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Programa de Logística Reversa Retoma Atividades após Enchente em Municípios Gaúchos

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Após uma enchente histórica que afetou significativamente diversas localidades gaúchas em maio, o Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos será reiniciado pela parceria entre o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (SindiTabaco) e a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra). A partir da próxima semana, orientadores das empresas associadas ao SindiTabaco começarão a distribuir convites aos produtores de tabaco da Região Sul, indicando os pontos de entrega mais próximos e reforçando as diretrizes para a devolução das embalagens, incluindo a prática da tríplice lavagem.

Retomada do Roteiro e Calendário

Iro Schünke, presidente do SindiTabaco, menciona que o roteiro de coleta, interrompido nas áreas do Vale do Rio Pardo e Taquari devido às condições críticas das estradas, será retomado conforme a melhoria das condições de acesso. As coletas terão início em 24 de junho, abrangendo municípios como Pelotas, Arroio do Padre e estendendo-se até 5 de setembro, finalizando em Barão do Triunfo. Ao todo, serão atendidos 311 pontos de coleta distribuídos por 26 municípios da Região Sul. O cronograma completo está disponível no site do SindiTabaco para consulta.

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Prática da Tríplice Lavagem

Para garantir a conformidade com a legislação brasileira, que estabelece diretrizes específicas para o manejo de embalagens de agrotóxicos, Fernanda Viana, assessora técnica do SindiTabaco, detalha o procedimento da tríplice lavagem conforme a NBR 13.968 da ABNT:

  • Esvaziar completamente a embalagem e enchê-la com água limpa até um quarto de seu volume, fechando-a firmemente.
  • Agitar vigorosamente por cerca de 30 segundos para dissolver resíduos.
  • Despejar a água do primeiro enxágue no tanque do equipamento de aplicação.
  • Repetir o enxágue duas vezes.
  • Inutilizar a embalagem perfurando o fundo com um objeto pontiagudo.

Durante todo o processo, é fundamental o uso de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). Segundo Viana, seguir corretamente essas práticas não só protege a saúde da família e dos animais do produtor, mas também preserva o meio ambiente, especialmente o solo e a água da propriedade. A devolução adequada das embalagens garante recibos válidos perante os órgãos de fiscalização ambiental, conforme o decreto 4.074/2002 que regula a devolução de embalagens de agrotóxicos aos estabelecimentos de origem.

SAIBA MAIS – Pesquisas demonstram que o tabaco está entre as culturas que menos demandam agrotóxicos. Contudo, quando necessário, o descarte correto das embalagens vazias é essencial. As empresas associadas ao SindiTabaco iniciaram um amplo programa de coleta itinerante em 2000 – antes mesmo da legislação de 2002 que versa sobre logística reversa. Prestes a completar 24 anos de atividades, os resultados dão orgulho e incentivam outros setores do agro. Atualmente, o programa percorre 1,8 mil pontos de coleta em 374 municípios do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina, recolhendo embalagens de produtores de tabaco usadas tanto na produção de tabaco quanto em outras culturas da propriedade. No Paraná, iniciativas semelhantes de centrais locais de recebimento são apoiadas pelas empresas.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Número de cervejarias bate recorde no Brasil em 2025 e produção de cerveja sem glúten dispara 417%

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O setor cervejeiro brasileiro encerrou 2025 com resultados históricos e consolidou sua expansão no país. Dados do Anuário da Cerveja 2026, divulgado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária, mostram que o Brasil alcançou o maior número de cervejarias da série histórica, com 1.954 unidades distribuídas em 794 municípios.

O levantamento também destaca a retomada do crescimento no número de produtos registrados, avanço das marcas de cerveja e forte expansão da produção de cervejas sem glúten, que registrou alta de 417,6% no último ano.

Setor cervejeiro amplia presença e fortalece economia regional

Segundo o Anuário, a indústria cervejeira brasileira mantém trajetória de fortalecimento mesmo diante de desafios econômicos e climáticos enfrentados ao longo de 2025.

A expansão territorial do setor reforça o papel da cerveja como geradora de emprego, renda e desenvolvimento regional. Pela necessidade de proximidade entre produção e consumo, a atividade favorece a interiorização da economia e estimula cadeias produtivas locais.

Atualmente, o setor está presente em quase 800 municípios brasileiros e movimenta mais de 2,5 milhões de empregos ao longo de toda a cadeia produtiva. Além disso, responde por mais de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.

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Número de produtos e marcas de cerveja volta a crescer

O levantamento do Ministério da Agricultura e Pecuária aponta que o número de produtos registrados chegou a 44.212 em 2025, retomando a trajetória de crescimento do setor.

As marcas de cerveja registradas também avançaram 2,1%, totalizando 56.170 registros ativos no país.

Para o presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja, Márcio Maciel, os resultados refletem a capacidade de adaptação da indústria cervejeira brasileira.

Segundo ele, o setor manteve investimentos em inovação, tecnologia e diversificação de portfólio, fortalecendo a conexão histórica da cerveja com os consumidores brasileiros.

Exportações de cerveja atingem maior valor da história

Outro destaque do Anuário foi o desempenho internacional da indústria cervejeira brasileira.

As exportações alcançaram US$ 218,3 milhões em 2025, maior valor já registrado na série histórica. O setor também fechou o ano com superávit recorde de US$ 195 milhões na balança comercial.

Atualmente, a cerveja brasileira é exportada para 77 países, ampliando a presença internacional das marcas nacionais e fortalecendo a competitividade da indústria no mercado global.

Produção de cerveja sem glúten cresce mais de 400% no Brasil

A cerveja sem glúten foi um dos segmentos que mais cresceram no país em 2025.

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Segundo o Anuário da Cerveja 2026, a produção saltou de 71 milhões para 368 milhões de litros em apenas um ano, avanço de 417,6% em relação a 2024.

O volume já representa cerca de 2,35% dos 15,69 bilhões de litros de cerveja produzidos no Brasil, indicando o aumento da demanda por bebidas voltadas a consumidores que buscam produtos sem glúten.

O crescimento acompanha a tendência de diversificação do mercado de bebidas e o avanço do interesse por produtos alinhados a diferentes perfis de consumo.

Inovação e diversidade impulsionam crescimento do setor cervejeiro

O Anuário reforça que a combinação entre tradição, inovação e capilaridade regional segue sendo um dos pilares da expansão da indústria cervejeira brasileira.

Com presença crescente em diferentes regiões do país, o setor mantém investimentos em sustentabilidade, tecnologia e novos nichos de mercado, consolidando a cerveja como uma das cadeias produtivas mais relevantes da indústria de alimentos e bebidas no Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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