e o foco crescente em retornos de capital por meio de dividendos e recompras.” Ele também ressaltou a importância de monitorar a geopolítica, especialmente com as eleições nos EUA se aproximando em novembro de 2024.

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Outros mercados asiáticos também apresentaram movimentos variados:

  • Tóquio: O índice Nikkei avançou 0,82%, fechando a 40.913 pontos.
  • Hong Kong: O índice Hang Seng subiu 0,28%, alcançando 18.028 pontos.
  • Xangai: O índice SSEC caiu 0,83%, encerrando a 2.957 pontos.
  • Seul: O índice KOSPI teve valorização de 1,11%, fechando a 2.824 pontos.
  • Taiwan: O índice TAIEX registrou alta de 1,51%, atingindo 23.522 pontos.
  • Cingapura: O índice STRAITS TIMES valorizou-se 0,71%, fechando a 3.439 pontos.
  • Sydney: O índice S&P/ASX 200 avançou 1,19%, encerrando a 7.831 pontos.

Esses movimentos refletem uma combinação de fatores locais e globais, com o mercado chinês sendo afetado por questões internas, enquanto outros mercados se beneficiam das expectativas de políticas monetárias mais flexíveis nos Estados Unidos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Prefeitura recorre de decisão que suspendeu decreto sobre loteamentos em Cuiabá

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A Prefeitura de Cuiabá entrou com recurso no Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) com o objetivo de reverter a decisão liminar que suspendeu o decreto municipal que interrompeu temporariamente a análise e a aprovação de projetos de loteamentos com terrenos menores que 200 metros quadrados. O pedido foi protocolado nesta sexta-feira (10) e será analisado pelo Órgão Especial do tribunal.

A decisão que suspendeu o decreto foi tomada pela desembargadora Clarice Claudino da Silva, relatora da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) apresentada pelo diretório estadual do MDB. Em decisão preliminar, a magistrada entendeu que o município criou novas regras para os loteamentos por meio de um decreto, quando isso dependeria de aprovação por lei.

No recurso, a Procuradoria Geral do Município afirma que a decisão foi baseada em uma interpretação divergente do decreto e pede que a liminar seja revogada. Segundo a Prefeitura, o texto não criou novas exigências para empreendedores, mas apenas interrompeu temporariamente a análise de determinados projetos até a conclusão da revisão da legislação urbanística da capital.

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Na fundamentação do recurso, a Procuradoria sustenta que “o ato, todavia, nada indefere e nenhum requisito novo impõe: seu art. 1º limita-se a suspender temporariamente a análise, a emissão de diretrizes e a aprovação de determinados projetos de parcelamento. As medidas de 200 m² e de 10 m operam como simples critério de delimitação do universo de processos sobrestados, e não como parâmetro urbanístico exigível dos administrados”.

Outro ponto contestado pela Prefeitura é o entendimento de que não existiria base legal para a edição do decreto. Conforme a Procuradoria, a medida está amparada em uma lei municipal que autoriza a administração pública a adotar providências preventivas em situações que possam trazer riscos ao interesse público.

A Prefeitura também defende que o decreto tem caráter temporário e preventivo e não altera a legislação em vigor nem cria novas regras para os loteamentos. “Não se trata de regulamento autônomo, mas de providência acauteladora fundada no poder geral de polícia urbanística: ato geral, de caráter técnico e subordinado aos parâmetros fixados na legislação vigente. Cuida-se de exercício típico do poder de polícia administrativa, e não de inovação normativa primária, o que afasta qualquer cogitação de usurpação da função legislativa”, argumenta a Procuradoria.

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O município afirma ainda que a norma não teve efeito retroativo, pois atingiu apenas projetos que ainda aguardavam análise, sem modificar aprovações já concedidas. A Procuradoria também sustenta que manter a suspensão do decreto pode provocar prejuízos maiores, já que permitiria a aprovação de novos loteamentos enquanto a revisão do Plano Diretor ainda está em andamento, criando impactos urbanísticos que seriam difíceis de reverter.

Com o recurso, a Prefeitura pede que a desembargadora reveja a própria decisão ou, caso isso não ocorra, que o caso seja levado ao Órgão Especial do TJMT para decidir se o decreto volta a produzir efeitos.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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