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Mercado de Milho Inicia a Quarta-feira com Quedas nas Bolsas

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Hoje, quarta-feira (03), os preços futuros do milho começaram o dia em queda na Bolsa Brasileira (B3). Por volta das 10h14 (horário de Brasília), as principais cotações variavam entre R$ 56,93 e R$ 66,48.

O contrato de julho de 2024 estava cotado a R$ 56,93, com uma diminuição de 0,61%, enquanto o contrato de setembro de 2024 mostrava uma desvalorização de 1,16%. Já o contrato de novembro de 2024 era negociado a R$ 62,60, com uma queda de 0,84%, e o contrato de janeiro de 2025 tinha um valor de R$ 66,48, com uma redução de 0,78%.

Esses movimentos de baixa acompanham as flutuações negativas observadas em Chicago e a queda do dólar em relação ao real ao longo desta quarta-feira.

Mercado Externo

Os preços internacionais dos futuros de milho também apresentaram movimentos negativos nas primeiras horas do dia na Bolsa de Chicago (CBOT).

Por volta das 09h44 (horário de Brasília), o contrato de julho de 2024 estava cotado a US$ 4,01, com uma queda de 1,00 ponto. O contrato de setembro de 2024 era negociado a US$ 4,05, apresentando uma desvalorização de 2,25 pontos. O contrato de dezembro de 2024 tinha um valor de US$ 4,19, com uma baixa de 1,50 pontos, enquanto o contrato de março de 2024 era cotado a US$ 4,33, registrando uma perda de 1,50 pontos.

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Conforme informações do site internacional Farm Futures, o milho teve uma queda durante a noite, com perdas de até um centavo nos primeiros meses.

“A Agroconsult, empresa privada brasileira, revisou para cima a produção de milho do país para 126,5 milhões de toneladas na terça-feira, acima das 122 milhões de toneladas métricas estimadas pelo USDA. Esse aumento se deve à safra de safrinha, elevando-a em 3,8 milhões de toneladas métricas para 100,5 milhões”, destaca Austin Schroeder, analista de mercado.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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AGRONEGÓCIO

El Niño acende alerta no campo: produtores devem reforçar planejamento financeiro e proteção jurídica

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A intensificação dos efeitos do El Niño no Sul do Brasil volta a preocupar o setor agropecuário e coloca em evidência a necessidade de um planejamento mais robusto para enfrentar os desafios climáticos. Com previsões de aumento das chuvas, maior instabilidade meteorológica e potenciais impactos sobre a produtividade agrícola, especialistas alertam que produtores rurais precisam adotar medidas preventivas para proteger suas finanças e garantir a continuidade das atividades.

Após anos marcados por eventos climáticos extremos, perdas de safra e aumento do endividamento rural, a gestão de riscos passa a ocupar papel estratégico dentro das propriedades. Além dos cuidados agronômicos, cresce a importância da organização financeira, da análise contratual e da proteção jurídica como ferramentas fundamentais para atravessar períodos de adversidade.

Planejamento financeiro ganha protagonismo no agronegócio

Segundo a advogada Giulia Arndt, especialista em Direito Bancário aplicado ao agronegócio, muitos produtores ainda concentram seus esforços exclusivamente na gestão da produção, deixando em segundo plano aspectos financeiros e jurídicos que podem ser decisivos em momentos de crise.

De acordo com a especialista, a recorrência de fenômenos climáticos extremos exige uma mudança de postura no campo. O produtor que mantém sua documentação organizada, acompanha seus compromissos financeiros e revisa regularmente seus contratos possui melhores condições para negociar com instituições financeiras e minimizar impactos econômicos.

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A recomendação é que as propriedades rurais desenvolvam planos preventivos capazes de garantir maior previsibilidade diante de possíveis perdas provocadas por excesso de chuvas, enchentes ou outros eventos climáticos associados ao El Niño.

Revisão de crédito rural e contratos pode evitar problemas futuros

Entre as principais medidas preventivas está a análise das operações de crédito rural, especialmente aquelas vinculadas à expectativa de produtividade futura. Especialistas orientam que os produtores revisem contratos em andamento e avaliem os riscos envolvidos caso ocorram frustrações de safra.

Outro ponto considerado essencial é a manutenção de registros técnicos atualizados. Laudos agronômicos, históricos climáticos, relatórios de produtividade e documentos que comprovem eventuais perdas podem ser determinantes em processos de renegociação de dívidas e solicitações de alongamento de prazos junto às instituições financeiras.

A legislação brasileira prevê mecanismos de proteção ao produtor em situações de perdas causadas por fatores climáticos, mas muitos agricultores desconhecem esses instrumentos ou buscam orientação apenas quando a situação financeira já se encontra comprometida.

Seguro rural e proteção jurídica devem fazer parte da estratégia

O cenário também reforça a importância da análise detalhada das apólices de seguro rural. Conhecer previamente as coberturas contratadas, as exigências para acionamento do seguro e os riscos efetivamente protegidos reduz a exposição do produtor e evita surpresas em momentos de necessidade.

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Da mesma forma, a avaliação das cláusulas presentes nos contratos bancários permite identificar obrigações, garantias e possibilidades de renegociação antes que problemas financeiros se agravem.

Especialistas destacam que a prevenção jurídica deixou de ser uma ferramenta utilizada apenas em situações de conflito e passou a integrar a gestão estratégica das propriedades rurais modernas.

Integração da cadeia é fundamental para enfrentar desafios climáticos

Além das ações individuais, o fortalecimento da cooperação entre produtores, cooperativas, instituições financeiras e órgãos públicos é apontado como um caminho importante para ampliar a capacidade de resposta do agronegócio diante dos desafios climáticos.

A criação de mecanismos mais ágeis de apoio financeiro, programas de prevenção e políticas voltadas à gestão de riscos pode contribuir para reduzir os impactos econômicos causados por eventos extremos e preservar a competitividade do setor.

Com a possibilidade de novas ocorrências associadas ao El Niño nos próximos meses, especialistas reforçam que o momento exige atenção e planejamento. A adoção antecipada de medidas financeiras, contratuais e jurídicas pode fazer a diferença para garantir a sustentabilidade das propriedades rurais e a continuidade da produção em um cenário cada vez mais desafiador para o agronegócio brasileiro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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