AGRONEGÓCIO
Milho Verde AG1051 da Bayer: Inovação e Oportunidades na Agricultura Familiar
Publicado em
28 de junho de 2024por
Da RedaçãoO cultivo de milho verde no Brasil ganha um aliado de peso com o híbrido AG1051, oferecido pela Bayer através da sua marca Seminis. Destacando-se pela adaptabilidade e alto rendimento, o AG1051 tem se tornado a escolha ideal para produtores que buscam qualidade superior e facilidade no manejo.
Um Híbrido Adaptável e Produtivo
Desenvolvido especialmente para o cultivo de milho verde, o AG1051 possui um ciclo de crescimento entre 10 a 15 dias para o ponto ideal de colheita, mantendo as espigas suculentas sem endurecer. Com uma janela de colheita de aproximadamente 55 dias, oferece aos produtores a flexibilidade necessária para atender à demanda sazonal, especialmente durante festas populares como as juninas.
Versatilidade e Valor Agregado
Além de ser uma excelente escolha para o consumo in natura e para a produção de pratos tradicionais como pamonha, curau e bolos, o AG1051 também abre portas para a produção de xaropes e amido de milho. Isso não só diversifica a oferta dos produtores como também agrega valor aos produtos locais, promovendo o desenvolvimento econômico nas comunidades rurais.
Testemunhos de Sucesso
Produtores como Rosana Cláudia e Rosevaldo da Silva, de Formosa do Oeste (PR), encontraram no AG1051 a solução ideal para a produção de sua massa de bolo de milho vendida em garrafa. Com um milho doce e específico para bolos e pamonhas, o AG1051 destacou-se não apenas pelo sabor, mas também pela facilidade de cultivo e colheita.
Qualidade Técnica e Sabor Distinto
O AG1051 não se limita ao sabor adocicado e à alta produtividade. Suas características incluem um sistema radicular robusto que favorece o cultivo em todas as regiões do Brasil, com grande flexibilidade de época de plantio. A planta proporciona espigas suculentas, com equilíbrio entre açúcar e amido, garantindo maciez e sabor nas receitas.
Expansão e Desafios Futuros
Para Daniela Augustinho, gerente de comunicação para a América do Sul da Seminis, o AG1051 representa um avanço significativo no mercado de milho verde, oferecendo produtos de alta durabilidade pós-colheita e valor nutricional. Com sua adaptação a diferentes condições de plantio, atende às necessidades de produtores de todos os portes, fortalecendo o setor agrícola brasileiro.
Inovação e Tradição: Um Caso de Sucesso em Campinas (SP)
No Sítio São José, Melchisedech Abacherly e seu filho Melquinho transformaram a tradição familiar em um negócio lucrativo. Com mais de 130 anos de história agrícola, adaptaram o cultivo do AG1051 não apenas para o consumo local, mas também para o turismo gastronômico. Este híbrido permitiu-lhes não só expandir suas atividades, mas também atrair visitantes interessados em experiências autênticas e produtos de qualidade.
Compromisso com a Qualidade e Sustentabilidade
Através do AG1051, a Bayer reforça seu compromisso com a inovação e a sustentabilidade no agronegócio brasileiro. O híbrido não apenas impulsiona a economia local, mas também promove práticas agrícolas responsáveis, garantindo um futuro sustentável para as gerações futuras.
Em resumo, o AG1051 da Seminis não apenas eleva o padrão de qualidade do milho verde brasileiro, mas também abre novas perspectivas de negócios para os agricultores familiares, fortalecendo a diversificação e a sustentabilidade no campo.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGÓCIO
China e UE colocam R$ 28 bilhões da carne bovina sob pressão
Published
11 minutos agoon
17 de julho de 2026By
Da Redação
A indústria brasileira de carne bovina chega ao segundo semestre com cerca de R$ 28 bilhões em receitas externas sob pressão. A limitação das vendas para a China pode retirar até R$ 22,95 bilhões do faturamento dos frigoríficos, enquanto a falta de uma certificação exigida pela União Europeia ameaça um mercado que movimentou aproximadamente R$ 5,1 bilhões em 2025.
A soma representa a exposição máxima das duas frentes e não uma perda integral já confirmada para 2026. No caso europeu, uma eventual interrupção começaria em setembro e atingiria apenas os embarques realizados depois da entrada em vigor das novas regras. Para a China, o cálculo considera as 748 mil toneladas que podem deixar de ser comercializadas neste ano.
A previsão da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) é que o Brasil envie cerca de 900 mil toneladas de carne bovina aos chineses em 2026. O volume corresponde a pouco mais da metade do recorde de aproximadamente 1,68 milhão de toneladas registrado no ano passado.
A redução decorre da salvaguarda adotada pelo governo chinês para proteger seus pecuaristas. O Brasil recebeu uma cota de aproximadamente 1,1 milhão de toneladas para 2026. A carne que ultrapassar esse limite estará sujeita a uma tarifa adicional de 55%, cobrança que praticamente inviabiliza a operação.
