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Mercado de Milho Brasileiro Inicia Semana com Cautela

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O mercado brasileiro de milho deve iniciar a semana com cautela. Os produtores estão avançando na oferta, porém com prudência, enquanto os consumidores demonstram tranquilidade em relação aos estoques. No cenário internacional, a alta do dólar pode influenciar as cotações nos portos, embora a queda na Bolsa de Chicago possa enfraquecer esse movimento.

Na última sexta-feira, o mercado de milho no Brasil esteve travado, focado no relatório de área plantada dos Estados Unidos divulgado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Os números, que superaram as expectativas, derrubaram as cotações na Bolsa de Chicago. Além disso, os agentes de mercado no Brasil estão atentos à valorização do dólar frente ao real e à paridade de exportação. Pela manhã, o preço da saca em Santos para setembro chegou a R$ 63,00, mas recuou para R$ 59,00 após o relatório do USDA.

Nos portos, os preços variaram. Em Santos, as cotações ficaram entre R$ 60,00 e R$ 64,00 por saca (CIF). Em Paranaguá, os preços oscilaram entre R$ 59,00 e R$ 64,00 por saca.

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Cotações pelo Brasil
  • Paraná (Cascavel): R$ 53,00 – R$ 55,00 por saca.
  • São Paulo (Mogiana): R$ 53,50 – R$ 55,00 por saca.
  • Campinas (CIF): R$ 58,00 – R$ 59,00 por saca.
  • Rio Grande do Sul (Erechim): R$ 64,00 – R$ 65,50 por saca.
  • Minas Gerais (Uberlândia): R$ 52,00 – R$ 53,00 por saca.
  • Goiás (Rio Verde – CIF): R$ 44,00 – R$ 46,00 por saca.
  • Mato Grosso (Rondonópolis): R$ 40,00 – R$ 42,00 por saca.
Mercado Internacional

Os contratos de milho para entrega em setembro de 2024 na Bolsa de Chicago caíram 2,25 centavos, ou 0,56%, sendo cotados a US$ 4,02 1/2 por bushel. O mercado ainda absorve os dados do relatório de área plantada nos Estados Unidos, que indicou uma área de cultivo para 2024/25 superior às expectativas dos analistas, embora menor que a temporada 2023/24. Os estoques de milho em 1º de junho também superaram as expectativas dos investidores, contribuindo para as perdas. A fraqueza do dólar frente a outras moedas e a alta do petróleo em Nova York limitaram maiores quedas.

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Na última sexta-feira (28), os contratos para julho de 2024 fecharam a US$ 3,97 1/4 por bushel, uma queda de 16,50 centavos de dólar, ou 3,98%. A posição de setembro de 2024 fechou a US$ 4,07 1/2 por bushel, recuando 15,00 centavos de dólar, ou 3,55%.

Câmbio e Indicadores Financeiros

O dólar comercial registrou uma alta de 0,13%, cotado a R$ 5,5983. O Dollar Index teve uma desvalorização de 0,13%, atingindo 105,73 pontos.

As principais bolsas da Ásia fecharam com altas: Xangai subiu 0,92% e Japão 0,12%. Na Europa, os índices também operam em alta: Paris com 1,72%, Frankfurt 0,54%, e Londres 0,36%. O petróleo, por sua vez, opera em alta, com o contrato para agosto do WTI em Nova York cotado a US$ 82,21 por barril, uma valorização de 0,82%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Inadimplência no crédito rural atinge 11,4% e acende alerta no agronegócio brasileiro

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Crédito rural enfrenta pior nível de inadimplência da história recente

A inadimplência no crédito rural atingiu 11,4% em outubro de 2025, o maior patamar desde o início da série histórica, segundo dados da CNA. O indicador representa um salto expressivo em relação ao mesmo período de 2024, quando estava em 3,54%, e reforça o cenário de maior pressão financeira sobre produtores e empresas do agronegócio.

Além disso, o número de empresas do setor em recuperação judicial também avançou, chegando a 13,53 a cada mil empresas ativas, sinalizando um ambiente de crédito mais restritivo e desafiador.

CONACREDI se reposiciona e deixa de ser evento para virar ecossistema permanente

Em meio ao avanço da inadimplência e à maior complexidade na gestão de risco no campo, o CONACREDI anuncia uma mudança estrutural em sua atuação.

O congresso, que ao longo de dez anos se consolidou como o principal encontro de crédito do agronegócio na América Latina, passa a operar como um ecossistema contínuo de qualificação, deixando de ser apenas um evento anual.

A transformação também inclui o lançamento de uma nova identidade visual, que simboliza a transição para um modelo permanente de produção e disseminação de conhecimento.

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Crédito agro se torna área estratégica nas decisões do setor

Segundo a organização, o movimento acompanha uma mudança mais ampla no próprio agronegócio: o crédito deixou de ser apenas uma função operacional e passou a ocupar posição estratégica nas decisões empresariais.

Com margens mais pressionadas, aumento da inadimplência e maior necessidade de análise de risco, a tomada de decisão no setor exige cada vez mais dados, qualificação técnica e integração entre áreas financeiras e operacionais.

Ecossistema integra eventos, formação e inteligência de mercado

O novo modelo do CONACREDI reúne diferentes iniciativas que passam a funcionar de forma integrada ao longo do ano, formando uma rede contínua de conhecimento:

  • Congresso anual do crédito agro
  • Road shows regionais em diferentes estados
  • Pesquisa Nacional do Crédito Agro
  • CONACREDI Awards
  • MBA em Crédito, Comercialização e Gestão de Riscos no Agronegócio
  • COMUCREDI (comunidade de profissionais do setor)
  • Vitrine do Profissional de Crédito Agro
  • Livro “Vozes do Crédito Agro”

Cada frente atua em uma camada específica do ecossistema, desde a geração de dados e debates regionais até a formação de profissionais e conexão entre empresas e talentos.

Formação, dados e conexão fortalecem gestão de risco no agro

De acordo com a organização, o objetivo do ecossistema é consolidar um hub estruturado de conhecimento aplicado ao crédito agro, com impacto direto na governança e na tomada de decisão.

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Entre os principais efeitos esperados estão a qualificação técnica dos profissionais, maior precisão na análise de risco, melhoria na gestão financeira das operações e adaptação à crescente digitalização do setor.

“Cenário exige atualização constante”, afirma CEO do CONACREDI

Para a CEO do CONACREDI, o momento atual do crédito agro exige maior preparo técnico e integração entre áreas.

“O crédito agro vive um novo ciclo, marcado por maior complexidade na análise de risco, pressão sobre margens, aumento da inadimplência e necessidade de decisões mais rápidas e embasadas. Esse cenário exige atualização constante, integração entre áreas e acesso contínuo à informação qualificada”, afirma Mayra Delfino.

Panorama

O avanço da inadimplência no crédito rural reforça a necessidade de estruturas mais robustas de gestão de risco no agronegócio brasileiro. Ao mesmo tempo, iniciativas como a transformação do CONACREDI em ecossistema permanente indicam uma tendência de profissionalização contínua e maior integração entre dados, formação e mercado financeiro no setor.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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