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Avanço da colheita do milho no Brasil: Conab atualiza dados

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) divulgou seu boletim semanal sobre as lavouras brasileiras, destacando o progresso da colheita do milho safrinha e da primeira safra de 2023/24 no país.

Colheita da Safra de Milho Safrinha

Atualmente, a colheita da segunda safra de milho atingiu 28% do total cultivado, superando os 11% registrados no mesmo período de 2023. Mato Grosso lidera com 40,1% das lavouras colhidas, seguido pelo Paraná com 29%, Tocantins com 25%, e Goiás e Mato Grosso do Sul com 12%.

Enquanto o desenvolvimento das lavouras mostra 13,3% em enchimento de grãos e 58,6% em maturação, há preocupações com a falta de chuvas que afeta o Paraná, Noroeste, Oeste e Centro-Ocidental, além de lavouras semeadas tardiamente em Minas Gerais.

Primeira Safra de Milho 2023/24

A colheita da primeira safra de milho está em estágio avançado, atingindo 91,6% do total previsto, ligeiramente abaixo dos 93,8% do mesmo período do ano passado. Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Goiás lideram com 100% das lavouras colhidas, seguidos por Rio Grande do Sul (97%), Bahia (90%), Piauí (76%) e Maranhão (50%).

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Os técnicos da Conab observam que as condições climáticas adversas no Rio Grande do Sul têm limitado o avanço da colheita, enquanto no Maranhão, os trabalhos se concentram no Leste, Oeste e Sul, com conclusão próxima no Extremo-Oeste da Bahia.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

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A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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