A cota não considera apenas o momento em que a carga deixa os portos brasileiros. Produtos embarcados no fim de 2025, mas desembarcados na China neste ano, também foram contabilizados no limite de 2026. Por isso, mesmo que as exportações brasileiras não atinjam fisicamente 1,1 milhão de toneladas neste ano, o espaço comercial já pode estar esgotado.
Entre janeiro e junho, o Brasil embarcou 794,6 mil toneladas aos chineses. A indústria acelerou as vendas no primeiro semestre para aproveitar a tarifa regular de 12% antes do preenchimento da cota. Esse movimento aumentou a procura pelo produto e contribuiu para elevar os preços recebidos pelos exportadores.
Com o limite praticamente consumido, frigoríficos suspenderam em julho a produção de alguns cortes destinados especificamente ao mercado chinês. As empresas aguardam o balanço oficial das autoridades de Pequim para confirmar quanto da cota ainda está disponível.
A expectativa é retomar parte dos embarques a partir da segunda quinzena de novembro. Como a viagem marítima leva aproximadamente 40 dias, a carne chegará à China em 2027 e será contabilizada na cota do próximo ano.
A perda potencial de 748 mil toneladas foi calculada com base no preço médio de cerca de R$ 31,1 mil por tonelada registrado no primeiro semestre. Isso resulta em impacto de até R$ 22,95 bilhões. O valor é superior à projeção feita no início do ano, quando se estimava uma redução de R$ 15,3 bilhões.
O problema chinês coincide com o risco de interrupção das vendas para a União Europeia a partir de 3 de setembro. O bloco retirou temporariamente o Brasil da relação de países considerados aptos a comprovar o cumprimento das novas exigências sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.
Antimicrobianos são medicamentos utilizados para combater microrganismos, como bactérias, fungos e parasitas. Na pecuária, parte dessas substâncias é empregada no tratamento e na prevenção de doenças. Outras podem ser utilizadas para melhorar o desempenho ou a eficiência produtiva dos animais.
A regra europeia não proíbe todo tratamento veterinário. A restrição alcança o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento ou para aumento de rendimento, além de determinadas substâncias reservadas ao tratamento de infecções em seres humanos. O objetivo declarado é reduzir o risco de resistência microbiana.
O impasse brasileiro está na comprovação. Para continuar exportando, o país precisa oferecer garantias oficiais de que os animais e os produtos enviados ao bloco atendem às regras durante todo o processo produtivo. A União Europeia informou que ainda não recebeu documentação suficiente para manter o Brasil na lista de fornecedores autorizados.
Em 2025, o Brasil exportou aproximadamente 128 mil toneladas de carne bovina ao bloco europeu, com receita próxima de R$ 5,1 bilhões. O mercado representa cerca de 6% das vendas externas do setor, mas compra cortes de maior valor que não encontram a mesma demanda na Ásia.
Segundo especialistas da indústria, a União Europeia também funciona como uma referência sanitária e comercial. Uma suspensão pode afetar a imagem da carne brasileira e influenciar exigências adotadas por outros compradores, mesmo que o volume diretamente envolvido seja menor que o destinado à China.
O governo brasileiro tenta negociar um período de transição e apresentar um sistema de controle capaz de atender às autoridades europeias. Também está em discussão a possibilidade de restringir nacionalmente algumas substâncias, mas produtores se opõem a uma proibição ampla que alcance medicamentos autorizados e utilizados com orientação veterinária.
Uma interrupção prolongada pode levar até dois anos para ser completamente revertida. Esse período corresponde, aproximadamente, ao intervalo entre o nascimento e o abate de bovinos que precisariam ser acompanhados desde o início da vida para comprovar o atendimento integral ao novo protocolo.
A perda simultânea de espaço na China e na Europa reduz a capacidade de escoamento da produção brasileira. Outros destinos podem aumentar suas compras, mas especialistas avaliam que nenhum mercado reúne escala suficiente para absorver rapidamente o volume retirado pelos chineses.
A Abiec trabalha com uma queda de 10% nas exportações totais de carne bovina em 2026. O Brasil vendeu 3,5 milhões de toneladas no ano passado. Se a projeção se confirmar, os embarques deste ano ficarão próximos de 3,15 milhões de toneladas.
A indústria já ajusta a produção à menor demanda. Frigoríficos adotaram férias coletivas, redução de jornadas, diminuição do número de abates e, em alguns casos, cortes de trabalhadores. As dificuldades atingem empresas de diferentes tamanhos e podem acelerar aquisições de unidades menores por grupos mais capitalizados.
Para o pecuarista, o primeiro efeito tende a ser menor disputa pelos animais e pressão sobre a arroba. A carne que deixa de ser exportada pode aumentar temporariamente a oferta no mercado interno. Esse movimento, porém, não significa necessariamente preços baixos por um período prolongado.
Com margens menores e custos ainda elevados, os frigoríficos podem reduzir abates e produção. A diminuição posterior da oferta criaria um efeito inverso e poderia voltar a elevar os preços da carne ao consumidor. O tamanho dessa reação dependerá do resultado das negociações com a União Europeia e da capacidade brasileira de encontrar novos compradores para substituir parte das vendas à China.
Fonte: Pensar Agro
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