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Justiça Eleitoral reforça combate ao racismo e promove igualdade nas eleições

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) segue em defesa de uma sociedade mais justa e igualitária. Conforme determina a legislação, o Tribunal irá fiscalizar se o tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão é proporcional ao total de candidaturas negras apresentadas pelos partidos. Essa medida foi incorporada nas Resoluções TSE nº 23.605/2019 e nº 23.610/2019, marcando um avanço significativo na luta contra o racismo no cenário político.

Em Mato Grosso, nas eleições de 2022, houve um empate entre os candidatos que se declararam brancos e os candidatos pretos ou pardos. Dos 525 candidatos, 258 se declararam pretos ou pardos e 257 brancos. Ainda foram registrados 4 candidatos que se declararam indígenas e outros 4 amarelos; 2 preferiram não responder. A disputa era para os cargos de deputado federal, deputado estadual, senador, governador e presidente.

Apesar do número de candidaturas ser equilibrado, o resultado dos eleitos não mostra o mesmo cenário. Dos 37 cargos em disputa, foram eleitos 27 candidatos brancos, ou seja, 73%. Foram eleitos 9 candidatos pardos (24%) e apenas um negro.

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“Nós temos consciência de que existe uma desigualdade racial no cenário político. A Justiça Eleitoral tem aplicado a legislação que oferece meios para a sociedade buscar mais isonomia. Esperamos que esse assunto seja debatido e que o racismo estrutural seja eliminado”, destacou a presidente do TRE-MT, desembargadora Maria Aparecida Ribeiro.

Visando combater e enfrentar o racismo no ambiente institucional, a Justiça Eleitoral de Mato Grosso elaborou a campanha “Discriminação é crime”. A medida tem como foco principal conscientizar servidores, juízes e colaboradores, além de promover um ambiente mais equitativo, justo e saudável. Entre as informações dispostas na campanha estão a explicação do que é discriminação racial e a fundamentação na Constituição Federal. Confira as peças da campanha na galeria abaixo.

Em 2022, o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) aderiu ao Pacto Nacional do Judiciário pela Equidade Racial, por meio da assinatura do Acordo de Cooperação Técnica CNJ nº 053/2022, acordo esse responsável pela criação de estratégias para promoção de um ambiente mais equitativo e menos desigual.

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Jornalista: Daniel Dino

#PraTodosVerem: Imagem com fundo cinza e, à esquerda, tem a foto de um homem negro, com barba e que sorri, veste camisa azul e gravata em tom de azul mais escuro. À direita, está escrito IGUALDADE RACIAL.

1/ Galeria de imagens

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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