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Preços do boi gordo recuam com escalas de abate alongadas e consumo interno fraco

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O mercado do boi gordo apresentou queda de preços ao longo da segunda semana de setembro nas principais praças de produção e comercialização do país. O cenário reflete o alongamento das escalas de abate nos frigoríficos de maior porte, que contam com animais provenientes de contratos a termo e confinamentos próprios, reduzindo a pressão para novas compras.

Segundo Fernando Henrique Iglesias, analista da Consultoria Safras & Mercado, “o consumo doméstico não apresenta bons índices na primeira quinzena de setembro. Como ponto de suporte, resta a exportação, que segue em ritmo acelerado, aproximando o país de um recorde anual de embarques e receita”.

Consumo interno ainda fraco

O baixo desempenho do mercado interno de carne bovina tem limitado a sustentação de preços do boi gordo. A procura segue aquém do esperado, especialmente no início de setembro, mantendo os frigoríficos com estoques confortáveis.

Exportações impulsionam o mercado

Apesar da queda de preços no mercado físico, a exportação de carne bovina mantém o ritmo elevado. De acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), até o momento, em setembro, o Brasil registrou:

  • Receita de US$ 435,2 milhões (em 5 dias úteis)
  • Quantidade exportada de 78,338 mil toneladas
  • Preço médio da tonelada: US$ 5.555,40
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Na comparação com setembro de 2024, houve:

  • 60,9% de aumento no valor médio diário exportado
  • 30,8% de crescimento na quantidade média diária
  • 23,1% de alta no preço médio por tonelada

O desempenho das exportações atua como fator de suporte para o mercado interno, compensando parcialmente a desaceleração do consumo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Safrinha de milho avança no Centro-Sul e produção brasileira deve se aproximar de 140 milhões de toneladas

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A colheita da segunda safra de milho 2026 segue avançando no Centro-Sul do Brasil e alcançou 4,4% da área cultivada até o início de junho, segundo levantamento da AgRural. O índice representa um avanço significativo em relação aos 2,4% registrados na semana anterior e supera o percentual de 1,9% observado no mesmo período da safra passada.

O desempenho dos trabalhos é liderado por Mato Grosso, principal produtor nacional do cereal, onde as condições de campo têm favorecido o avanço das colheitadeiras. Enquanto isso, Paraná e Mato Grosso do Sul começam a ganhar participação na colheita, embora em ritmos distintos.

Mato Grosso lidera colheita da safrinha

O estado de Mato Grosso continua puxando o ritmo da colheita nacional. Beneficiado pelo bom desenvolvimento das lavouras e pelas condições climáticas mais favoráveis, o estado apresenta perspectivas de produtividade acima da média e deve novamente responder por uma parcela importante da produção brasileira de milho.

No Paraná, segundo maior produtor da safrinha, os trabalhos ainda avançam lentamente devido aos elevados níveis de umidade nas áreas produtoras, o que dificulta a entrada das máquinas no campo.

Já em Mato Grosso do Sul, a colheita começou em áreas isoladas, marcando o início dos trabalhos no estado e ampliando a participação da região Centro-Oeste na oferta nacional do cereal.

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Estiagem reduz potencial em alguns estados

Apesar do bom desempenho observado em Mato Grosso, a revisão mais recente da AgRural trouxe ajustes negativos para algumas regiões produtoras.

A consultoria reduziu suas estimativas para Goiás, Minas Gerais e São Paulo em razão da estiagem registrada durante fases importantes do desenvolvimento das lavouras. A falta de chuvas comprometeu parte do potencial produtivo nesses estados, limitando os ganhos esperados para a temporada.

Mesmo assim, as perdas foram parcialmente compensadas pelos excelentes resultados projetados para outras áreas do Centro-Sul, especialmente em Mato Grosso, onde as produtividades seguem surpreendendo positivamente.

Produção da safrinha permanece acima de 108 milhões de toneladas

Após a revisão de maio, a estimativa da AgRural para a produção da safrinha 2026 passou para 108,2 milhões de toneladas, uma redução de apenas 900 mil toneladas em comparação com a projeção anterior.

O ajuste é considerado relativamente pequeno diante das dificuldades climáticas enfrentadas em algumas regiões e reforça o cenário de ampla oferta para o mercado interno e para as exportações brasileiras.

Brasil caminha para uma safra recorde de milho

Somando os volumes previstos para a primeira, segunda e terceira safras, a produção total de milho do Brasil na temporada 2025/26 deverá atingir 139,9 milhões de toneladas.

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O número representa crescimento em relação à estimativa anterior, de 138,9 milhões de toneladas, e um salto expressivo frente às 113,2 milhões de toneladas colhidas na safra 2024/25.

Caso o potencial produtivo seja confirmado, o país consolidará uma das maiores colheitas de milho de sua história, fortalecendo sua posição entre os principais exportadores globais do cereal.

Mercado acompanha avanço da oferta

Com a intensificação da colheita nas próximas semanas, o mercado passa a monitorar o impacto do aumento da oferta sobre os preços internos. Além disso, o comportamento das exportações, a demanda da indústria de etanol de milho e o consumo do setor de proteína animal serão fatores decisivos para a formação dos preços no segundo semestre.

A expectativa do setor é de que a entrada gradual da nova safra amplie a disponibilidade do cereal no mercado brasileiro, mantendo o país em posição estratégica para atender tanto o consumo doméstico quanto a demanda internacional.

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Fonte: Portal do Agronegócio

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