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Marco Regulatório para Hidrogênio Verde é Aprovado no Senado

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Na última semana, o Senado Federal aprovou um marco regulatório voltado para o hidrogênio verde, uma alternativa promissora para o desenvolvimento sustentável. Este marco inclui incentivos fiscais e financeiros destinados ao setor, visando estimular a produção de hidrogênio de baixa emissão de carbono.

O projeto estabelece a política nacional do hidrogênio verde, composta por cinco programas essenciais: o Programa Nacional do Hidrogênio, o Programa de Desenvolvimento do Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono, o Sistema Brasileiro de Certificação do Hidrogênio, e o Regime Especial de Incentivos para a Produção de Hidrogênio de Baixa Emissão de Carbono (Rehidro).

Para ser classificado como verde, o hidrogênio deve ser produzido a partir de fontes de energia renováveis, como solar e eólica, em contraste com fontes fósseis que emitem carbono. A Agência Nacional do Petróleo será responsável por autorizar todas as etapas da cadeia produtiva, desde a produção até o armazenamento e exportação.

Após a aprovação, o texto aguarda a definição de sessões para a votação de destaques e, posteriormente, retornará à Câmara dos Deputados para nova análise.

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David Andrew Taylor, especialista em Infraestrutura e Financiamento de Projetos do escritório Almeida Advogados, enfatizou a importância de aplicar padrões sustentáveis em toda a cadeia de suprimento do hidrogênio, destacando que isso maximiza os benefícios ambientais e fortalece a competitividade do Brasil no mercado global de hidrogênio.

Joaquim Augusto Melo de Queiroz, sócio da área Regulatória de Giamundo Neto Advogados, ressaltou que o marco legal traz maior segurança jurídica, embora alguns pontos sensíveis ainda dependam de regulamentação.

Avanços na Transição Energética: Unidade Piloto de Combustível Sintético é Inaugurada

Na mesma linha de transição energética e descarbonização, foi inaugurada recentemente uma unidade piloto para produção de combustível sintético a partir de biogás, na sede da Itaipu Binacional em Foz do Iguaçu (PR). Financiada pelo Ministério Federal para Cooperação Econômica e Desenvolvimento da Alemanha (BMZ), esta iniciativa representa um investimento de aproximadamente € 1,8 milhão.

A unidade tem capacidade diária de produzir 6 kg de bio-syncrude, obtido por meio de biogás e hidrogênio verde. O petróleo sintético resultante será refinado no Laboratório de Cinética e Termodinâmica Aplicada da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Curitiba, com o objetivo de obter um combustível sustentável destinado à aviação.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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Milho recua no Brasil, Chicago opera estável e B3 fecha sem direção única em meio a oferta elevada

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Mercado do milho no Brasil acumula queda de 3,5% em junho com forte pressão da oferta

O mercado brasileiro de milho mantém trajetória de baixa ao longo de junho, pressionado principalmente pelo avanço da safrinha e pelo nível elevado dos estoques de passagem.

Na praça de Campinas (SP), referência para o Centro-Sul, o milho foi negociado a R$ 62,00 por saca de 60 kg nesta quarta-feira (24), reforçando o movimento de recuo observado ao longo do mês. A média parcial de junho ficou em R$ 63,06 por saca, queda de 3,5% frente a maio, quando o valor médio foi de R$ 65,35.

Segundo dados de mercado, o principal fator de pressão segue sendo a combinação entre oferta abundante e demanda interna sem força suficiente para absorver o volume disponível, o que mantém compradores mais cautelosos nas negociações.

A safrinha 2026 é estimada em 112,5 milhões de toneladas, segundo projeções do setor, configurando-se como uma das maiores já registradas no país. O cenário reforça a expectativa de excedente estrutural no curto e médio prazo, com impacto direto sobre a formação de preços.

No mercado físico, a liquidez permanece baixa. Produtores relatam resistência em aceitar valores abaixo do custo de produção, enquanto compradores atuam de forma mais seletiva, aguardando possíveis novas quedas ou oportunidades pontuais.

Chicago opera em estabilidade com equilíbrio entre demanda e clima favorável

No mercado internacional, os contratos futuros de milho na Bolsa de Chicago (CBOT) iniciaram a quinta-feira (25) próximos da estabilidade, refletindo um cenário de equilíbrio entre fatores altistas e baixistas.

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Os vencimentos mais negociados apresentaram variações mistas: julho/26 com leve queda, setembro/26 estável e contratos mais longos com pequenas altas, indicando ajuste técnico após sessões recentes de volatilidade.

Entre os fatores de suporte, destaca-se a demanda externa. O México realizou compras de aproximadamente 100 mil toneladas de milho dos Estados Unidos, parte destinada ao atual ciclo comercial e parte para a safra 2026/27, segundo dados do USDA.

Por outro lado, o clima favorável no cinturão produtor norte-americano segue limitando movimentos de alta. A maioria das lavouras permanece em boas condições, o que sustenta expectativas de oferta confortável e reduz pressão sobre os preços.

B3 inicia sessão em leve queda com influência externa e fundamentos domésticos

Na Bolsa Brasileira (B3), o milho também começou o pregão desta quinta-feira com viés levemente negativo, acompanhando o comportamento mais contido do mercado internacional.

Por volta das 09h, os contratos futuros operavam entre R$ 63,97 e R$ 73,10. O vencimento julho/26 recuava para R$ 63,97, enquanto setembro/26 e janeiro/27 também registravam leves baixas, refletindo cautela dos investidores.

Na sessão anterior, o mercado havia encerrado de forma mista. O suporte inicial veio da valorização do dólar, mas perdeu força ao longo do dia com a queda das cotações em Chicago e o avanço da colheita da safrinha no Brasil.

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Relatos de produtividade irregular em algumas regiões, especialmente em Mato Grosso, adicionaram volatilidade ao mercado. Ao mesmo tempo, chuvas em áreas produtoras atrasaram os trabalhos de colheita e ajudaram a limitar quedas mais intensas.

No mercado físico regional, a liquidez segue reduzida. No Sul do país, compradores abastecidos mantêm negociações pontuais. No Paraná e em Santa Catarina, a diferença entre ofertas e pedidos continua travando acordos. Em Mato Grosso do Sul, a entrada gradual da segunda safra pressiona os preços, embora a demanda da indústria de bioenergia siga como fator de sustentação pontual.

Panorama geral: oferta elevada mantém mercado sob pressão no curto prazo

O mercado global de milho entra no segundo semestre com predominância de fundamentos baixistas, especialmente no Brasil, onde a safrinha volumosa reforça o cenário de superoferta.

Enquanto Chicago oscila de forma lateral, sustentada por exportações pontuais e clima favorável, a B3 reflete o ajuste entre fatores externos e a realidade doméstica de ampla disponibilidade.

No curto prazo, o comportamento dos preços deve continuar condicionado ao ritmo de colheita, ao apetite das exportações e à capacidade de absorção do mercado interno, especialmente do setor de proteína animal e da indústria de etanol.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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